quarta-feira, outubro 18, 2017

LEIPZIG...ZAG, ZIG!




Liga dos Campeões
Fase de grupos - 3ª jornada
Estádio Arena, em Leipzig (Alemanha)
Sportv1 - Hora: 19:45
Tempo s/ chuva
Assistência: 41496 (esgotado)
2017.10.17

         RB LEIPZIG, 3 - FC DO PORTO, 2
                                     (ao intervalo: 3-2)

FCPORTO alinhou com: José Sá, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 81' Hernâni, Sérgio Oliveira,aos 58' Óliver Tores,  Yassine Brahimi, aos 76' Jesùs Corona, Marega e Aboubakar. Não utilizados: Iker Casillas, Diego Reyes, Otávio, Ricardo Pereira.
Equipamento: alternativo azul celeste
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Paolo Tagliavento (Itália)

GOLOS: 1-0 aos 8' por ORBAN, na conclusão de um remate que José Sá deixou escapar para a frente e não conseguiu recuperara bola apesar da tentativa que fez: 1-1 aos 18' ABOUBAKAR, no seguimento de um longo lançamento de Miguel Layún da linha lateral, com Iván Marcano a saltar e a bater de cabeça para o avançado portista nas costas da defesa controlar, rodar e, de pé esquerdo fuzilar a baliza; 2-1 aos 38' por FORSBERG, a ultrapassar Felipe em velocidade e a executar remate sem remissão para José Sá; 3-1, aos 38' por AUGUSTIN recebendo a bola de ressalto em Iván Marcano e, isolando-se coloca a bola no fundo da baliza rente à relva e ao poste esquerdo. 3-2 aos 44' resultante de canto apontado por Alex Telles, assistência de cabeça de Hèctor Herrera e entrada decidida de Iván Marcano e rematar à boca da baliza por ente vários adversários.

          Maior foi a surpresa pela débil exibição do Futebol Clube do Porto neste jogo importante para o seu futuro na prova, do que a vitória da equipa alemã, e principalmente, a justiça em que ela assenta. O Leipzig superiorizou-se claramente ao FC do Porto nesta partida, sobretudo no primeiro período, no decorrer do qual a equipa portuguesa o melhor que conseguiu foi a obtenção de dois golos e manter a diferença até ao fim. Quem teve oportunidade de ver a recente partida para o campeonato da Alemanha em que o Leipzig venceu o Borússia Dortmund com uma grande exibição, com poucas dívidas ficou de que só um FC do Porto excecional conseguiria fazer pontos no confronto no Arena, presunçoso emúlo do Dragão, contudo, ainda assim bonito.

       
         Na meia hora inicial o FC do Porto andou à deriva, sempre a correr atrás da bola. Raramente conseguia abordar a área adversária e a primeira vez que lá chegou através de uma jogada coletiva aconteceu aos 29'. No segundo tempo, com o abaixamento do ritmo e a melhoria do comportamento coletivo e individual que os jogadores chamados ao jogo por Sérgio Conceição trouxeram à equipa, a partida tornou-se menos desequilibrada, com os alemães sempre mais confiantes a não se intimidaram e manterem o controle das operações.

       Os três golos do Leipzig resultaram de outros tantos erros individuais cometidos por José Sá, Felipe e Iván Marcano, respetivamente, com o capitão a ressarcir-se aos 62' ao tirar de "dentro" da baliza uma bola de "golo feito", o que justifica que o considere aquele que atuou em toda a partida mais perto do seu melhor.  Com perdão das abébias concedidas, a defesa ainda foi quem mais segurou uma humilhação que se respirou na Arena...
       No meio nem a esquiva virtude apareceu, quanto mais quem esperou por ela.
Danilo, Sérgio e Herrera quase não "deram uma para a caixa", talvez haja exagero na afirmação, mas nem os três juntos chegaram para o alemão de que só retive o nº da camisola: 8.  
       Yassine Brahimi, depois de muitas (demais) tentativas abortadas pelos adversários conseguiu duas saídas para onde não havia camisolas iguais às suas. Foi para descanso quando começava a render. E Marega, jogou? Ah, sim está no onze...
Jesùs Corona, agitou e incomodou a defesa alemã, Óliver foi para o relvado com ganas e fez pela vida, Hernâni não teve oportunidade para alterar o rumo negativo do resultado.

      O artilheiro camaronês, ABOUBAKAR, voltou a "molhar a sopa" com uma bela rotação e remate de pé esquerdo de classe. Bateu-se com a raça que possui usando as armas melhores que possui, não podia dar mais contra tanta e boa organização do inimigo, mas sem remates não há golos, e como não conseguiu muitos o mérito é da defesa do Leipzig. Como foi o de Marcano, o seu colega que mais trabalho teve.

      A arbitragem do italiano Paolo Taglia...vento não abanou demasiado a bandeira do Leipzig  e até teve oportunidade de ser gentil para Brahimi..

     Esta, já passou. Há três combates à espera. A alma portista é resiliente, a chama permanece (sempre) ardente!.Um de novembro é "dia de todos os santos..." E tempo de castanhas quentes.

 
       

sábado, outubro 14, 2017

PASTÉIS DE BELÉM COM COENTROS A MAIS.




Taça de Portugal
3ª eliminatória
Estádio Municipal do Restelo, Lisboa
(alternativa por falta de condições
do estádio do Lusitano GC, em Évora)
Sportv - 20:15 horas.
Bom tempo e relvado tratado
Assistência: apoiantes do LGC e claques do FCP em número razoável
2017.10.13 (sexta feira)

  
Lusitano Ginásio Clube, 0 - FC DO PORTO, 6
                                 (ao intervalo: 0-2)

FCP alinhou: José Sá, Diogo Dalot, Diego Reyes, Iván Marcano (C), aos 67' Jorge, Ricardo Pereira, André André, Óliver Torres, Otávio, Hernâni, Aboubakar, aos 52' Luizão,  e Yassine Brahimi, na 2ª parte, Galeno.
Equipamento: oficial tradicional com calção branco.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Helder Malheiro (AF Lisboa)

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 20' por ABOUBAKAR. Yassine Brahimi conduz a bola em dribles pela esquerda e assiste o camaronês na cabeça da área que controla e remata sereno rente à relva para o golo; 0-2 aos 21' de novo por ABOUBAKAR concluindo em remate imparável de cabeça um cruzamento perfeito da lado esquerdo executado por Diogo Dalot; 0-3 aos 49' por IVÀN MARCANO na conclusão de um canto aproveitando um toque deficiente da defesa e rematando à frente do guarda redes; 0-4 aos 55' por OTÁVIO em remate à entrada da área numa iniciativa que lhe é própria, que foi entrar no lado oposto donde foi executado. Um belo lance, "à Otávio". 0-5 aos 59' pelo estreante GALENO lançado pela esquerda por Otávio e a ganhar em velocidade ao seu marcador direto, atirando forte e colocado: e 0-6 aos 90' por HERNÂNI num remate algo exótico usando o calcanhar e fazendo com que a bola lhe passasse por cima da sua própria cabeça e entrasse na baliza. Momento raro a merecer destaque internacional.

             A partida decorreu viva e interessante. O Futebol Clube do Porto foi a jogo com oito alterações em relação às formações habituais, dos quais se destacam Ivàn Marcano, Yassine Brahimi e Aboubakar. Entrando inicialmente com Diogo Dalot, provocou a estreia no decorrer do jogo de Galeno, Jorge e Luizão, habitualmente componentes do FC do Porto B.

            O Lusitano GC, de Évora está afastada das competições mais importantes do futebol português há várias décadas. Compete atualmente na terceira divisão  e não defrontava do FC do Porto há cerca de quarenta anos. 

            Lamentavelmente, o Lusitano de Évora não viu aprovado o estádio onde joga por não reunir condições regulamentares para acolher jogos de competições oficiais de FPF. Foi uma lástima que uma cidade tão rica em História como é Évora, e designadamente grande parte da terra alentejana não tenham podido assistir a uma partida da Taça de Portugal, tendo como protagonista o popular Lusitano e o grande clube nortenho Futebol Clube do Porto, agora que é o mais vencedor de Portugal e um dos maiores da Europa.

          De todo o modo os alentejanos de Évora deram excelente réplica enquanto aguentaram um ritmo de jogo superior ao que estão habituados. Obviamente, e apesar de "desfalcado" o FC do Porto jogou com unidades com categoria para integrarem grandes equipas. Contudo, a classe individual de alguns dos seus jogadores, e em bravura, entrega e vontade em praticar bom futebol coletivo, os eborenses foram gigantes, sérios e leais porque jamais recorreram à violência e ao antijogo para anular a superioridade da equipa e dos atletas do FC do Porto.

          O FC do Porto teve uma atuação séria e dignificou o adversário e o jogo. Mostrou quatro jovens de grande futuro que corresponderam largamente à confiança do treinador. Diogo Dalot é quase perfeito, Galeno, Jorge e Luizão confirmaram a qualidade com que atuam no FC do Porto B treinados por Folha, e os mais conhecidos porque serem utilizados utilizados com assiduidade, atuaram ao nível a que nos habituaram.

          O FC do Porto de Sérgio Conceição continua bem e recomenda-se.

          O árbitro alfacinha Helder Malheiro não complicou o seu trabalho, o que nem todos fazem, e merece assim que se reconheça esta elogiável diferença em relação aos seus pares.

segunda-feira, outubro 02, 2017

SÉRGIO CONCEÇÃO, NO MELHOR DRAGÃO.


Sérgio Conceição revela o que disse aos jogadores: "Vamos ser campeões"

Fotografia "O JOGO online"


Liga NOS
8ª jornada
Estádio Alvalade XXI, Lisboa
Sportv1 - Hora: 19:15
Estado do relvado: bom
Estado do tempo: bom
Assistência: 45000 aprox. Claque do FC Porto: 3000
2017.10.01


               Sporting CP, 0 . FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 0

FCP alinhou: Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano (s/c), Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 73' Otávio,  Sérgio Oliveira, Yassime Brahimi, aos 88' Jesùs Corona,  Aboubakar, aos 85' Tiquinho Soares e Marega. Suplentes: José Sá, Diego Reyes, Otávio, Óliver Torres, Tiquinho Soares, Maxi Pereira e Jesùs Corona.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição 

SCP alinhou: Patrício, Picciso, Coates, Mathieu, Jhonatan Silva, William, Bataglia, Gelson, Bruno Fernandes, aos 62' Bruno César, Bas Dost e Accuña. 
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jorge jesus

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco).


          Pela superior exibição coletiva e individual evidenciada na primeira parte e pela grande determinação com que enfrentou no próprio espaço o seu astucioso e ambicioso adversário no período complementar, o Futebol Clube do Porto, provou à evidência nesta emocionante partida ser superior ao seu opositor e fez jus a resultado ainda mais positivo do que aquele que obteve.

          Foi um FC do Porto audaz, desinibido, impositor, categórico, combativo e  determinado o que ontem esteve em Alvalade, a quem faltou simplesmente um tudo nada de fortuna e nesga de eficácia para ter dado o golpe de misericórdia num leão em estado próximo de fatal estertor.

         A equipa nortenha soube criar ao longo da partida situações carregados de chances de se converteram em golos, umas anuladas por Rui Patrício com intervenções muito difíceis, outras por alguma sofreguidão no último toque do interveniente portista. E nem a trave aos 79' quis sentenciar a justa execução pública do leão afortunado. Nem aos 82' Alex Telles, travado em falta aos 82', nem Jesùs Corona derrubada por William rente à  linha da área aos 90'+1, nem Miguel Layún no último dos três minutos de compensação de tempo, a pouco mais de 20 metros da baliza, conseguiu desfazer o maldito 0-0.  Tudo somado aos lances do primeiro tempo com rótulo de veneno para as aspirações de Jorje jesus, o Futebol Clube do Porto esbanjou oportunidade singular de construir um resultado neste jogo do tamanho da estátua de Cristo Rei de Almada, se cada oportunidade de golo criada fosse um bloco de cimento!

         Mais um zero na baliza de ILker Casillas, mais uma surpresa com nome de Miguel Layún, mais uma dupla de aço marca patenteada Filpe/Iván Marcano, mais um Alex Telles teleguiado, um Danilo Pereira/da rocha, um Hèctor Herrera, quem dera a muitos possuir igual, um Sérgio Oliveira com cara carregada de azeitona madura, um Yassine Brahimi, com drible fácil sublime, e Marrega "tu cá tu lá" tanto dá que seja o Aboubakar a atirar como ele a furar. E a "peçonha de Jesùs Corona, e a lábia de Otávio para ludibriar o contrário, e o Tiquinho mesmo que pouquinho dá sempre jeitinho.


         Temos (ainda) um Conceição que mais correto seria chamar-lhe Conceção tão rica é de criatividade a sua bagagem intelectual na ciência do futebol. Taticamente perfeito, na apresentação da tese de formatura, provou que o aluno pode superar o "mestre"...da treta.

         Xistra pode parecer em boa forma física porque andou perto dos jogadores e da bola, mas de neurónios continua confuso. Apitou muito, mas quem muito apita mais erros comete. Nenhum que beneficiasse o odiado Dragão, nem dúvidas sequer lhe passaram pela cabeça. E se as tivesse? Estava no VAR sabem quem? Esse, o Hugo Miguel...

quarta-feira, setembro 27, 2017

DRAGÃO REI NO PRINCIPADO.


Mónaco curvado e um Tigre na jaula: FC Porto elogiado pelo mundo fora
Fotografia O Jogo online

Liga dos Campeões
Fase de grupos - 2ª jornada
Estádio Luís II, Principado do Mónaco
Hora. 19:45 - RTP1
Assistência: +-16500 (Lotação oifical: 18500)
Grande apoio de portugueses, com destaque para a claque)
2017.09.28


              A.S. MÓNACO, 0 - FC DO PORTO, 3
                                              (ao intervalo: 0-1) 


FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Yassime Brahimi, Aboubakar e Moussa Marega. Substituições: aos 71' Yassime Brahimi por Jesùs Corona e Aboubakar, por Miguel Layún; aos 86'n Diego Reyes, entrou para render Sérgio Oliveira.

Equipamento: alternativo de cor azul claro.

Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Slavico Vincic (Eslovénia)


GOLOS E MARCADORES: aos 31' por ABOUBAKAR, num lance iniciado por Iván Marcano a repor a bola para a área, Danilo Pereira atira forte remate que Benaglio defende com muita dificuldade, e ABOUBAKAR a concluir à segunda tentativa depois da primeira ter batido no guarda redes da casa; aos 69' aconteceu o 0-2 na conclusão de um lance puro de ataque, de novo pelo ponta de lança ABOUBAKAR, encaminhando firme e confiante para as redes do Mónaco a bola que Marega lhe remeteu da direita redondinha como uma lua cheia, dando deferimento a um passe de génio de Yassime Brahimi à saída da área portista. Um golo de antologia digno de figurar num compêndio de bem jogar futebol coletivo; aos 89' foi Miguel Layún quem, com um pontapé de ressaca sem defesa humana, sentenciou o resultado. Marega, antes, tinha rematado forte à mancha do corpo de Benaglio, Hèctor Herrera próximo do poste tenta dominar a bola e virar-se para rematar, acontece novo pontapé defendido pelo excelente guarda redes da casa e o mexicano põe fim ao desiderato aplicando o golpe fatal.

A vitória não oferece qualquer contestação. tão evidente foi a superioridade do Futebol Clube do Porto desde o princípio ao fim do jogo. Ressalvado o período de ajustamentos posicionais, a equipa portuguesa assumiu uma superioridade visível sobre os monagascos campeões em título da França na época finda,  em todo o relvado e catálogo de bem jogar à bola. Adotando um sistema que dificultava ao adversário o domínio das operações que comandam os jogos pelo centro do relvado, procurando jogar em bloco, o Futebol Clube do Porto submeteu o conjunto do Principado a um papel subalterno de anular o adversário, do que de construir e obrigá-lo a defender o mais próximo possível da sua área. No cômputo final dos lances tidos como passíveis de se converterem em golos, apenas um foi claro quanto Radamel Falcao, com o resultado em 0-2, fez tremer a barra da baliza à guarda de Iker Casillas com um remate sem preparação a merecer aplausos. Houve aos 4' um erro de Yassime Brahimi ao "entregar" dentro da área a Falcao, mas nem o nosso antigo grande avançado contou com o lapso de argelino.



Toda a defesa do FC do Porto esteve à altura das exigências dos atacantes do AS Mónaco, quer quando foi necessário defender ou apoiar a equipa nas jogadas ofensivas. No miolo Sérgio Oliveira, a (bem) pensada e feliz aposta de Sérgio Conceição. foi inesgotável no esforço para reduzir a capacidade de organizar o jogo aos jogadores da casa. Danilo Pereira oferece à equipa robustez e segurança, e agora com papel mais atacante espreita o momento certo para visar a baliza. Hèctor Herrera tem pela fulcral na estabilização do jogo da equipa, tanto quando desce no relvado ou se integra nas jogadas atacantes. É tempo dos apoiantes olharem com olhos de ver para o nosso jogador há quatro (!) épocas, porque tem classe e ocupa por direito o lugar de capitão. Depois. há três jogadores que se destacaram por pormenores distintivos inerentes à qualidade do futebol que praticaram e contribuíram para a estrondosa vitória. Cada um a seu modo, Aboubakar pelos golos, Marega pela influência que teve no jogo de ataque da equipa, e Yassimi Brahimi pela irrequietude e magia e génio de improvisação artística merecem ocupar os três lugares do podio.



   
 ARBITRAGEM.

 O trabalho do árbitro eslovénio Slavic Vincic (restante equipa) não teve falhas relevantes. Foi em tudo equitativo e isento. Recorreu com acerto à penalização das faltas com amarelos como se impõe a este nível, mas o mesmo não corroboraria, por sistema, nos campeonatos internos a não ser aos prevaricadores contumazes que todos os que veem futebol muito bem sabem identificar.


Remígio Costa

TRIUNFO NÃO FOI SORTE DE ROLETA MAS TRABALHO DE PICARETA.

EXPLICAÇÃO DO GESTOR DE "DRAGÃO SEMPRE!"

                  COM O TEXTO DO JOGO DA LIGA DOS CAMPEÕES, AS MÓNACO-FC DO PORTO PRATICAMENTE CONCLUÍDO, UM LAPSO DE DIGITALIZAÇÃO DE TECLAS APAGOU O COMENTÁRIO.

                  NÃO ESTOU COM SUFICIENTE ÂNIMO PARA REESCREVER NOVO TEXTO..

                  O FC DO PORTO FEZ UM EXCELENTE JOGO, MERECEU O TRIUNFO DESAFOGADO, O ÊXITO É ÚTIL POR RAZÕES ÓBVIAS, E EU CONTINUO CONFIANTE.


                  ATÉ BREVE.


"Uma exibição fantástica, à imagem do treinador", resumiu Pinto da Costa

sábado, setembro 23, 2017

PORT(O)IMÃO CHEIA.





Liga NOS
7ª jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal.
Sportv - 20:30 horas
Bom tempo, bom relvado
Assistentes: 38 105, sexta feira, dia de trabalho
2017.09.22 

   FC DO PORTO, 5 - Portimonense SC (Algarve), 2
                                       (ao intervalo: 3-1)

FCP alinhou: Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, aos 74 Diego Reyes, Hèctor Herrera (C), Jesùs Corona, aos 66´Óliver Torres, Yassime Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 74' Tiquinho Soares.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Luís Ferreira (Braga)

GOLOS: 1-0 aos 21' por IVÁN MARCANO. Com a área tapada com jogadores de ambas as equipas, o remate forte de pé esquerdo do avançado portista abriu o marcador; 2-0 aos 23' por ABOUBAKAR. Um primeiro remate de cabeça a desviar uma assistência de Jesùs Corona embateu num defesa voltando a bola à posição do avançado portista que bateu forte para o segundo; 3-0 aos 26' com bis de MAREGA. Pelo miolo Jesùs Corona lança o inspirado maliano, o qual se adianta aos marcadores diretos, e à saída de Ricardo Pereira, toca a bola em jeito por cima; 3-1 aos 36' por Nakajima. Com a defesa do Porto desposicionada a meio do meio campo e a abrir espaço, o japonês escapa-se a Felipe sem dificuldade, enquadra a posição e remata rasteiro ao interior do poste com a bola a ressaltar para dentro, perante um Casillas abandonado; 4-1 aos 50' por YASSIME BRAHIMI. Jogada iniciada na direita pelo argelino, envolvendo depois Aboubakar, Marega e de novo Yassime, a concluir uma jogada de "passe de baile"; 5-1 aos 68' por YASSIME BRAHIMI, Como uma serpente no encalço da presa, o avançado portista controla a bola, solicita a colaboração dos colegas de ataque, recebe bem tratada a bola e ensina-lhe o caminho do golo. Olaré, assim é que é (seguem-se as palmas). 5-2 aos 73' Rúben Fernandes, a concluir na zona de penalti um excelente serviço da direita, batendo Felipe e Iker a somar o segundo, e terceiro das sete vitórias em outros tantos jogos já realizados.

      Raramente visto no Dragão quando recebe equipas de menor projeção, este Portimonense primo-divisionário de regresso ao escalão maior do campeonato português, estacionou o autocarro no parque do estádio entrando no relvado sempre bem tratado sem optar por ocupar o espaço restrito de metade de meio campo, mas, para o utilizar somente com os pés e a cabeça para discutir o resultado do jogo a toda a largura e comprimento dele. Foi assim de princípio ao fim. 

      Ainda não foi neste jogo que os seguidores do Futebol Clube do Porto ficaram absolutamente satisfeitos com o que a equipa produziu. Confortados, sem dúvida, com o robusto e inquestionável triunfo, reticentes quanto à qualidade do trabalho do conjunto e até individualmente se escrutinados pelo que fizeram em toda a partida alguns dos seus elementos. Em vésperas de uma deslocação ao Mónaco para disputar o segundo jogo da primeira mão da Liga dos Campeões, o comportamento das equipas nos jogos internos é, muitas vezes, menos convincente e agradável. O jogo da equipa azul e branca no confronto com a equipa algarvia alinhou pela regra.

      Três golos em cinco minutos entre os 21' e 26' marcaram a partida quanto à incerteza do desfecho final. Daí que o ritmo decorresse em termos de serviços mínimos, houvesse lugar a desatenção, poupança de chuteiras e deferências para com as visitas convidando-os a descontraírem-se , pois que a "casa é vossa, esteja à vontade, sirvam-se. E eles serviram-se, andaram por onde acharam bem andar, a conseguiram "ir ao pote" duas vezes. Até esta altura ainda ninguém se atrevera a tanto.

       Quem teve a pachorra de me acompanhar até aqui, e não assistiu ou não viu como decorreu o jogo, já terá uma ideia do que a mim me foi dado assistir. Em termos territoriais verificou-se mais equilíbrio do que seria expectável acontecer. As diferenças mais acentuadas e que pesaram na balança da justiça dos golos, terá que ser encontrada na superior qualidade individual dos jogadores do FC do Porto,


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        Ricardo Pereira, Alex Telles, o capitão, Hèctor Herrera, o mais esclarecido dos médios e um dos que mais se empenhou em toda a partida (dá que pensar a péssima e injusta atitude de assistentes de bancada relativamente ao excelente papel na equipa do jogador mexicano...), Jesùs Corona e Óliver Torres, notaram-se melhor. Moussa Marega insiste em assegurar uma posição assídua no ataque. YASSINE BRAHIMI, personifica a parábola do filho pródigo: andou perdido mas regressou e segue em alta: BEM ACIMA. Pouco tempo para Diego Reyes (vale a estreia) e Tiquinho Soares, este ainda assim a dar nas vistas.

        Se eu tivesse que avaliar o trabalho do árbitro bracarense Luís Ferreira, de um a cinco premiava-o com 2,4. Sem favor.

      
Fotos "O Jogo" online
Remígio Costa      

segunda-feira, setembro 18, 2017

JUSTO SALÁRIO.


Brahimi assistiu Marega para o segundo golo do FC Porto

(O Jogo  online)

Liga NOS
6ª jornada
Estádio dos Arcos, Vila do Conde
Sportv - Hora: 18:00
Bom tempo e relvado aceitável
Assistência: "1/2 casa"
2017.09.17


 Rio Ave (Vila do Conde), 1 - FC DO PORTO, 2
                                      (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, aos André André, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos  68' Maxi Pereira, Yassine Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 68' Tiquinho Soares.
Equipamento: alternativo de cor laranja.
Treinador principal: Sérgio Conceição.

Árbitro: Jorge Sousa, (AFP)

GOLOS: 0-1, aos 54' Danilo Pereira, em entrada decidida de cabeça na conclusão de pontapé de canto apontado à esquerda por Alex Telles; 0-2 aos 67', por Marega, a concluir dentro da área em rfemate forte e colocado de pé esquerdo uma sua "cavalgada" pelo corredor direito em preciosa colaboração com Yassine Brahimi, o qual lhe devolveu a bola em excelente passe para o maliano concretizar com tranquilidade e precisão. O 1-2 aconteceu aos 80' e resultou de uma desatenção de Ricardo Pereira, o qual mal chegara ainda à terceira posição que desempenhou na partida depois de ter começado a partida a defesa direito, ter subido para a posição mais adiantada do mesmo lado para dar entrada a Maxi Pereira, e ter voltado à defesa, agora do lado esquerdo a quando da saída por lesâo de Alex Telles. Nuno Santos, o autor do golo recebeu a bola com espaço aberto, controlou e rematou rasteiro e com precisão para o lado oposto e direito da baliza, obtendo o feito de ter batido Iker Casillas pela primeira vez esta esta época.


            Há jogos que não ficam na memória, mas rendem lucro cumprindo o objetivo primordial. Na circunstância, o triunfo do Futebol Clube do Porto teve valor acrescentado na media em que não descolou da liderança partilhada da prova, afastou-se pontualmente ainda mais do tetra campeão nacional que ficou a CINCO pontos, à sexta jornada, derrotado na véspera pelo Boavista sem apelo nem agravo, e restaurou a confiança dos fiéis adeptos depois do insucesso verificado na primeira mão da jornada inaugural de Liga dos Campeões. 


           Contra um adversário reconhecido pela crítica como uma equipa forte e muito bem estruturada, o Futebol Clube do Porto não deslumbrou mas pelo trabalho sério e aplicado que fez nos 90'+ 7',30' que a partida teve, mereceu o justo salário do que produziu. Não foi um jogo fácil, porque o Rio Ave foi sempre um adversário inconformado, lutador e com jogadores de excelente nível que lutou com todos os trunfos que possui para equilibrar o resultado e até superá-lo.

O treinador do Dragão procedeu a mexidas na formação da equipa, tendo dado a titularidade a Hèctor Herrera e a Otávio, mantendo Tiquinho e Óliver de reserva. Levou Aboubakar a jogo depois do afastamento por castigo contra o Besiktas, e introduziu alterações nas posições habituais no miolo dando a Danilo Pereira maior protagonismo no apoio ao ataque. A equipa manteve-se equilibrada em todo o tempo de jogo, praticando futebol coletivo sem sofreguidão ou nervosismo o que lhe assegurou o controle do adversário, não lhe permitindo jogadas de golo possível, apenas falhando no lance de Nuno Santos pelas razões já referidas.

          Dando claro indício de não jogarem em esforço limite (a partida decorreu toda ela em velocidade controlada), o desempenho individual  dos jogadores não merece reparos. Achei que Aboubakar não teve a fogosidade de outras partidas o que se refletiu necessariamente no baixo rendimento que deu à equipa. Tivesse sido mais esforçado e o trabalho da defesa local aumentaria substancialmente. Outras figuras conseguiram maior visibilidade, como foi o caso de Danilo Pereira, muito em jogo e excelente rendimento. Não encontro em Hèctor Herrera, ontem nomeado capitão da equipa, motivos para a depreciação do seu valor como jogador. O mexicano é um jogador de qualidade, sabe que o que tem a fazer durante o jogo, é diligente e, em tranquilidade tem valor de influência positiva na qualidade de jogo da equipa. Não tem as "boas graças" da imprensa que procura ver apenas o que ele faz de menos bom (como qualquer outro jogador do mundo) para o apoucar injustamente, levando alguns adeptos a "embarcar" na onda não destacando injustamente o que o dedicado mexicano tem de melhor. Yassine Brahimi, na sua bitola de jogador de qualidade esteve bem sem atingir o brilhantismo do jogo da Liga dos Campeões.

         Destaque maior merece MAREGA, que repetiu mais uma das suas excelentes exibições da presente época. Está com a "corda toda" o ariete africano do Mali, estando a transformar-se num "caso sério" no panorama do futebol português e não só.


         Jorge Sousa teve comportamento de equidade e bom nível na apreciação dos lances mais viris. A expulsão do jogador do Rio Ave impunha-se, talvez mesmo mais cedo. Aliás, o jogo foi disputado com virilidade normal, sem lances difíceis de decidir, e no cômputo final poder-se-à dizer que foi uma boa tarde de futebol que se passou no estádio dos Arcos, em Vila do Conde.


      

         

quinta-feira, setembro 14, 2017

TRÊS BALDES DE GELO NO BANHO TURCO.


Liga dos Campeões
Fase de grupos - 1ª mão
Estádio do Dragão, Porto, Portugal.
Sportv. Hora: 19:45
Tempo e relvado: Muito bons
Assistência: 42 429 (O Jogo)
2017.09.13


        FC do Porto, 1 - BESIKTAS (Turquia), 3
                                     (ao intervalo: 1-2)


FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, aos 81' Hernâni, Óliver Torres, aos na 2ª parte André André, Jesùs Corona, 2ª parte Otávio, Yassine Brahimi, Tiquinho Soares e Marega. Suplentes não utilizados: José Sá, Diego Reyes, Miguel Layún e Hèctor Herrera.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição.

Besiktas alinhou: Fabrício, Adriano, aos 87' Uyoal, Pepe, Tosic, Erkin, Hutchinson, Ozyatup, aos 68' Medel, Talisca, Ricardo Quaresma, aos 73 Negredo, Bapel e Tosvu.

Árbitro: Anthony Taylor (Eng.)

GOLOS: aos 13' por TALISCA, numa assistência de Ricardo Quaresma, 1-1 aos 21' em auto golo de Tosich, na sequência de pontapé de canto apontado por Alex Telles; 1-2 aos 28', por Cenk Tosun, em remate forte fora da área alguns metros sem oposição, com Iker Casillas  a lançar-se em voo e a tocar a bola com a ponta da luva sem conseguir evitar o golo; 1- 3 aos 86' por Babel na conclusão de jogada de entendimento do ataque turco.

         O Besiktas da Turquia veio ao Dragão impor ao Futebol Clube do Porto um desconfortante  "banho turco" com aplicação dos três baldes gelados da praxe, contrariando a onda de otimismo e a esperança que vinham a instalar-se no coração dos seguidores portistas na era de Sérgio Conceição.

        A realidade do jogo demonstrou que o Dragão tem ainda um longo percurso pela frente antes de atingir o grau superior a que os adeptos aspiram e esperam que venha a merecer o desempenho da equipa ao mais alto nível europeu.

        O triunfo da equipa dos "nossos" Ricardo Quaresma e Pepe traduz uma superioridade na partida apenas questionada em reduzidos períodos do tempo de jogo. A serenidade, experiência e eficácia do conjunto turco, individual e coletivamente consideradas, foram qualidades que o FC do Porto nesta partida não logrou confirmar, podendo a formação da casa ter obtido final bem diferente se lograsse atingir o potencial que já provou possuir no arranque inicial desta temporada. Mas, atuando de modo precipitado, com passes a esbarrarem frequentemente nas pernas dos adversários e a desperdiçar oportunidades flagrantes de golo não se pode aspirar a grandes feitos.

       O golo do malquisto (mas simpático) Talisca no dealbar do jogo foi determinante para a forma como a partida veio a desenvolver-se. O FC do Porto acusou depressa o mau augúrio da desvantagem no marcador, que nem o empate conseguido na sequência de livre de canto por ação do defesa turco, atenuou. O conjunto ásioeuropeu tendo assumido o controle da partida não permitia a necessária reação portista para inverter a situação, ainda que com as alterações introduzidas pelo Sérgio no miolo na segunda parte tivessem produzido melhorias, contudo insuficientes.


       Erros de avaliação tática, segundo o técnico responsável, baixo rendimento individual a este nível e a falta de eficácia atacante explicam o insucesso desta primeira jornada da Liga dos Campeões Europeus.

       Yassine Brahimi durou toda a partida à frente do pelotão, ou a puxar a canoa como o Fernando Pimenta. Bem jogou e trabalhou o endiabrado argelino, tivessem estado à sua altura os demais. De resto,  toda a defesa, imbatível à escala da Liga NOS, inclusive, Iker Casillas, sabem e deviam ter feito mais e melhor; tal como na "sala de decisões" que é o meio campo, o qual não assegurou a tranquilidade e a precisão exigíveis para liderar a partida; Marega, destapou a cobertura das suas limitações técnicas que tentou superar com muito esforço e coração. Tiquinho Soares foi generoso até à exaustão, teve oportunidade de ganhar o empate a dois golos, mas igualou Óliver Torres quando este aos 19' viu um remate ser defendido pelo poste.  


       Por princípio, subscrevo a opinião de que só é importante quem vai a jogo. Aboubakar, não participou...

       Sou apreciador das arbitragens profissionais inglesas mas não recordo uma de Anthony Taylor. Não visualizei na atuação erros relevantes em atenção ao critério de avaliação do Reino Unido, sem prejuízo de não ter percebido bem decisões tomadas em alguns lances comparáveis, as quais me pareceram ter tido tratamento mais favorável à equipa turca. Talvez isso seja consequência da minha condição de arreigado adepto do sublime emblema da Invicta Cidade, ou, quiçá, de crítico feroz e inconformado com o que constato suceder em Portugal nessa matéria.




       Palmas para Ricardo Quaresma e Pepe. Honestidade e classe! Obrigado, amigos. Felicidades. 


segunda-feira, setembro 11, 2017

O CASO DO JOGO É QUE (NESTE) NÃO HOUVE CASOS.


Liga NOS
5ª jornada
Estádio do Dragão. Porto
Sportv - Hora: 20:30
Tempo e relvado: bons
Espectadores: 43 109 (O Jogo)
2017.09.11


              FC do PORTO, 3 - GD Chaves, 0
                                      (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, na 2ª parte Tiquinho Soares, Yassine Brahimi, aos 82´André André, Aboubakar, aos 77' Otávio e Moussa Marega.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição.

Equipa de arbitragem: Rui Oliveira (AFPorto), auxiliado por Paulo Vieira e André Nogueira Dias. 4º árbitro: Humberto Teixeira. VAR: Hugo Miguel.

GOLOS: aos 49' por ABOUBAKAR, recebendo a bola de Yassine Brahimi e apertado por defesa até à entrada do bico da área no lado contrário ao do passe, ganhou posição e de pé esquerdo, rematou rasteiro para o poste mais distante enganando Ricardo que saía ao seu encontro; 2-0 aos 86' por TIQUINHO SOARES, na conversão de penalti por mão na bola; Ricardo defendeu bem o primeiro remate, mas a bola foi ao encontro do avançado portista o qual num novo remate em força e com colocação fuzilou sem remissão; 3-0 aos 88' por MAREGA, batendo de primeira uma assistência vinda da esquerda sem deixar cair a bola e sem dar margem de defesa ao ex-guarda redes do FC do Porto.

             O resultado pode parecer demasiado pesado para a equipa de Luís Castro, pelo futebol  que exibiu e pelas duas oportunidades flagrantes de golo que não aproveitou ocorridas aos 70' e 81' quando o resultado estava ainda em 1-0,  mas a quinta vitória em cinco jornadas do campeonato da formação de Sérgio Conceição e a liderança da prova é compensação merecida e obtida de forma imaculada sem casos de arbitragem a denegrir a conquista dos pontos correspondentes.

             O Futebol Clube do Porto não fez um jogo brilhante na primeira parte. O futebol praticado não teve fulgor, houve demasiadas jogadas inconcluídas e a bola não fluía quando chegava às alas, sobretudo à direita onde Miguel Layún e Jesùs Corona eram facilmente anulados pelos adversários, e do lado contrário Alex Telles e Yassine Brahimi, apesar de incomodarem a defesa contrária e terem mais tempo de bola não logravam furar a bem organizada resistência dos transmontanos.


            No período complementar a equipa do Porto entrou com o "prego a fundo", mais veloz e a sair em jogadas organizadas e frequentes e bem sucedidas. O golo depois de jogada de raça do maliano Aboubakar logo aos 49' foi antídoto contra a ansiedade, mas não causou muita mossa nas "más intenções" e bom futebol dos flavienses, que passaram a ser mais audazes no avanço no relvado e a discutir de frente o domínio do jogo a meio campo. O Sérgio mexeu na formação com dedo de mestre e a equipa voltou à supremacia no miolo das operações, e a partir daí apenas a míngua da vantagem causava preocupações quanto ao desfecho final.


            De novo, o Dragão encheu e os adeptos não saíram desconsolados. Assistiram a um bom jogo de futebol, honesto e com os dois conjuntos empenhados em jogar e a lutar pelo melhor resultado possível. Jogo sem casos com influência direta na conquista dos pontos em disputa, o que já não é muito frequente acontecer quando o Futebol Clube do Porto participa. Assim se contribui para a apaziguamento das massas apoiantes e aumento de confiança nos agentes externos ao "jogo jogado" pelas equipas dentro das quatro linhas e reguladas pelas dezassete leis que regem o jogo da bola, e se premeia o empenhamento dos seus técnicos e dirigentes desportivos e acalmam os que apaixonadamente consomem futebol, que são os adeptos.


           Notável a defesa portista que leva cinco jogos sem sofrer golos. Destacável o empenho e a valorização e evolução técnica que Moussa MAREGA está a revelar, justamente votado (por mim, também) o jogador mais destacado do encontro.


           De Rui Oliveira e da sua equipa não se poderá dizer que o desempenho tenha sido impecável. Não foi, mas (provavelmente) nunca algum juiz não errará. Houve dois lances no decorrer do confronto, em ambos os conjuntos, que poderiam noutras mentes iluminadas merecer punição. Houve, efetivamente faltas, mas,em nenhum deles vi no faltoso propósito de atingir o colega de profissão; há contactos que são inevitáveis quando se disputa a bola, algumas vezes de que resultam lesões graves, mas que claramente se pode considerar um lance acidental. Foi o caso do episódio em que interveio Yassine Brahimi, pisado por um adversário ao nível do tornozelo, grave presumivelmente, no qual não vi intenção do faltoso em não procurar apenas desarmar o influente argelino do FC do Porto.

  

segunda-feira, agosto 28, 2017

RESULTADO MÍNIMO, JUSTIÇA MÁXIMA.

 

Liga NOS
4ª jornada
Estádio Municipal de Braga
Sportv: 20:15 horas
Tempo e relvado: bons
Espectadores: 21 383 (7000 +- adeptos do FCP)
2017.08.27


               SC Braga, 0 - FC do PORTO, 1
                                     (ao intervalo: 0-1)


FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 72' André André, Jesùs Corona, aos 45' Otávio, Yassine Brahimi, aos 81' Hèctor Herrera, Marega e Aboubakar.

Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

GOLO: 0-1 aos 7', por Jesùs CORONA, na conclusão de jogada iniciada em Aboubakar, continuada em dribles por Yassine Brahimi dentro da área, e concluída numa pincelada genial do avançado portista a fazer passar a bola em arco por cima da cabeça de Sequeira (1,92m de altura!), batendo forte e raso ainda no ar sem chance de defesa para Matheus. Um golo de arte para encaixilhar e admirar!


        Triunfo inquestionável do Futebol Clube do Porto, que premeia uma exibição consistente, serena e capaz, contra uma equipa previsivelmente motivada e num ambiente tradicionalmente hostil à cor azul e branca, o qual só peca por escasso face à superior qualidade do futebol demonstrado e ao número de situações de golo criadas e não concretizadas.


       A vitória alcançada no reduto da "reserva índia lampiónica", ontem invadida e ocupada com mais de sete mil corajosos apoiantes, confirma a ascensão progressiva do valor da formação comandada por Sérgio Conceição, e justifica a ascensão ao primeiro lugar da tabela classificativa com quatro vitórias em igual número de jogos, e com nove golos apontados e nenhum consentido!


      O FC do Porto entrou a mandar no jogo e durante cerca de trinta e cinco minutos dominou de modo brilhante em todos os itens de uma genuína partida de futebol. Superando com naturalidade e paciência a tendência agressiva dos bracarenses na disputa do esférico, o jogo da equipa portista fluía com a certeza dos passes e trocas posicionais dos jogadores, em toada sempre ofensiva, cabeça, olhos e pés orientados para a baliza de Matheus, sujeito a "trabalhos forçados" de que aliás conseguiu safar-se com um único furo no muro que levantou. Com o aproximar do intervalo, os locais esboçaram uma reação à superioridade do incómodo visitante, todavia sem criarem situações de grande dificuldade para Iker Casillas.


       No período complementar houve mais divisão de relvado e de posse de bola, mas as maiores e melhores oportunidades de chegar ao golo couberam sempre aos avançados do FC do Porto. Aos 68' Aboubakar recuperou a bola no meio campo do Braga e isolado rematou precipitadamente e adiou a degola da vítima. No período complementar, Iker Casillas não foi confrontado com um único remate direto à sua baliza. Mérito da compacta e firme defesa do Dragão.


      É certo que o SC de Braga está a construir uma equipa muito combativa e bem estruturada, com alguns jovens mas muito bons jogadores, bateu-se até ao esgotamento para conseguir o melhor resultado possível; contudo não possui neste momento futebol bastante para, dentro da normalidade, vencer o Dragão motivado, autoritário e ambicioso que Sérgio Conceição e a sua equipa técnica lhe estão a incutir.

      Numa análise geral não encontro jogadores chamados a jogo por Sérgio Conceição com déficit negativo na exibição. Iker, sem trabalho de grande dificuldade, Felipe, Marcano e Telles tiveram desempenhos de grande eficácia e acerto. Danilo Pereira, quer na posição de entrada quer depois mais adiantado, faz de trave mestra da estrutura do conjunto; Óliver Torres muito bem a recuperar o esférico e a servir com precisão quer no passe curto como de longa distância. Saiu por desgaste, como Jesùs Corona, este com uma exibição e golo soberbos; Yassime Brahimi logrou protagonizar, quiçá, exibição do melhor que lhe tenho lembrada desde que veste de azul e branco: cirandou com a bola sem ser excessivo, desceu para a recuperar e levá-la até à área para rematar ou servir os colegas e rematou no momento certo. Outra exibição sóbria e muito assertiva foi a de Marega, tanto na dupla com Aboubakar, mais no miolo, quer depois da mudança para o 4x3x3 em que a equipa terminou, o maliano "desengonçado" comportou-se muito elogiosamente. Quanto ao camaronês Aboubakar, sempre disponível para a luta e para buscar oportunidades de golo, desta vez voltou a ser  ineficaz. Otávio, desde o início da segunda parte a assimilar bem a missão destinada, e André André e Hèctor Herrera, chamados ao jogo aos 72' em 81', respetivamente, entraram com facilidade no jogo da equipa e seguraram a defesa do meio campo para cercear os movimentos ao adversário.

      Carlos Xistra esteve longe de um desempenho assertivo e imparcial. Deu rédia solta nas repetidas e agressivas entradas pela disputa de bola a alguns jogadores do Braga, nomeadamente a Fransérgio, poupando-o à expulsão. Foi lesto na amostragem de cartão amarelo a Óliver pelos gestos do jogador portista e perdoou ao prevaricador o alaranjado que a falta que sofreu merecia. Castigou Corona com cartão amarelo quando este travou um contra ataque junto à linha lateral ainda antes do meio campo, e não viu a bofetada com que Fransérgio (?) o atingiu ao tentar ultrapassá-lo. Aos 75' Aboubakar leva empurrão nas costas dentro da área junto à linha de fundo, mas Xistra, a favor do Futebol Clube do Porto, jamais marcaria esta falta. Recuperámos a fórmula antiga: temos de jogar o dobro ou o triplo do adversário para vencer o jogo.

    

segunda-feira, agosto 21, 2017

ABOUBAKAR, TRI-STAR.

 
 (O JOGO online)

Liga NOS
3ª jornada
Estádio do Dragão, Porto, tri-Melhor Destino Europeu.
Sportv1 - Hora: 18:00.
Tempo: dia de verão muito quente.
Assistência: 46109 espectadores.
2017.08.20

        FC do PORTO, 3 - Moreirense SC, 0
                              (ao intervalo: 2-0) 

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles,Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 67' Hernâni, Yassine Brahimi, na 2ª parte  Otávio, Marega e Aboubakar, aos 83' Miguel Layún.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Ábitro: Manuel Oliveira (Porto)
Tempo de compensação: 3'


GOLOS. 1-0 aos 18' por Aboubakar, a concluir com remate fulminante com a cabeça jogada iniciada por Yassine Brahimi, preparada na esquerda por Alex Telles com centro para dentro da área e entrada fulgurante do nº 9 portista a bater sem remissão Jhonatan; 2-0 aos 21' de novo por Aboubakar, a concluir iniciativa de Marega servido por Óliver, e conduzindo bola pelo lado direito entra na área para rematar contra o guarda redes, com Oliver que acompanhou a jogada a fazer a recarga, nova defesa de Jhonatan com o camaronês a fuzilar com êxito; 3-0 aos 77' de novo por ABOUBAKAR depois de receber a bola num serviço longo de cabeça de Felipe, a bater o central em corrida e a atirar forte e rente à relva à entrada da área.

         A tarde de intenso calor de verão  em que decorreu esta partida deu ao estádio do Dragão uma luminosidade e ambiente de grande festa, com o colorido das bancadas repletas e o agitar das bandeiras a ornamentarem o estádio proporcionando imagens de grande beleza e espectacularidade.
         Não tendo sido um jogo de grande intensidade, a partida decorreu com nível aceitável não defraudando as expectativas dos adeptos portistas os quais voltaram a esgotar pela terceira vez consecutiva a lotação do estádio mais belo de Portugal.

            Sendo bastante desnivelado o poderio, responsabilidade e ambições dos dois conjuntos, não surpreende a superioridade demonstrada pelo Futebol Clube do Porto em toda a linha sobre a equipa de Moreira de Cónegos, mesmo atuando em modo de "treino-ativo" sem necessidade de recorrer a grandes acelerações e esforços extra dada a normalidade  com que o resultado foi acontecendo, chegando cedo ao 2-0 repousante e estabilizador.

            A superioridade da equipa da "Invicta" nunca foi seriamernte questionada pelo adversário que entrou na partida para adiar o mais que pudesse a inviolabilidade da sua baliza, tentando abrir mais espaço depois de consentido o primeiro do hat trik no campeonato do ariete dos Dragões. Nos primeiros 25' da segunda metade da partida a equipa de Sérgio Conceição "amoleceu" o bastante para consentir uma ameaça de reação do conjunto do professor Machado, sem contudo lograr criar situações de grande preocupação para Iker & Cª. Depois, e até final dos 90'+3' o controle do jogo foi notório por parte da equipa anfitriã.

            ABOUBAKAR foi a figura da partida ao fazer o resultado apontando três oportunos golos. Para além disso mostrou enorme disponibilidade para participar no jogo coletivo, e ao contrário do que às vezes acontece não esbanjou oportunidades.

            Quer Iker Casillas, quer a dupla Felipe-Marcano evidenciaram grande concentração no trabalho exercendo com eficácia nos lances mais atrevidos do adversário. Felipe falhou dois lances ao rematar de cabeça por alto em livres de canto. Maxi Pereira regressou e defendeu o prestígio de que goza se bem que pareceu menos veloz na execução: Alex Telles, esteve muito ativo no seu corredor executando quase sempre bem. Danilo Pereira é de jogo para jogo cada vez mais o pêndulo da equipa, Óliver teve momentos muito bons em que tirou lançamentos de grande visão, contudo nem sempre felizes; Yassine Brahimi vagabundeou na linha da frente sem se exceder no drible o que só o engrandece. Pareceu atuar a "meio gás" mas se assim foi não o afetou quanto ao bom nível em que se exibiu; Corona, sem se distinguir fez-se notar pela sobriedade do seu jogo; Marega não sentiu a temperatura e trabalhou para merecer o salário e Aboubakar mereceu o galardão de melhor de todos. Otávio não fez "entrada de leão" mas subiu para fechar "à Dragão"; Hernâni exigiu vigilância apertada e Layún não dispôs de muito tempo para mostrar serviço.

           Manuel Oliveira não teve oportunidade de cometer grandes erros dada a normalidade de comportamento de todos os jogadores. Nem teve necessidade de recorrer aos colegas da "secretaria" na Casa do Futebol": Deo gratias...

          

                  
         

 

segunda-feira, agosto 14, 2017

VÍDEO ÁRBITRO OU VÍDEO RATOS?

 
Liga NOS
2ª jornada
Estádio José Cardoso, Tondela
Sportv1 - 20:15 horas
Bom tempo
Relvado novo
Assistência: -+ 5000, maioria portista
2017.08.13


                    GD Tondela, 0 - FC do PORTO, 1 
                                       (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 68' Hèctor Herrera, Jesús Corona, aos 84' Miguel Layún, Yassine Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 80' André André.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição 

Árbitro:; Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLO: 0-1, por ABOUBAKAR, aos 37': Alex Telles remata com defeito à entrada da área, Aboubakar à sua frente na zona de penalti fica com a bola, domina-a e executa um pontapé forte à mancha de Cláudio Ramos que  a rechaça  com os punhos para a frente ao encontro do avançado portista, com este rematar de novo para o golo. 
Sem que na jogada corrida se tivesse notado irregularidade no lance, o golo só foi validado por intervenção do vídeo árbitro. É segundo golo restituído ao FC do Porto nos dois primeiros jogos do campeonato, alimentando com este fenómeno a suspeição de que o princípio de in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu) é uma exigência legal muito presente, quiçá recomendada, para que o juiz não cometa eventual decisão errada em benefício do lesado. 


Não foi um passeio turístico como aliás se previa a deslocação do Futebol Clube do Porto a Tondela, onde o Dragão tem encontrado dificuldade em 'passar incólume.  Neste seu primeiro jogo fora de portas, conquistar os três pontos em disputa era objetivo primordial, o que foi conseguido com inteira justiça, à custa de muito suor e alguma inspiração.

Jogar a defender em casa e em relvados com dimensões mais reduzidas é recurso mais  frequente a que recorrem os treinadores de equipas cujo primeiro objetivo é lutar pela permanência no escalão principal. E quando enfrentam adversários com mais altas aspirações a motivação é a arma de recurso, e o processo de defesa reforçada e a exploração do contra ataque é tática comum à maioria dos treinadores no início de carreira. 

       Mais na primeira do que na segunda parte o jogo foi sempre controlado pelo FC do Porto. O Tondela apenas conseguiu sacudir a pressão asfixiante da equipa portuense à entrada da meia hora inicial até aos quarenta minutos de jogo, e quando esta abriu o marcador aos 37' já antes o poderia ter conseguido aos 21' e aos 28' quando Corona e Brahimi, respetivamente, não concretizaram os lances que criaram. À passagem do minuto dez, MAREGA em luta com Ricardo Costa junto à linha de fundo, ganha a frente ao antigo jogador portista, e já dentro da área, é claramente empurrado e simultaneamente desequilibrado com um toque no calcanhar. Nem o juiz de linha a escassos metros e total visibilidade nem F. Veríssimo a acompanhar de perto a jogada quiseram ver a falta passível de marcação de grande penalidade deixando prosseguir o jogo.

        NO período complementar o cariz de jogo foi diferente, porque mais aberto nas posições individuais dos atletas da casa e um processo mais prático e retilíneo por parta da equipa visitante. Logo aos 47' Ricardo Pereira avança conduzindo a bola numa jogada de iminente perigo até ao bico da área dos locais, sendo notoriamente rasteirado sobre o risco, mas também neste lance o Veríssimo não descortinou ilegalidade. Já aos 50' puxou do cartão para o exibir duas vezes na sequência da travagem feita ao avançado portista, um ao infrator outro ao colega que contestou a decisão certa do Fábio Veríssimo. Aos 62' Aboubakar faz tremar a baliza com um remate ao poste da  baliza do Tondela, aos 67 o mesmo jogador é agarrado pela camisola, a falta é assinalada mas o cartão fica no bolso do juiz. Aos 70' o Tondela esteve prestes a empatar a partida com Iker a não segurar a bola e Alex Telles a safar para canto. Aos 75' de novo Aboubakar faz brilhar Cláudio Ramos ao fazer defesa de grande aparato. E a seguiir, é Casillas e segurar um remate frontal, e aos 88' o Tondela não converteu a sua melhor oportunidade criada em todo o tempo de jogo quando o guardião portista saiu ao encontro do avançado do Tondela para dar o corpo à bola e salvar a vitória justa da equipa.

Já na fase adiantada do jogo, Felipe trava com agarrão um adversário à entrada do meio campo, sendo a infração assinalada sem amostragem de cartão o que evitou ser o central brasileiro expulso por duplo amarelo. Registe-se que antes um lance idêntico tendo como protagonista um jogador do Tondela nem sequer foi objeto de falta. 

       A exibição global da equipa não satisfez a enorme falange de portista que ocupou as bancadas literalmente do estádio do Tondela e incitou a equipa de início ao fim da partida. Nada há a apontar de negativo ao empenho posto pelos jogadores para obter um resultado que cedo pudesse tranquilizar os adeptos, nem ao treinador pelas substituições que entendeu fazer de acordo com o rumo que o jogo tomou, mais direto e prático por parte dos locais. Herrera, André André e Layún, entraram para travar o balanço dos tondelenses e conseguiram-no.


       Alex Telles subiu de rendimento relativamente ao jogo anterior, tal como Ricardo Pereira; Jesùs Corona terá sido o mais influente no jogo da equipa do Porto, mas tanto Danilo como Óliver estiveram à altura das necessidades da equipa. Yassine Brahimi, quando dentro da área é como íman: atrai defesas e o seu espaço de manobra fica como o de uma cabine telefónica. Quando ele consegue libertar-se espalha o pânico ou é anulado. Aboubakar e Marega são dois tanques em combate permanente.


       O trabalho da equipa de Fábio Veríssimo está cheio de erros, uns mais graves do que outros. Um penalti por assinalar, outras faltas ignoradas, critério de avaliação aleatório. O recurso ao VAR não se justificava no lance do golo porque era obrigação do juiz de linha estar atento e não usou do auxílio dos "ratos" escondidos quando ele se justificava.