segunda-feira, agosto 14, 2017

VÍDEO ÁRBITRO OU VÍDEO RATOS?

 
Liga NOS
2ª jornada
Estádio José Cardoso, Tondela
Sportv1 - 20:15 horas
Bom tempo
Relvado novo
Assistência: -+ 5000, maioria portista
2017.08.13


                    GD Tondela, 0 - FC do PORTO, 1 
                                       (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 68' Hèctor Herrera, Jesús Corona, aos 84' Miguel Layún, Yassine Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 80' André André.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição 

Árbitro:; Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLO: 0-1, por ABOUBAKAR, aos 37': Alex Telles remata com defeito à entrada da área, Aboubakar à sua frente na zona de penalti fica com a bola, domina-a e executa um pontapé forte à mancha de Cláudio Ramos que  a rechaça  com os punhos para a frente ao encontro do avançado portista, com este rematar de novo para o golo. 
Sem que na jogada corrida se tivesse notado irregularidade no lance, o golo só foi validado por intervenção do vídeo árbitro. É segundo golo restituído ao FC do Porto nos dois primeiros jogos do campeonato, alimentando com este fenómeno a suspeição de que o princípio de in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu) é uma exigência legal muito presente, quiçá recomendada, para que o juiz não cometa eventual decisão errada em benefício do lesado. 


Não foi um passeio turístico como aliás se previa a deslocação do Futebol Clube do Porto a Tondela, onde o Dragão tem encontrado dificuldade em 'passar incólume.  Neste seu primeiro jogo fora de portas, conquistar os três pontos em disputa era objetivo primordial, o que foi conseguido com inteira justiça, à custa de muito suor e alguma inspiração.

Jogar a defender em casa e em relvados com dimensões mais reduzidas é recurso mais  frequente a que recorrem os treinadores de equipas cujo primeiro objetivo é lutar pela permanência no escalão principal. E quando enfrentam adversários com mais altas aspirações a motivação é a arma de recurso, e o processo de defesa reforçada e a exploração do contra ataque é tática comum à maioria dos treinadores no início de carreira. 

       Mais na primeira do que na segunda parte o jogo foi sempre controlado pelo FC do Porto. O Tondela apenas conseguiu sacudir a pressão asfixiante da equipa portuense à entrada da meia hora inicial até aos quarenta minutos de jogo, e quando esta abriu o marcador aos 37' já antes o poderia ter conseguido aos 21' e aos 28' quando Corona e Brahimi, respetivamente, não concretizaram os lances que criaram. À passagem do minuto dez, MAREGA em luta com Ricardo Costa junto à linha de fundo, ganha a frente ao antigo jogador portista, e já dentro da área, é claramente empurrado e simultaneamente desequilibrado com um toque no calcanhar. Nem o juiz de linha a escassos metros e total visibilidade nem F. Veríssimo a acompanhar de perto a jogada quiseram ver a falta passível de marcação de grande penalidade deixando prosseguir o jogo.

        NO período complementar o cariz de jogo foi diferente, porque mais aberto nas posições individuais dos atletas da casa e um processo mais prático e retilíneo por parta da equipa visitante. Logo aos 47' Ricardo Pereira avança conduzindo a bola numa jogada de iminente perigo até ao bico da área dos locais, sendo notoriamente rasteirado sobre o risco, mas também neste lance o Veríssimo não descortinou ilegalidade. Já aos 50' puxou do cartão para o exibir duas vezes na sequência da travagem feita ao avançado portista, um ao infrator outro ao colega que contestou a decisão certa do Fábio Veríssimo. Aos 62' Aboubakar faz tremar a baliza com um remate ao poste da  baliza do Tondela, aos 67 o mesmo jogador é agarrado pela camisola, a falta é assinalada mas o cartão fica no bolso do juiz. Aos 70' o Tondela esteve prestes a empatar a partida com Iker a não segurar a bola e Alex Telles a safar para canto. Aos 75' de novo Aboubakar faz brilhar Cláudio Ramos ao fazer defesa de grande aparato. E a seguiir, é Casillas e segurar um remate frontal, e aos 88' o Tondela não converteu a sua melhor oportunidade criada em todo o tempo de jogo quando o guardião portista saiu ao encontro do avançado do Tondela para dar o corpo à bola e salvar a vitória justa da equipa.

Já na fase adiantada do jogo, Felipe trava com agarrão um adversário à entrada do meio campo, sendo a infração assinalada sem amostragem de cartão o que evitou ser o central brasileiro expulso por duplo amarelo. Registe-se que antes um lance idêntico tendo como protagonista um jogador do Tondela nem sequer foi objeto de falta. 

       A exibição global da equipa não satisfez a enorme falange de portista que ocupou as bancadas literalmente do estádio do Tondela e incitou a equipa de início ao fim da partida. Nada há a apontar de negativo ao empenho posto pelos jogadores para obter um resultado que cedo pudesse tranquilizar os adeptos, nem ao treinador pelas substituições que entendeu fazer de acordo com o rumo que o jogo tomou, mais direto e prático por parte dos locais. Herrera, André André e Layún, entraram para travar o balanço dos tondelenses e conseguiram-no.


       Alex Telles subiu de rendimento relativamente ao jogo anterior, tal como Ricardo Pereira; Jesùs Corona terá sido o mais influente no jogo da equipa do Porto, mas tanto Danilo como Óliver estiveram à altura das necessidades da equipa. Yassine Brahimi, quando dentro da área é como íman: atrai defesas e o seu espaço de manobra fica como o de uma cabine telefónica. Quando ele consegue libertar-se espalha o pânico ou é anulado. Aboubakar e Marega são dois tanques em combate permanente.


       O trabalho da equipa de Fábio Veríssimo está cheio de erros, uns mais graves do que outros. Um penalti por assinalar, outras faltas ignoradas, critério de avaliação aleatório. O recurso ao VAR não se justificava no lance do golo porque era obrigação do juiz de linha estar atento e não usou do auxílio dos "ratos" escondidos quando ele se justificava.




         




            

quinta-feira, agosto 10, 2017

DRAGÃO EM BOA PRAIA.

TREINADOR NUNCA NEGA CONFORTO NOS MOMENTOS MENOS FELIZES.

 (Foto OJOgo online)

Liga NOS
Primeira jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
Sportv1 - 19:00 horas
Lotação esgotada
Tempo de verão
2017.08.09

        FC do PORTO, 4 - Estoril Praia, 0 
                                  (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 81' Hèctor Herrera, Jesùs Corona, aos 70' Hernâni, Yassine Brahimi, Tiquinho Soares, aos 32' Marega e Vincent Aboubakar.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

GOLOS; 1-0 aos 35' por MAREGA, intercetando uma devolução da bola de Mano para Moreira, em remate sem oposição; 2-0 aos 54' por YASSINE BRAHIMI, na sequência de um lançamento de Alex Telles para Óliver, o qual serve magistralmente Brahimi a desmarcar-se para dentro da área, com o argelino em drible a beneficiar de uma ressalto e rematar colocado junto ao poste; 3-0 aos 62' num bis de MAREGA, de novo numa bela assistência de Óliver, com o ponta de lança portista a rematar de cabeça sem oposição; 4-0 aos 70', pelo central portista IVÁN MARCANO, em resultado de livre apontado por Óliver Torres para as costas da defesa estorilista e entrada fulgurante de cabeça do capitão do FCP. Hugo Miguel (ou o auxiliar) anulou o lance por ter considerado que Marcano teria partido na posição de fora de jogo, tendo sido contrariado pela informação do VAR que deu o lance como válido. Na imagem corrida da TV é evidente que nenhum jogador do FCP está para para além da linha de defesa adversária pelo que o juiz de linha tinha obrigação de alertar o juiz principal para o erro que cometeu.

        Espetáculo de de grande propaganda para a modalidade, numa partida que decorreu em ambiente fantástico de entusiasmo e fervor clubista, alegria, cor e momentos de bom futebol, no estádio mais belo do mundo com lotação esgotada.

       Quem avaliar o jogo apenas pelos números corre o risco de formular opinião desfasada da realidade, porque, em boa verdade a vitória não foi tão fácil quanto os números possam dar a entender. E o volume de golos ficou ainda assim muito aquem das oportunidades criadas e desperdiçadas pelas duas equipas, sendo que à sua conta Vincent Aboubakar esbanjou uma boa meia dúzia de ocasiões para fazer golo, além das duas que transformou bem anuladas por posição irregular.

       Reconhecendo-se que o Futebol Clube do Porto não dez uma exibição perfeita, longe disso, produziu muito mais do que seria necessário para confirmar a justiça da vitória neste jogo inaugural da prova maior do futebol português, e de que tem argumentos sólidos para atingir o objetivo primordial de recuperar o título de campeão nacional.

       A equipa de Sérgio Conceição esteve por cima do jogo de princípio ao fim. O Estoril Praia adotou uma postura objetivamente defensiva mas não obsessiva, bastante coesa e bem organizada. Lançado ao ataque o conjunto do Estoril lograva chegar à baliza de Iker com critério causando situações de perigo e ameaçando chegar ao golo em situação inspirada ou remate feliz. Por duas vezes a bola roçou a trave portista...

       O caudal ofensivo do Dragão foi intenso e difícil de suster pela defesa contrária. Defensivamente, Felipe e Marcano, com a prestimosa ajuda de Danilo Pereira, foram capazes de anular as investidas do Estoril, e nas situações de ataque a pressão alta permitia que, depois de recuperada a bola, o jogo fluísse em lançamentos de Óliver Torres para os corredores laterais, com Alex Telles, à esquerda, é Ricardo Pereira, na ala direita a combinarem entre si com Brahimi e Corona, cada um no seu estilo, a romper a defensiva adversária para servir Aboubakar e Marega. Contudo, há que referir os exagerados passes mal executados e jogadas mal concluídas no derradeiro toque, talvez consequência de alguma ansiedade em mostrar serviço num início de época em que muita coisa pode ficar definida.

        Há muitas e justificadas razões para otimismo quanto à qualidade e quantidade de valores do plantel. Nesta partida foi notável a boa forma que a maioria dos jogadores demonstraram. Iker Casillas respondeu com categoria quando foi necessário, designadamente aos 75' quando travou dois remates em dois lances distintos. Ricardo Pereira ultrapassou os primeiros lances menos à vontade subindo de rendimento com o decorrer do tempo; Alex Telles foi muito ativo mas pouco produtivo nos cruzamentos; Danilo Pereira joga já perto da sua bitola; Óliver Torres é o  "maestro" virtuoso da banda, Corona não fez um jogo destacado mas foi útil, Brahimi com total liberdade para soltar toda a sua classe e magia, Aboubakar a esbanjar energia, suor e...golos, mas persistente, teimoso e fé inquebrável, um leão africano de assustar; Marega, ocupou a titularidade de Tiquinho Soares que saiu do jogo lesionado, e chegou com a exibição e dois golos a "melhor do jogo", e Hèctor Herrera, um título que vai render altos juros neste campeonato. Hernâni foi quase sempre travado em falta para anular a sua velocidade.

       ...E o Sérgio, e a sua equipa; 
       ...E o público do Dragão
       ...E o Senhor Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa na tribuna de sonho...

      ... E o Hugo Miguel voltou a errar...
      ... azar!?

      

     

      

     

quinta-feira, agosto 03, 2017

SO ARES DE AGRADO.


 O Jogo
 (O Jogoonline)

Estádio Cidade de Barcelos
Jogo treino de pré-época (último)
Porto Canal-20:00 horas
Bom tempo-Relvado irregular
Assistência: bancadas cheias com
milhares de adeptos portistas.
2017.08.02


       Gil Vicente, 1 - FC do PORTO, 3
                     (ao intervalo: 1-1)

FCP alinhou: José Sá, Ricardo Pereira, aos 64' Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Miguel Layún, aos 64' Rafa Soares, André André, aos 64' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, aos 64' Héctor Herrera, Otávio, Hernâni, aos 64' Ricardo Pereira, Marega e Tiquinho Soares.
Treinador: Sérgio Conceição
Equipamento: oficial tradicional  

Árbitro: Joel Vale: Auxiliares: Ricardo Ferreira e Tiago Matias

GOLOS: 0-1 aos 3' por Tiquinho Soares, recebendo um passe de longa distância de Otávio, e ganhando posição em relação ao defesa criou avanço e atirou sob o guarda redes Rui Fernando; aos 30' na sequência de uma boa jogada pela esquerda, por Jonathan, metendo a bola por entre as pernas de José Sá que saíra da baliza ao seu encontro: 1-2 aos 85' por Tiquinho Soares, a passe de Sérgio Oliveira para a entrada da área, atirando colocado depois de um controle subtil da bola; 1-3 aos 90'+1', no hat trik de Tiquinho Soares, emendando num golpe de cabeça junto ao central do Gil, um livre apontado por Sérgio Oliveira.

      Depois de ter vencido pelo resultado de 4-1, o Paços de Ferreira no Centro de Preparação do Olival Porto/Gaia no treino matinal, O Futebol Clube do Porto foi à cidade minhota de Barcelos defrontar o Gil Vicente, a militar no segundo escalão do futebol nacional, tendo derrotado a equipa local pelo resultado de 1-3.


      Ao vencer o último jogo de preparação da presente época a equipa comandada por Sérgio Conceição somou por vitória todos jogos-treino que realizou dentro de portas. Com exceção deste último, os desempenhos da equipa e dos atletas utilizados deram indicações positivas quanto ao êxito futuro nas competições em que vai estar envolvida. E os adeptos acreditam, como está largamente demonstrado no apoio que as nossas claques legais e os simpatizantes têm vindo a conceder à equipa, dentro e fora de casa.

      Em Barcelos não aconteceu a exibição que muitos esperavam presenciar quer os presentes no estádio quer os que assistiram através da transmissão do Porto Canal. O apronto decorreu em andamento baixo, o jogo foi pouco fluído, incaracterístico e as jogadas mal finalizadas, a maior parte delas. E excessiva a "retração" a meter o pé na recuperação individual da bola. Aceita-se, vem aí os "jogos a valer". Para além disso, a arbitragem foi bastante incipiente, usando o juiz principal demasiado apito e o auxiliar a bancada os sinais da bandeira, especialmente no primeiro período quando os jogadores azuis e brancos pegavam na bola para a conduzir á baliza adversária. Verdes, verdinhos, os rapazinhos...

      Também por mérito do Gil Vicente que sempre que atacava requeria que Felipe e Marcano se " fizessem respeitar", prevenidos no lance criado aos 21' quando o remate do avançado da equipa local bateu no poste esquerdo da baliza de José Sá...

      Naturalmente que nos jogos que até agora tive oportunidade de ver, fui formulando ideias sobre o valor individual dos jogadores e da qualidade do futebol praticado pelo conjunto. Os sinais são, no meu entender, bastante animadores. Agrada-me o número e a qualidade de bons (mesmo excelentes)  executantes que tem o plantel, e a forma como Sérgio Conceição e a sua equipa o vem a gerir. Mal posso esperar para ver a equipa a atuar contra o Estoril Praia no Dragão, na abertura do campeonato.

      Tiquinho foi o jogador "mais valioso". Fazer três golos e o resultado não é para todos. Contudo, o que nele mais apreciei foi a seriedade, a concentração e o empenho com que executou o seu trabalho em todo o tempo de jogo. Hesitei no título a dar a esta resenha de análise ao jogo, porque ele justificaria tudo o que esta outra melhor diria: SOARES, POR TODOS.


     

     


 

segunda-feira, julho 31, 2017

AUMENTA A CRENÇA NA CURA DA DOENÇA.




(O jogo  online) 


Estádio da Dragão, Porto.
Apresentação do plantel do FCP para 2017/2018
Lotação esgotada
TV Porto Canal - 19:30 horas.
Comentários: Bernardino Barros
Bom tempo - Relvado impecável
2017.07.30 

          FC do PORTO, 4 - Depor CORUNHA (Esp), 0
                                     (ao intervalo: 2-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, aos 60' José Sá, Ricardo Pereira, aos 60' Maxi Pereira, Felipe, aos 60' Diego Reyes, Iván Marcano (C)m Alex Telles, aos 60' Miguel Layún, Danilo Pereira, aos 71' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, aos 60' Héctor Herrera, Jesús Corona, aos 63' Héctor Herrera, Yacine Brahimi, aos 60' Otávio, Aboubakar, aos 63' Marega, Tiquinho Soares, aos 71' João Carlos Teixeira, aos 90'+1' Rafa Soares.
Equipamento: 1ª parte oficial tradicional; 2ª parte alternativo de cor laranja.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitros: Fábio Veríssimo, 1ª parte; Jorge Sousa, 2ª parte.

GOLOS: 1-O aos 14' por Aboubakar: Alex Telles cede a bola a Yacine Brahimi que entra com ela na área e remata cruzado, Jesús Corona em esforço remata ao poste, Aboubakar faz um primeiro remate contra um adversário e, no ressalto, bate para o golo; 2-0 aos 42', por Aboubakar, a concluir uma jogada que principia com centro preciso de Ricardo Pereira que chega a Yacine Brahimi, passa por Jesús Corona que centra rasteiro para o miolo da área onde surge Aboubakar acossado por um defesa a emendar para o golo; 3-0 aos 55' por Jesùs Corona, intercetando a bola entrando com ela na área e a executar remate rasteiro cruzado fora do alcance do guarda-redes Pepe Mell; 4-0 aos 87' por Marega que aproveita um erro de um defesa do Corunha quando pretendia devolver ao seu guarda-redes uma reposição da bola no jogo.

           Uma vitória é importante em qualquer jogo, sobretudo para o adepto comum e não deve ser desvalorizada pelos jogadores e ainda menos pelo responsável técnico. 

           Os triunfos em jogos de pré-época não dão pontos mas contribuem para o aumento da confiança da equipa e estimulam a esperança dos seguidores em celebrar êxitos futuros, se eles resultaram da qualidade das exibições coletiva e individual dos atletas e das boas decisões da equipa técnica.

           É o que esta época está a passar-se com o Futebol Clube do Porto.
          
          Do que se tem visto até agora são notórias e substanciais as qualidades da era Sérgio Conceição, que estão a surpreender e a entusiasmar não só os adeptos, mas também os críticos hostis e os concorrentes tradicionalmente mais competitivos.  O FC do Porto está revitalizado, recuperou o nervo combativo, procura a coesão coletiva, pratica a entre ajuda na recuperação do esférico, é solidária a defender e a investir no assalto à baliza contrária, busca a disciplina tática, possui consciência holística individual e coletiva, plantel com boa percentagem de atletas de nível superior para todas as posições, e sobretudo um treinador bem aceite pelos jogadores e que conquistou a simpatia generalizada da nação portista.
     
           Não são estes resultados que impressionam a concorrência, é a capacidade revelado por quem os faz.

           Esta é a realidade do momento, sendo ótimo que assim seja. Entrar com confiança nas duras lutas que se aproximam é fator positivo para libertar as capacidades para vencer. É imperioso manter a concentração  máxima em todos os confrontos porque não há vitórias "de graça" para o baluarte do norte. Continuarão a entrar no relvado do Dragão equipas dispostas a estacionar autocarros na grande área, atletas atacados por maleitas súbitas tratadas a spray, gelo e água das pedras, profissionais em acertar em canelas, substituídos levadas em maca para fora do relvado, amestrados em mergulhos de piscina, e "padres" comprometidos  em fazer no relvado missas campais, e  novas tecnologias com "olhos vesgos" com que é preciso contar.

           Há que lembrar, ainda, que a época de transferências continua até 31 de Agosto...e algo de importante pode acontecer.

           O jogo de ontem foi bom e aparentemente fácil porque o  anfitrião o tornou assim. Houve sem dúvida muitas coisas boas, momentos de fulgor coletivo e individual do campeão português. O Depor pareceu uma equipa débil por culpa da força que o Futebol Clube do Porto patenteou. Os números não são exagerados face ao tempo passado ao ataque, aos remates e às oportunidades criadas pela  equipa portista, mas deve reconhecer-se que a equipa espanhola criou duas ou três oportunidade para golo  e que dois dos azuis e brancos/laranja foram autênticas "gracias" dos amigos galegos que vestem as mesmas cores.
                           
           Por que não são sempre assim as atuações dos árbitros?
             
Remígio Costa
         

  


  

 

sexta-feira, julho 28, 2017

BONS ARES DO ALGARVE FAZEM BEM À SAÚDE DO DRAGÃO.


 O Jogo
Estádio do Algarve
Jogo de preparação
Hora: 20:30 - Porto Canal
Bom relvado
Bom tempo
2017.07.27
                                
      Portimonense, 1 - FC do PORTO, 5
                                    (ao intervalo: 1-3)


 FCP alinhou: Iker Casillas, 2ª parte José Sá, Ricardo Pereira, aos 72' Maxi Pereira, Felipe, 2ª parte Diego Reyes, Iván Marcano (C) aos 65' Martins Indi, Alex Telles, aos 65' Miguel Layún, Danilo Pereira, 2ª parte Hèctor Herrera, Óliver Torres, 2ª parte  André André, Yacine Brahimi, aos 72' João Carlos Teixeira,  Jesùs Corona, aos 72' Ricardo Pereira, Aboubakar, aos 70' Marega, e Tiquinho Soares, aos 76' Hernâni.
Equipamento: alternativo de cor azul claro.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Sérgio Piscarreta, AFA
Assistentes: Hugo Ribeiro e Pedro Sancho
4.º Árbitro: Miguel Nogueira


 GOLOS: 0-1  aos 8' por Tiquinho Soares, com a cabeça no seguimento de cruzamento de Jesùs Corona; 0-0 aos 11', por Aboubakar, entrando de rompante com a cabeça a centro de Alex Telles; 0-3 aos 22', por Yacine Brahimi, na conclusão de uma linda triangulação conduzida pela esquerda com arranjo final de Tiquinho Soares; 1-3 aos 33' por Werton Pereira, a concluir com remate cruzado rasteiro uma boa jogada do ataque da equipa algarvia; 1-4 aos 72' num bis de Yassine Brahimi, a passe de André André; 1-5 aos 85' por Hernâni, no aproveitamento de lançamento de longa distância para as costas da defesa portimonense e com desmarcação rápida do jogador portista a atirar forte sem defesa.

        O Futebol Clube do Porto prossegue com bons resultados desportivos a sua preparação de pré-época. A estagiar no Algarve num curto período, defrontou no Estádio Faro-Loulé o histórico SC Portimonense treinado pelo não menos famoso Vítor Oliveira, responsável pela subida da equipa à primeira Liga portuguesa.

       Mais um excelente jogo-treino da equipa comandada por Sérgio Conceição, contra um adversário mais forte coletiva e individualmente do que o resultado final, embora justo, possa desvalorizar. Enquanto se mantiveram as respetivas formações iniciais, as duas equipas proporcionaram um excelente espetáculo de futebol.

       Sérgio Conceição adotou uma atitude nestes jogos-preparação com a qual estou absolutamente de acordo. Escala a equipa com os melhores jogadores do plantel e utiliza depois no decorrer da partida aqueles que considera alternativas de valor semelhante ou estão numa fase diferente de preparação. Do meu ponto de vista este modelo permite à equipa consolidar os seus processos de jogo e os níveis físicos para manter um elevado ritmo competitivo que possibilite uma entrada forte nas provas oficiais, designadamente na I Liga por ser objetivo principal a alcançar.

      Não obstante o inconformismo  da equipa que repôs o Algarve no mapa do escalão maior do futebol luso, a entrada estonteante na partida por parte da equipa do Futebol Clube do Porto não permitiu veleidades aos algarvios quanto à discussão do resultado final. Ainda nos primeiros minutos o FC do Porto chegou ao golo, que viria a ser invalidado por fora de jogo. Não fiquei esclarecido porque ainda estava a instalar-me para assistir à transmissão do Porto Canal e nem tive oportunidade de ver a repetição da jogada. Porém, entre os 8' e os 22' a equipa portista chegou rapidamente ao 0-3 como corolário da evidente superioridade demonstrada, e o golo dos locais obtido aos 33' não abalou minimamente a convicção na vitória da equipa nortenha.

       Com as alterações verificadas nas duas formações, a segunda parte não atingiu a cadência e harmonia de jogo que a primeira teve. Contudo, o interesse e a entrega na partida dos jogadores do FC do Porto não esmoreceu, por força das agradáveis exibições individuais dos atletas que foram a jogo, garantindo o interesse pelo desenrolar da partida até final.

       Continuam animadores os ótimos indícios dados pela formação azul e branca nesta pré época. Bons índices físicos dos jogadores, desenvoltura na ação individual, entre-ajuda, e jogadas coletivas bem conseguidas. Cada jogador tem o papel que lhe cabe bem assimilado, deambula com a bola por todo o relvado sem perder "o norte", retoma a posição que ocupa, ataca e defende indiferentemente perseguindo a bola para a recuperar. Recordo a ação de Miguel Layún cerca dos 80' a  atravessar o relvado numa diagonal da defesa ao ataque a conduzir a bola para romper a defensiva contrária. 

       Casillas está mais interventivo nas recomendações no decorrer da partida, a defesa continua coesa, o meio campo está servido de génios da bola; na frente Tiquinho e Aboubakar causam mais estragos que elefante numa loja de louças, Yassine sente-se no miolo como um marajá num oásis, Ricardo Pereira defende e ataca como melhor convier, Hernâni é um a flecha, Marega um tanque, M. Indi, Hèctor Herrera um senhor jogador (hão de ver...), e há Rafa, e Sérgio Oliveira, e Otávio fantasista criativo e letal, e André André, e o Rui Pedro, o Dalot, e...e...por aí fora, e um treinador mad in Portugal, ambicioso, trabalhador e competente. Se não houver desfalque, pois 31 de Agosto vem longe,,,

       Estou à vontade para falar de Sérgio Piscarreta. Vi todo o jogo sem saber quem estava a arbitrar. Apenas ouvi o seu nome no final da partida. Não notei grande plano e mesmo que tivesse havido e visto não o reconheceria. Pois bem, independentemente de ter sido bem ou mal anulado um golo ao FC do Porto, não notei em Piscarreta o mínimo de parcialidade nas decisões que tomou. Não abusou do apito, não recorreu ao cartão para impor autoridade, mesmo numa entrada a roçar a violência cometida pelo capitão algarvio sobre um jogador portista cometida sobre a linha lateral, por volta dos oitenta minutos, a merecer sanção pesada, chamando-o para que pedisse desculpa do uso da violência exagerada na disputa do lance. Muito bem, senhor Piscarreta, não resvale nas provas "a valer" e ganhará estatuto de árbitro sério e competente.

Remígio Costa

      

       

       

       

            

segunda-feira, julho 24, 2017

O DRAGÃO MERECE RESPEITO.

Segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estádio D. Afonso Henriques
Taça  Cidade de Guimarães
Jogo de preparação
2017.07.23 - 20:30 sportv1
Bom tempo
Relvado pouco consolidado
Assistência razoável


                    Vitória SC, 0 - FC do PORTO, 2
                                     (ao intervalo: 0-2)

FCP alinhou: Iker Casillas, 2ª parte José Sá, Ricardo Pereira, aos 79' Martins Indi, Felipe, aos 79' Hernâni, Ivàn Marcano (C), Alex Telles, aos 68' Miguel Layún, Danilo Pereira, aos 60' André André, expulso 10' após ter entrado, Óliver Torres, aos 79' Mikel, Otávio, aos 68' Yassin Brahimi, Jesùs Corona, Aboubakar, aos 55' Hèctor Herrera e Tiquinho Soares, aos 68' Marega.
Equipamento: tradicional oficial
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitros: Jorge Sousa, no 1º tempo / João Pinheiro, no 2º

GOLOS: 0-1, aos 21' por Aboubakar. Douglas, g.r. do Vitória, repõe a bola em jogo deficientemente. Aboubakar interceta-a, leva-a controlada para a baliza e, já dentro da área, contorna o guarda redes com serenidade e envia-a para a baliza.
O 0-2, aos 26', foi apontado por Tiquinho Soares na sequência de um maravilhoso lançamento longo de Iván Marcano com Tiquinho a receber nas costas de defesa vitoriana numa desmarcação, a dominar após alguns metros, para bater Douglas com a parte externa da bota direita com confiança e calma.


              Depois de dois jogos-treino na preparação realizada na Colômbia e no México, onde o FC do Porto obteve dois empates a 2-2 golos (um desempate na marcação de grandes penalidades terminou com o resultado desfavorável de 2-3) o Dragão apresentou-se à porta aberta pela primeira vez, agora em Guimarães, tendo o resultado final do jogo-treino sido favorável à equipa da Invicta Cidade pelo resultado de dois golos sem resposta.

             Nestes confrontos o que menos relevo é o resultado final. Não são os números dos golos marcados ou sofridos que pesam mais na minha avaliação. Desejo a vitória da equipa que apoio em qualquer circunstância, mas neste tipo de competição estou mais atento ao comportamento individual dos jogadores, em especial os que chegam de novo e ao comportamento global da equipa.

            E, ontem ao início da noite, vi um Futebol Clube do Porto novo. Em muitos aspetos: confiante, solto, ativo, fresco, despressionado, descomplicado, às vezes insolente sem que isso signifique arrogância ou desrespeito para com o digno adversário. Tudo isso, no período em que a equipa manteve o onze inicial sem alterações, o que não se verificou no tempo complementar no qual os dois conjuntos procederam ás normais alterações para estudo tático e observação do comportamento das aquisições feitas.

           Foram notórias as ideias de Sérgio. Primazia dada ao ataque em menos passes e com o maior número de unidades na imediação da área contrária; tentativa de remates de fora da área, pressão alta na saída do adversário para o ataque, troca de posições e maior tempo de condução individual da bola, melhor aproveitamento na cobrança de livres. Todos os jogadores da equipa estão em simultâneo em movimento holístico.

           Também gostei (individualmente) de todos os jogadores utilizados.

          Só com o decorrer dos jogos se poderá concluir que o excelente desempenho da primeira parte significa consolidação dos novos esquemas de jogo adoptados e não de acidental fragilidade do adversário. O Vitória também não é, normalmente, aquele que os adeptos vitorianos idolatram e aplaudem apaixonadanente. Aliás, foi bem diferente na segunda parte. Tal como aconteceu ao Futebol Clube do Porto.

         Pelo que mostrou até agora, o FC do Porto não só "mete respeito", como reconhece um folheto da corte alfacinha cuja capa encabeça o meu primeiro comentário da presente época, como MERECE respeito. Cuidadinho, concorrência, porque, ou eu não aprendi nada de futebol ao longo das minha vida, ou vão ter muito respeitinho na presente época por este Dragão esfomeado e...espoliado.

         Falar de arbitragem é obrigatório mesmo quando se ganha folgadamente. Ontem estiveram no relvado, no primeiro tempo, um juiz-árbitro; no segundo, um projeto de árbitro sem condições para ser juiz. Falando do lance de que resultou a expulsão de André André, o cartão vermelho ajusta-se à gravidade da entrada. A lei foi aplicada à letra, tal como procederia um executar do fisco ou agente da ASAE ou um GNR a um condutor apanhado ao volante com 4,5% de álcool no sangue; só que o jogo era basicamente um treino, André André é um profissional leal incapaz de causar propositadamente dano físico a um colega de profissão, bem ao contrário de outros que vestem camisolas coloridas, nem tem ficha de caceteiro contumaz, e o atingido nem teve que sair de maca, bastou a garrafa de água para se refrescar.. Depois, basta fazer um pesquisa aos antecedentes do Pinheiro e constatar-se-à que muda de critério consoante a resina...

          Não vai mudar? Atenção, meninos, "o melhor ainda está para vir"

Remígio Costa

          

quinta-feira, julho 06, 2017

terça-feira, julho 04, 2017

EU, E O "POLVO ENCARNADO".

      
´          Não senti necessidade, até agora, de escrever o que quer que fosse sobre o estrondoso rebentamento da bomba que estilhaçou o esquema fraudulento em que assenta a dita hegemonia no futebol português por parte da "gloriosa equipa dos regimes", clube da Dona Victória ou SLB dos seis milhões e tal de putativos votantes nas eleições da República, com mais enfoque nos "sucessos" obtidos nos últimos quatro anos. A partir da corajosa revelação de Francisco J. Marques no programa Universo Porto da Bancada, emitido às terças feiras, pelas 22:30 horas no Porto Canal, com divulgação através de e-mails de conteúdos passíveis de investigação criminal a envolver, primeiro os "cartilheiros" que enxameiam e polenizam os programas onde deveriam ser (apenas) abordados e escalpelizados temas sobre futebol, e, posteriormente, denunciando a extensão dos tentáculos do "polvo encarnado" até às figuras das estruturas oficiais da hierarquia do futebol português, tenho vindo a informar-me dos pormenores do funcionamento da quadrilha pelos sítios credíveis, sobretudo pela voz e letra de Pedro Bragança no seu Baluarte Dragão, um fenómeno de verbalização, investigação e acutilância de discurso que me deixou verdadeiramente maravilhado! 

         E, então, mesmo que tudo esteja ainda numa fase precoce "o melhor está para vir", incapaz de imitar ou ir além do que consegue o brilhante portista Pedro Bragança, futuro Dragão d'Ouro quero crer, tudo o que ele publica eu, irresistivelmente, partilho, partilho, partilho, e irei partilhar, partilhar, partilhar até que que o computador rebente! Não tenho acesso  a uma dúzia de canais de tv para reagir, nem a record, nem abola, nem a david, cristóvão, serpa, delgado, rita & C.ª, ilimitada, onde há quem faça o trabalho "por outro lado".

         Não sustento ilusões otimistas quanto ao desfecho disciplinar dos eventuais processos que a justiça venha a ordenar com vista a apurar os roubos descobertos e públicos, e de quem deles colheu os lucros. Todos os que seguem o "estado da Nação" estão cientes de como acabam (quando acabam...) os delitos de figuras poderosas integradas na "grande família" que cirandeia pelos salões da "corte mourisca". Mas, o que eu prevejo é que "nada irá ficar como dantes", e que os gordos Guerras e Governs, os  Ruinzinhos da Silva aprendizes de feiticeiro apesar de continuarem a fazer parte dos lacaios que, como o "Dantas cheiram mal da boca" , o "apito dourado" encomendado e injusto porque escamoteou território ao processo, virou com este caso para "apito engasgado", os papagaios da cartilha jamais poderão usar a máscara de falsa virgindade, os observadores incógnitos comandados à distância e os árbitros subservientes ao poder dos bastidores terão sobre eles o anátema de colaboracionistas e de participantes na fraude em que se converteu, internamente, o mito da grandeza do sport lissabon e benfica.

          Uma palavra final para os meus amigos e conhecidos adeptos do Benfica. Respeito a vossa opção, não pretendo achincalhar ninguém e muito menos magoar ao divulgar as ilegalidades alegadamente cometidas pelos responsáveis da equipa que apoiais, apesar das razões que poderia invocar depois de tantos anos a ouvir toda a espécie de "bocas" desmerecer os êxitos alcançados pelo Futebol Clube do Porto em Portugal e fora dele. Havereis de reconhecer que os adeptos do Dragão sofrem e vibram como vós e detestam ser desvalorizados, ofendidos e tidos por portugueses "de segunda", só porque "Lisboa é Portugal e o resto é paisagem".

           Desculpai-me qualquer coisinha.

quarta-feira, junho 14, 2017

APITO ENGASGADO.

   Foto de SUPER PORTO.

 (Imagem internet)

     O efeito assombroso causado pela denúncia pública de manigâncias de elementos conotados com o Benfica, nomeadamente os colaboradores Adão Mendes e Pedro Guerra e outros destacados membros da estrutura dirigente do clube dos regimes, segundo o que vem sendo denunciado no PORTO CANAL no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA que passa às terças-feiras pelas 22:30 horas, e intensamente partilhado nas redes socais, está a atingir uma dimensão impensável com clara tendência para aumentar. Esperam-se outros desenvolvimentos.  

    O jornalista e diretor de comunicação do FC do Porto, Francisco J. Marques, é o autor da denúncia documentada da troca de correspondência eletrónica altamente comprometedora entre as citadas personagens e organismos que tutelam o futebol, cujo teor indicia graves irregularidade em matéria de arbitragens passíveis de averiguação nas instâncias públicas do Estado.

     A informação tradicional capturada sediada na corte alfacinha está a retardar servilmente o reconhecimento da amplitude que o assunto alcançou e continuará a aumentar, recusando-lhes o tempo e o espaço que merece.  O caroço do saboroso e túmido pêssego em que foi explorada a mitificada operação do "Apito Dourado"  está agora, qual maçã de Adão (Mendes), engasgado na garganta dos seis milhões e tal dos sem argumentos para justificar os cinquenta e seis anos sem conquistar qualquer título europeu, o trânsito colombiano pela Porta 18, o negócio que levou à prisão o motorista privado do "primeiro-ministro", com dez anos de serviço de fachada à imagem do marido traído que é o último a saber dos devaneios da esposa trauliteira, os vales do restaurante e as camisolas do santo do Panteão ofertados aos árbitros, os assassínios da claque ilegal, os calotes feitos a bancos e assumidos pelo erário público, as públicas facilidades de alteração de PDMs, as influências públicas oferecidas pelos caçadores de votos, Vales e Azevedos e infindos segredos, o silêncio estratégico do chef e a anulação repentina de compromissos para conceder entrevista, justificam sobejamente que doravante todo o mafioso esquema fraudulento do polvo encarnado se perpetue com o epíteto de APITO ENGASGADO.

      Concluo com uma pergunta: pensando os seus apaniguados que o Benfica é o melhor do mundo, o mais poderoso do planeta e próximo do espaço, com 60% da população portuguesa que os apoia, espaldados nos sucessivos governantes do país e propagandeados pela quase totalidade dos media que esquece os demais clubes,  por que precisa então o colosso assustador de colocar "homens de mão"  nos órgãos que tutelam o futebol português e dos favores das arbitragens para vencer jogos e adicionar títulos?
    

sábado, junho 10, 2017

APITO SANTIFICADO.

    Pedro Guerra alvo de tentativa de agressão na Luz.


 (JN online)

   A denúncia pública documentada feita no PORTO CANAL, no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA emitido regularmente à terça feira pelas 22:30 horas,  apanhou  desprevenida a ativa e arrogante cúria evangélica ao serviço do clube dos regimes, porque não esperava ser confrontada de modo tão claro e objetivo com a crua realidade em que fundamenta e sustenta a lenda da sua grandeza, e como propaga a doutrina aos seis milhões dos seus católicos fiéis.

   Com os preceitos da cartilha baralhados, a cúria tenta recompor-se instruindo os encartilhados e os oragos pregadores no sentido de ignorarem ou silenciarem nos púlpitos a que acedem com roda livre, com vista a reduzir o impacto da denúncia e ganhar tempo para recuperar fôlego e inovar na estratégia.

   O que se vai lendo e ouvindo não destoa do comum alinhamento dos capturados. Que sim, é preciso apurar a verdade, reconhecer o mérito de quem somou os troféus, que os lesados andam à procura de razões para justificar o insucesso que leva ao inconformismo e à contestação. Pois sim, a justiça pública já abriu processo, os organismos da estrutura disciplinar vão inquirir, há ameaças de recurso à justiça civil para reparo de danos à imagem, promessa de chamada a tribunal de quem ousou trazer para a praça pública os nomes dos misseiros ladrões. 

    E o "primeiro ministro", acima de qualquer suspeita, guarda majestático silêncio e remete a palavra, e a ação, para a sacristia. 

    Começa a conhecer-se o enredo do filme do "Apito Santificado". Pedro, antes que o galo cantasse três vezes, negou Jesus Cristo; Guerra, com mais volume para a chama da pira do que para ser pendurado numa cruz (aproveitar-se-iam alguns quilos de cebo de boa qualidade...; quanto ao resto...), na hora de cair reza o credo na fé de não ir arder no inferno. Abatem-se os sacristães, salvam-se os sacerdotes. Tem muito por onde escolher o "primeiro-ministro".

    Há razões de sobra para não ficar a esperar averiguação séria e profunda desta organização clandestina fraudulenta que condiciona a verdade desportiva em Portugal, de que tira indevidos proveitos um concorrente favorecido pelos regimes desde sempre, estribado no conforto protecionista dos governantes ministros seus parceiros, do perdão das dívidas a pagar pelos contribuintes, e no trabalho encartilhado divulgado nos media com a benção redentora dos padres vermelhos.

   Com tanta água benta, a redenção está garantida ao contumaz pecador usufrutuário. Contudo, já nada ficará como antes, porque, quando se falar de apitos, o que mais alto vai ouvir-se, o mais real e estridente, será o APITO SANTIFICADO.

         (Foto da internet)
     

   

    

   

  

   

  

sexta-feira, junho 09, 2017

SÉRGIO, A ENERGIA DE QUE O PORTO CARECIA.

         Resultado de imagem para Fotos Sérgio Conceição

      A surpresa deixou de o ser nas palavras do Presidente dos Presidentes, Jorge Nuno Pinto da Costa, na apresentação de Sérgio Conceição para treinador do Futebol Clube do Porto. Vinculado de fresco aos franceses do Nantes com contrato para duas épocas, o Sérgio estava fora das cogitações da Direção do Dragão para assumir o lugar de técnico principal da equipa. Foi Luciano d'Onofrio, quem deu conta ao amigo Pinto da Costa da ambição que o antigo jogador do FC do Porto alimentava de um dia vir a treinar o Clube que bem conhecia e aprendeu a amar. Difícil mas não impossível de obter a anuência dos dirigentes do Nantes para a desvinculação, porque foi a mesma acordada sem mais delongas e nenhum azedume das partes envolvidas.

       Sérgio Conceição com seis anos no exercício de treinador principal ainda não tinha chegado a uma equipa de topo não tendo também no currículo conquistas de troféus ou competições relevantes, tal como não possuíam José Mourinho, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos, Vítor Pereira, André Vilas-Boas, para só nomear os mais recentes, quando Jorge Nuno os contratou. Como treinadores ao serviço do melhor clube português, todos eles terminaram as suas prestações com títulos e continuaram a vencer em clubes de grande prestígio ou seleção onde estão ou por onde passaram.

       O Sérgio Conceição é Dragão de sangue quente, temperamental, ambicioso, trabalhador e muito ativo. Nasceu em Coimbra mas foi no baluarte da Invicta Cidade que adquiriu o ADN de campeão, ao participar em quatro títulos obtidos como jogador. Ao assumir tão exigente cargo numa fase de menos fulgor do grande campeão português, o Sérgio Conceição mostrou nas palavras proferidas no ato da investidura como mister, que é (também) um Homem de (muita) CORAGEM!

       Bem-vindo à tua (nossa) casa, Sérgio!

        

terça-feira, junho 06, 2017

VIRTUOSOS EM LUGAR DE VIRTUAIS OS MEIOS PARA GARANTIR A VERDADE NO FUTEBOL

       TP: árbitros da final identificam vantagens do vídeo-árbitro

     Muitos acreditam que a chegada ao futebol das novas tecnologias irá trazer ao jogo a seriedade que não tem. Certo é que a introdução do chamado vídeo-árbitro como meio auxiliar de corrigir decisões erradas ou não tomadas pelos juízes de episódios ocorridos no decorrer do espetáculo, mais cedo ou tarde iria acontecer. Mas desiluda-se quem estiver convencido de que de ora avante todos os lances sujeitos à análise conjunta dos árbitros tradicionais e dos juízes virtuais vão ser consensuais e aceites sem contestação pelos seguidores dos jogos ao vivo ou pelos que os seguem pela tv.

     O exemplo não é com certeza o melhor e mais edificante, mas aqueles que assistem, nos vários canais aos programas onde se discute até à náusea decisões dos árbitros em lances tidos por duvidosos, que, mesmo sendo passadas imagens sucessivas e em câmara lenta dezenas de vezes não se encontra dois comentadores que vejam a mesma imagem. E alguns dos lances submetidos a sufrágio são tão nítidos que até às escuras um cego poderia identificá-los com acerto.

     Quero com isto dizer que sempre haverá lances de muito difícil avaliação em curto espaço de tempo e muitos outros continuarão a ser distorcidos e erróneos na decisão por deficit de isenção ou viciação dolosa no julgamento, tal e qual como se verificou na época finda sem recurso a visualização. Desiludam-se ou regozijem-se consoante a expetativa que alimentarem: os erros vão continuar, involuntários ou premeditados, e aos programas não vai escassear alimento para sobreviverem. 

     O sistema tem virtudes quanto à transposição da bola nas linhas de demarcação do relvado, designadamente a linha de baliza. É relevante. Como é, ainda, na denúncia de agressões ou erros de deteção do infrator que deve ser penalizado com cartão, e na anulação de golos obtidos em posição irregular. Mas, não corrige as faltas que cortam jogadas de contra-ataque, aqueles que são apontadas indevidamente, fora de jogo ao jogador que parte para a baliza em posição legal, golos anulados que vêm a ser considerados sem falta, e mais situações que a experiência demonstrará.

     A implantação do sistema vai custar muito dinheiro e não é universal. Haverá, no futuro, duas modalidades no jogo da bola: a popular, pé descalço, sem vídeo, e a da elite com muitas câmaras de televisão e mais juízes da bola.

     Onde há fumo, há fogo. Antevejo negócio chorudo. Não tarda, cada adepto do jogo vai ter que comprar e levar para a bancada uma tablete ou telemóvel topo de gama para seguir na tv o que se passa no relvado, e ficar de olho no júri à espera da confirmação do que (não) viu em tempo real.

     Eu acharia que bem melhor seria investir na preparação dos árbitros. Escolher quem tiver aptidão inata para o ofício de julgar. Pagar-lhes consoante a qualidade que demonstrarem, avaliá-los com honestidade, premiar os melhores. E castigá-los pelas más prestações e nítido e contumaz clubismo. 

     E ficaria salvaguardada a essência do foot-ball.

     Surpreende-me que seja Portugal pioneiro na introdução do vídeo-árbitro. À frente da Inglaterra, Alemanha, Espanha, França, etc.. Será porque nestes países os juízes não são tão maus como em Portugal? Será?

     Quo vadis, como diria o outro.

    

    

     

     

    

    

quinta-feira, junho 01, 2017

EU, E OS MÉDIA ANTI-FC DO PORTO.

    

        Nem um cêntimo gastaria na compra de A Bola, Record ou Correio da Manhã. Tenho acesso ao canal de tv do Sporting mas nunca o abri. Por meio da tablete entrei uma vez no estádio da luz, "à Inácio", jamais o faria pela porta 18 porque poderia passar por colombiano. Não ouço relatos nas estações de rádio desde que acabou o Quadrante Norte e deixei  de ouvir o incomparável Gomes Amaro e o companheiro João Veríssimo. Há um ror de tempo que não me enervo nem desperdiço um segundo do meu bem estar pessoal e boa saúde, a ver e a ouvir a canzoada dos inúteis e perniciosos para o prestígio do futebol em que se converteram os programas dos agentes paineleiros encartilhados e tarafeiros amansados, Gomes das Selvas, Guerras da marijuana, Goberns de taberna , Janelas e postigos, Ruinzinhos Santinhos, Danieis jorges, e etc, etc, etc.

       Porque:

       Passei dezanove anos a deixar-me enganar por Tavares da Silva nos comentários das 13 horas das segundas feiras na Emissora Nacional, pelos relatadores Quadrios Raposo, Artur Agostinho, Alves dos Santos, Amadeu José de Freitas, Carlos Cruz, um outro que se tornou conhecido depois de Abril de 1974 e faleceu bastante jovem cujo nome neste momento não me ocorre*, e mais alguns que tiveram menos impacto nas transmissões desportivas na última metade do século XX. Fui leitor de A Bola, quando ainda era bem escrita, quase nada do Record de quem jamais me interessei, gostava de "O Norte Desportivo", de Alves Teixeira e das suas crónicas, e, muito novo, de quando em vez adquiria o "Mundo Desportivo". O jornal da minha distendida vida é o Jornal de Notícias (JN), fidelidade que mantenho mau grado...e o desportivo "O Jogo", idem, idem, aspas, aspas (maldita necessidade de garantir o sustento da família...)

       Então, como te governas, Dragão velho, para te manteres a par da coisa desportiva e falar (escrever) sobre elas? 

       Bem, eu me confesso, em primeiro lugar "Inácio" de anos a esta parte. Selecionando as notícias nos canais públicos, RTP1, 2 e 360º, pisco o olho à hora certa à informação do SICN para catar uma novidade de que esteja à espera, gasto mensalidade na sportv, até ver, mato o "bicho" com uma vista de olhos diária no JN e no O Jogo, ao primeiro café da manhã; por fastio, no segundo e agora noutro lado, vejo pelo canto as do olho as "gordas" do Rascord, de quando em vez, tiro dois dedos de paleio futebolístico com uma amigo se ele lá se encontrar à mesma hora, e passo para a cadeira do computador grande parte do melhor tempo para me inteirar do que me interesse nos blogues e sítios em que confio porque perfilham os mesmos princípios e convicções que os meus. No face escrevem-se excelentes post e passam vídeos onde se conhece o que é essencial e podem tirar-se as melhores ilações.

       E DOU AO PORTO CANAL O PRIMEIRO LUGAR DA MINHA PREFERÊNCIA AUDIOVISUAL, POIS É UM ÓRGÃO DO CLUBE QUE VERDADEIRAMENTE AMO E NÃO VEJO MELHOR MANEIRA DE O MOSTRAR QUE NÃO SEJA APOIÁ-LO, VENDO-O! SÓ ASSIM VIRÁ A SER MAIOR E MELHOR.

      Cada um age e segue o melhor procedimento que entender. Eu assumo a minha atitude de protesto contra a despudorada proteção que os media da corte alfacinha votam ao clube dos regimes, o venerado sugador Sport Lisboa e Benfica, pelas campanhas que ela fomenta e patrocina para achincalhar e tentar desprestigiar o símbolo sagrado e glorioso do Futebol Clube do Porto, bem como subtrair o mérito ao seu inigualável Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, NÃO CONSUMINDO, COMBATENDO E DENUNCIANDO SEMPRE QUE ACHAR NECESSÁRIO E DE TODAS AS FORMAS QUE TIVER AO MEU ALCANCE. 

       Já contribui mas nunca mais darei um cêntimo que seja para tal peditório.

* Fialho Gouveia.

Foto: Dragão, Sempre!
Remígio Costa

terça-feira, maio 30, 2017

TREINADORES HÁ MUITOS, PALERMA.

           
                         Sem perfil para treinador do FC do Porto

             A informação social da corte alfacinha anda em polvorosa em busca de um treinador para o Futebol Clube do Porto, para a vaga deixada pela rescisão do contrato de Nuno Espírito Santo que abdicou do segundo ano da sua validade numa atitude nobre e invulgar. Um dos mais ativos canais de tv ao serviço do "clube dos regimes", o CMTV deu há tempos como certa a contratação de um tal Marco Silva, assalariado pelo colosso inglês Hull City confiado que o currículo valioso e a competência do famoso português da linha de Cascais, bastariam e sobrariam para evitar a despromoção. Contudo, e apesar da tanta categoria e prestígio, o Marco falhou. A ciência do treino e o desembaraço no tratamento da língua de Shakespear demonstrados nos curtos meses ao serviço do Hull não passaram despercebidos aos melhores clubes da "pátria do futebol" e o Marquinho terá assinado fabuloso contrato, não com um qualquer Arsenal, Manchester City ou United ou mísero Chelsea, mas pelo melhor do bairro de Wattford  depois de ter sido "apontado ao FC Porto, nos últimos dias, tendo até rejeitado uma proposta dos dragões, segundo a imprensa nacional" ,                   ( entenda-se, pelo "Lixo da Manhã", da imprensa capturada da corte subsidiodependente).

            A imprensa alfacinha tem para mim a credibilidade de um árbitro português. E no que diz respeito à vida do Futebol Clube do Porto e ao que se passa na cabeça do seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa -o mais vencedor da História do futebol mundial- ainda tem menos crédito do que o menos competente deles. Tudo o que divulgam e escrevem ou falam sobre o baluarte da "Invicta Cidade" está contaminado pelo baixo servilismo e comprometimento com um clube protegido desde sempre pelos regimes, num regabofe escandaloso de falsas notícias e de campanhas insidiosas orquestradas com vista a abater o único adversário capaz de lhes fazer frente.

            A seu tempo o Futebol Clube do Porto irá encontrar o treinador que que melhor lhe convier. Provavelmente, nenhum dos que a informação social nomeou, e não seria de espantar que um possa vir a ser entre tantos os que tem sido anunciados. 

            Marco Silva não é, e isso me basta. Estou aliviado, como ficaria se fosse JJ. Ambos formados no ambiente da corte, desconhecedores do que é "ser Porto", do primeiro retenho na memória a atitude insultuosa, malcriada  e antidesportiva tomada contra Paulo Fonseca e a equipa técnica no jogo no Estoril no seguimento da conversão de uma grande penalidade a punir mão de Otamendi fora da área mais de dos metros e cuja conversão deu o empate final a 2-2, e do Jorge J. a fulminante capitulação ajoelhada no Dragão no golo aos 90'+2' de Kelvin.

           Treinadores há muitos, seus palermas.