quarta-feira, agosto 24, 2016

MEDALHA DE OURO PARA O FC DO PORTO NO ESTÁDIO OLÍMPICO DE ROMA.


(O Jogo online) 

Felipe: "Não me deixo abater pois isso faz mal"



(O JOGO online)

Liga dos Campeões
Fase de apuramento
3ª eliminatória - 2ª mão
Estádio Olímpico de Roma
2016.08.23
Espectadores: cerca de 40000
Adeptos do FCP presentes: à volta de 3000. 



                 As Roma, 0 - FC do PORTO, 3 
                            (ao intervalo: 0-1 - Soma: 1-4)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 45'+ 2' Miguel Layún, Felipe, Ivan Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), André André, Jesùs Corona, André Silva, aos 66' Ádrian López e Otávio, aos 57' Sérgio Oliveira. Suplentes não utilizados: Silvestre Varela, Evandro, José Sá, Rúben Neves.

Equipamento: Tradicional

Treinador: Nuno Espírito Santo.

Árbitro: Czyzmon Marciniak (Polónia)

GOLOS: 0-1, aos 8' por Felipe, na conclusão de livre muito bem apontado por Otávio para a zona do penalti, com o central portista a chegar primeiro e a dizer "sim" à bola de cima para baixo (como mandam as regras) sem defesa possível.
0-2, aos 73' por Miguel Layún, o qual recebeu a bola de Hèctor Herrera sobre a linha do meio campo progrediu alguns pelo flanco direito escapando à perseguição de um adversário e, rematando em diagonal, levou a bala ao fundo das redes; aos 75', servido por H: Herrera, Jesùs Corona conduz a bola da direita para a esquerda ao longo da linha da grande área, faz em dribles curtos "gato sapato" de um adversário e concluiu a obra de arte com um violentíssimo remate com o pé esquerdo fazendo-a entrar no ângulo da baliza. 

            A saborosa, inquestionável e retumbante vitória do Futebol Clube do Porto no mítico Estádio Olímpico da "Cidade Eterna" obtida contra um dos colossos do futebol italiano e mundial, a AS Roma, é inegavelmente um feito coletivo. Os catorze jogadores escalados pelo técnico NUNO ESPÍRITO SANTO para o decisivo confronto onde se jogava muito da carreira do Clube mais português de Portugal na presente temporada a nível internacional, só foi possível porque os Dragões atuaram como EQUIPA, desde o primeiro ao último apito de um polaco competente e honesto, Szymon MARCIANIK. Só um bloco coeso, solidário, empenhado, inteligente e eficaz como ontem à noite o mundo pôde constatar, maravilhado, na cidade romana, teria condições para derrotar no seu próprio reduto um adversário temível, famoso, recheado de estrelas pagas em milhões de euros e que partia em  vantagem na eliminatória depois do empate a um golo verificado no jogo da primeira mão na Invicta Cidade.

           O Futebol Clube do Porto superou a AS Roma do siderado  Luciano Spalleti em todo o tempo e itens de jogo, pelo que adquiriu por direito próprio de estar na fase de grupos da Liga dos Campeões, mantendo o estatuto de grande da Europa. Com os holofotes apagados dos Jogos Olímpicos do Brasil, o Futebol Clube do Porto emerge na ribalta do "maior espetáculo do mundo" justificando a atribuição, ainda que simbolicamente, da medalha de ouro dos grandes vencedores.

           PARABÉNS, EQUIPA!  

sábado, agosto 20, 2016

SENTIDO ÚNICO.



(Corona: "Estes jogos são os mais difíceis")

(O Jogo online)
Liga NOS
2ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto.
2016.08.20

                       FC do PORTO, 1 - Estoril Praia, 0
                                  (ao intervalo: 0-0)

GOLO de ANDRÉ SILVA, aos 84', na sequência de um passe de Miguel Layún para o centro da área com desmarcação perfeita do ponta de lança portista a contornar o defesa e a desviar a bola com a cabeça para o poste contrário sem defesa para Moreira. Belo golo!

O Estoril Praia fez um jogo excecional em termos de estratégia defensiva, nunca recorreu ao anti-jogo ou à dureza na disputa dos lances e em dois momentos em que atirou à baliza de Casillas causou algum perigo. Não merecia perder por maior diferença, ainda que o FC do Porto tivesse criado boas oportunidades para avolumar os números finais.

JESÙS CORONA foi o que mais trabalhou no conjunto das camisolas azuis e brancas.

A defesa e Casillas conseguiram manter a baliza do Porto inviolada. 

O guarda-redes do Estoril Praia, MOREIRA, defendeu tudo o que tinha defesa.

Se o FC do Porto jogar em Roma como fez o Estoril no Dragão talvez a Liga dos Campeões não seja um caso perdido.

O FC do Porto alinhou: IKer Casillas, Maxi Pereira, Ivan Marcano, Felipe, Miguel Layún, Rúben Neves, Hèctor Herrera (C), aos 69' Sérgio Oliveira, Otávio, aos 69' André André, Jesùs Corona, André Silva e Silvestre Varela, na segunda parte Ádrian Lopez.

Árbitro: Luís Ferreira (AF Braga)

          Estavam decorridos apenas 4' de Jogo quando Jesùs Corona fez o primeiro de meia dúzia de bons centros para a área que executou no decorrer da partida e Silvestre Varela foi impedido com um empurrão de um defesa de concluir o lance. Penalti por assinalar que, a ser transformado, alteraria completamente o rumo do que o jogo tomou depois durante 84'.

          O FC do Porto jogou todo o primeiro tempo num ritmo de cruzeiro o que, dispondo apenas de metade do relvado porque quase toda a equipa do Estoril Praia defendia nesse espaço, com muito acerto, quase todos as jogadas morriam nos passes e dribles tentados ou eram desperdiçadas nos remates sem perigo para a baliza de Moreira, ou a bola devolvida pela defesa forasteira quando não era enviada fora dos três postes da baliza. O Porto atacava muito e mal, os centros caiam na zona da defesa do Estoril como chuva no inverno, quase sempre enviados por alto, repetidos e previsíveis e, quando eram precisos e perigosos como os que Jesùs Corona executava, eram desaproveitados pela ineficácia dos avançados portistas. No meio campo Hèctor Herrera baralhava o jogo, passava mal emperrando o desenvolvimento dos lances, Silvestre Varela não dava seguimento adequado a uma jogada, embrulhava-se com a bola, driblava para trás, entregava-a ao adversário que atuava sereno, concentrado e astuto só se aventurando duas vezes em corridas de contra ataque que morriam nos cortes da defesa da casa.

          NES só reagiu depois do intervalo deixando Silvestre Varela a "descansar" no balneário fazendo entrar Ádrian López. O espanhol não teatingido ainda o melhor grau das suas capacidades mas o novo esquema introduzido pelo treinador dos Dragões revelou que a sua convocação era necessária e foi atempada. Por outro lado a velocidade de jogo da equipa da casa aumentou e a pressão sobre a sólida defesa estorilista  anunciava a proximidade do golo da tranquilidade que, contudo, só viria a verificar-se a 5' do tempo regulamentar num lance simples nas fatal para a equipa da linha, entre Miguel Layún e André Silva. 

         A equipa portista está ainda numa fase de consolidação das mudanças introduzidas com a chegada da nova equipa técnica, estando ainda longe de constituir uma equipa mandona e temível. Passa ainda por dificuldades de entrosamento e de confiança sendo contudo notável a sua vontade de fazer bem as coisas e de fazer o melhor possível. Há que melhorar o passe, evitar que dois jogadores vão à mesma bola sem adversário por perto, aperfeiçoar as rotinas básicas de entendimento e aumentar muitas vezes a eficácia de remate. É inacreditável que nem um dos dezassete (!!!) cantos que executou terminasse com a bola no fundo da baliza e que, sendo isto constatável, todos eles tivessem sido executados da mesma maneira.

       O Estoril Praia apresentou-se no Dragão com um sistema de jogo ultra defensivo confiando na sorte para causar uma surpresa que até poderia ter acontecido. Mariano Soares tem o direito de aplicar a tática que melhor serve os interesses da sua equipa e se o seu plano não inclui o anti jogo, como ontem se verificou merece todo o respeito. o Estoril Praia foi ontem uma equipa disciplinada taticamente, muitíssimo solidária, serena e sólida a defender e honesta nos processos que utilizou, tendo sido bafejada pela sorte que dá um trabalho de caraças a ganhar as suas graças.

       Iker Casillas não trouxe a "gralha" do costume e Maxi Pereira, Ivan Marcano e Felipe não tiveram que resolver problemas complicados. Miguel Latún, mais médio que defesa foi dos que mais participou para que a equipa reagisse ao marasmo do primeiro período. O capitão Hèctor Hererra tarda em limpar o seu espaço e tropeça demasiado com a bola nos pés. Rúben Neves conseguiu ultrapassar o trauma da "desfeita" do NES contra a Roma e realizou um bom jogo. Otávio terá feito o pior dos jogos desde que entrou na equipa. Aceita-se pelo esforço que tem feito e pela proximidade da visita a Roma. Silvestre Varela decepcionou, teve meia parte a mais dentro do relvado. Jesùs Corona trabalhou muito para a equipa e da meia dúzia de centros executados nem um merece menos de vinte valores. André Silva batalhou muito contra uma defesa de betão, forte e assertiva, marcou de novo um golo decisivo, contudo não esteve muito feliz na conclusão dos lances e no domínio de bola que possui em alto grau. Dos que entraram no decorrer do jogo, Ádrian López foi o que melhor efeito causou na melhoria do ataque; movimentou-se muito tentando abrir o bloco defensivo e aliviar a pressão sobre o ariete André Silva, sendo a sua exibição positiva. Sérgio Oliveira entrou mal mas melhorou e André André não teve jogadas de rasgo individual.

         Em dois jogos iniciais da prova maior desta época, o Futebol  Clube do Porto já pode concluir que as arbitragens não irão mudar. Depois de Vila do Conde haver acontecido uma expulsão forçada para equilibrar as contas, ontem foi um penalti que ficou por marcar logo aos 4' minutos que, a ser convertido, teria necessariamente reflexos decisivos no desenrolar da partida. De resto, Luís Ferreira da AF de Braga, até nem teve trabalho difícil de fazer porque, vejam só, o Estoril Praia apenas cometeu TRÊS faltas em toda a partida contra dez dos Dragões.

quinta-feira, agosto 18, 2016

ANGÚSTIA INICIAL DE VINTE MINUTOS SUPERADA NOS SETENTA SEGUINTES.

Fotografia O JOGO online

Liga dos Campeões
Fase de apuramento
3ª eliminatória - 1ª mão
Estádio do Dragão, Porto
2016.08.17
Espectadores: cerca de 45000


                        FC do PORTO, 1 - AS Roma, 1
                                     (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Ivan Marcano, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Andr´André, aos 66' Miguel Layún, Otávio, aos 84' Evandro, André Silva e Ádrian López, aos 75' Jesùs Corona,

Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Bjorn Kuippers (Holanda)

Marcha do marcador: aos 28' 0-1; aos 65' 1-1 (golo de André Silva, g.p.) 

              Síntese do jogo: os primeiros vinte minutos da partida foram de autêntico horror para o Dragão. A Roma impôs ao jogo um ritmo diabólico e a equipa portista passou vinte minutos angustiantes, à beira de um colapso humilhante. Quando Felipe na sequência de um livre de canto desviou a bola para a própria baliza antecipando-se a três italianos prontos para o fazerem por si, já a equipa de Luciano Spalletti poderia ter a eliminatória resolvida tantas foram os oportunidades de golo criadas até ali. A partir daí o FC do Porto foi equilibrando as forças e ao terminar o primeiro tempo o árbitro não assinalou uma mão dentro da área de um defesa romano negando uma grande penalidade à equipas portuense. Antes, aos 41', André Silva tinha ganho posição a um defesa italiano e sob o risco da área é derrubado, o qual foi expulso com o segundo amarelo. Do livre nada resultou. 
            No segundo período Àdrian Lopez viu um golo aos 49'  (bem) anulado por fora de jogo, após consulta de Kuipper ao juiz de baliza, porque, tanto ele como o juiz de linha tinham validado o lance mas perante os protestos italianos conferenciaram e ele alterou a decisão inicial. O empate viria a acontecer aos 65' na transformação de um penalti muito bem apontado por André Silva, a castigar um corte com da bola com o braço na sequência de um pontapé de canto, que me não pareceu propositado. Comparando com o lance do primeiro tempo que o árbitro deixou sem castigo esta falta foi menos clara. Até final o FC do Porto esteve sempre claramente  por cima do seu adversário tendo criado situações passíveis  de aumentar o resultado. Os romanos em desvantagem numérica aceitaram o sufoco a que os dragões os submeteram e, já com os 5' de desconto concedidos pelo árbitro a esgotarem-se beneficiaram de um livre perto da linha da grande área que, contudo, desperdiçaram.

           Salvo o período inicial de total desconchavo a equipa portuguesa recuperou da letargia com que entrou no relvado, equilibrou depois o jogo e acabou superando largamente o valioso conjunto romano em ataques (31 contra 13) e remates à baliza (21contra 10?) e posse de bola 58% x 42%. O AS Roma não construiu uma única oportunidade clara de golo no segundo período, passou quase todo o tempo remetida à entrada da área mum "catenácio" dos velhos tempos e confiou na fortuna para manter um resultado que lhes parece favorável no cômputo final da eliminatória.

          Nuno Espírito Santo surpreendeu tudo e todos ao prescindir de Jesùs Corona que parecia ter prioridade pelos jogos antes realizados e optar por Ádrian López. São pormenores táticos que não tenho competência para analisar e ninguém poderá afirmar que a mexida não foi pensada em função das características da equipa adversária. Na prática, a decisão não pareceu despropositada e o espanhol não decepcionou não sendo brilhante. Excluindo o "apagão" inicial é justo destacar o esforço da equipa para sair do jogo de forma airosa tendo estado perto (e merecido) de o conseguir, especialmente pelo que fez após a obtenção do empate quando superou nitidamente o antagonista. Só menor experiência de alguns dos atletas portistas e a habitual falta de eficácia na conclusão das jogadas de ataque obstaram à criação de um resultado que pusesse a equipa a salvo das dificuldades que irá encontrar na próxima semana no estádio olímpico de Roma.

           No miolo da equipa continua a faltar a virtude. Nem Hèctor Herrera, nem André André ou Danilo Pereira foram capazes de tomar conta do meio campo e ser o motor da formação azul e branca. Com execução e mobilidade lentas emperravam o desenvolvimento dos movimentos coletivos e permitiam a rápida recuperação da bola aos adversários e a anulação das intenções dos avançados. Melhoraram no decorrer da partida mas longe do que seria exigido. Não vou falar da já esperada abébia de Iker, nem do auto golo de Felipe, porque, no todo cumpriram apesar de Telles ter estado algo abaixo de que parece poder dar. Maxi Pereira, depois de um começo apagado foi melhorando e terminou em grande plano. Miguel Layún esteve bem melhor do que André André, este ainda à procura do pico de forma. Jesùs Corona procurou integrar-se no ritmo do jogo e trabalhou bem. Otávio saiu com distinção desta prova de fogo internacional sendo já o "dono" da batuta da orquestra. É espantosa a resistência física numa estatura tão pequena e a destreza com que executa e pensa os lances. André Silva é um valor consolidado e ninguém duvida já das suas enormes potencialidades.

           Pelos critérios da arbitragem portuguesa, Bjorn Kuippers, Holanda, pareceu ter mais condescendência com a virilidade dos jogadores italianos do que com os portugueses. Recorreu aos "adjuntos" para resolver o problema do golo validado a Àdrian e não usou de idêntico critério em relação ao corte com a mão feito pelo italiano, bem à frente do juiz de baliza. Cortou um lance em benefício do infrator para assinalar uma falta a favor dos locais quando a equipa do Porto iniciava uma investida atacante perigosa. Na linha das boas arbitragens que aprecio em árbitros europeus credenciados, julgo que o holandês tem personalidade e realizou trabalho aceitável e isento.

         

          
           

sábado, agosto 13, 2016

OBJETIVO CUMPRIDO.





 (O jogo online)

Liga NOS
1ª Jornada
Estádio dos Arcos, Vila do Conde
2016.08.12

             Rio Ave, 1 - FC do PORTO, 3
                                     (ao intervalo:1-1)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Ivan Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Hàctor Herrera (C) Jesùs Corona, aos 81' Àdrian Lopez, André Silva, aos 77' Depoitre e Otávio, aos 68' Miguel Layún.
Equipamento: alternativo de cor amarela. 
Público: muitos adeptos portistas.                                                                                                                                                            
 Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

MARCADOR: 1-0 aos 36', por Marcelo;: 1-1 aos 40' por Jesùs Corona; 1-2 aos 52' por Hèctor Herrera e aos 60' por André Silva (g.p).

              
        A vitória é o primeiro objetivo de qualquer equipa e o triunfo em Vila do Conde na jornada inicial da Liga confere ao Futebol Clube do Porto uma dose acrescida de vantagens imediatas quer no sentido prático que os pontos alcançados representam quer pelos os ganhos de confiança  que o conjunto  em estruturação necessita face às alterações que o novo treinador tem vindo a fazer. No cômputo final a imagem que a exibição nos mostrou foi a de uma equipa lutadora, dinâmica, solidária e recheada da bons executantes, com princípios e processos novos em execução  mas ainda a necessitar de melhor entrosamento, aperfeiçoamento de passe e rotinas consolidadas. Há, agora, maior intenção de não lateralizar e duplicar passes, maior rapidez e mais unidades nas transições ofensivas embora de forma ainda demasiado precipitadas e demasiada instabilidade na resolução das ofensivas do adversário sobretudo no que compete ao entendimento da linha média com a defesa. Com a máquina no trilho certo só a marcha sem acidentes de percurso ajudará a expurgar as maleitas que por agora afetam a rápida recuperação da saúde do doente.

         Não sendo brilhante a  partida foi bem disputada e o futebol aceitável para início de época. O Rio Ave chegou primeiro ao golo num lance em que Marcelo aproveitou a passividade da defesa portista percorrendo dez metros para desviar de cabeça a bola para o segundo poste sem hipótese para Casillas. Quatro minutos depois Corona empate num remate acrobático na conclusão de lance iniciado na esquerda por Telles seguido de centro para o meio da área onde André Silva toca de cabeça para as suas costas e o mexicano remata de pronto. A reviravolta veio num excelente remate do capitão H. Herrera de fora da área ao ângulo da baliza, num serviço (mais um) de Otávio. Um grande golo! O resultado final foi fixado na conversão de um pontapé de grande penalidade a castigar falta de Marcelo sobre Otávio que lhe ganhara posição e se encaminhava para a baliza de Cássio, executada por André Silva e defendida pelo guarda redes vilacondense no primeiro remate e emendada pelo avançado portista em pontapé de recarga.

         Individualmente valorizo as exibições de Otávio, Corona e André Silva, os jogadores do momento da equipa. No miolo não esteve a virtude com pálidos desempenhos de Herrera (não obstante o belo remate do segundo tento), André André e Danilo Pereira, este a acusar claramente falta de ritmo embora tenha melhorado no dealbar da partida por afrouxamento da pressão do adversário. A defesa "despachou" tudo que pôde e resolveu a maior parte dos problemas de forma prática sacudindo o perigo à força do alívio sem preocupações da direção a dar ao esférico. Felipe melhorou mas ainda anda à procura do seu espaço. Alex Telles esteve aquem de desempenhos anteriores. Maxi Pereira joga na experiência e vai garantindo o lugar. Casillas com boas intervenções.

          Dos suplentes utilizados Miguel Layún entrou muito bem na partida e fez trabalho útil. Àdrian Lopez teve menos tempo, mal deu para aquecer. LAURENT DEPOITRE foi uma surpresa agradável. Nunca o tinha visto em ação (nem sequer em fotografia) e os dados conhecidos de 1,91 m de altura e 91 kg de peso levavam-me a configurar Santa Camarão, um pugilista dos anos cinquenta que batia como um desalmado nos rings. Mas o engenheiro belga mostrou não o ser apenas de diploma e de riscar plantas no estúdio. O jogador gosta de explorar as zonas do campo, cobre a bola, vai até à direita, recua ao meio campo a desbravar espaços, passa pela esquerda e faz tudo para estar no sítio certo a tempo de receber a bola -dentro da área. Foi pouco tempo, mas fiquei "com água na boca". Vamos esperar para confirmar o que me pareceu poder vir a valer para melhor o poder físico e altura dentro da zona da baliza adversária.

           Fábio Veríssimo, o árbitro de Leiria, salvo um ou outro pormenor conseguiu trabalho equilibrado. No lance da grande penalidade pareceu-me ter agido segundo as instruções atualizadas para estes lances dentro da área, as quais dão maior poder discricionário ao juízo das faltas que não deixarão de ser polémicas. Na expulsão de Alex Telles a punição da mão na cara do "artista" vilacondense foi  assinalada pelo juiz de linha, existe, todavia não pareceu agressão. Se houver critério igual com outros protagonistas, tudo bem.

        

domingo, agosto 07, 2016

SINAIS, BONS SINAIS.


(O Jogo online)

Jogo de preparação (último)

Estádio do Dragão, Porto, Portugal.
2016.08.07 - 21:30 horas
Espectadores: 46 110
Equipamento: 1ª parte: tradicional
                     2ª     "     alternativo (preto)

                     
                  FC do PORTO, 1 - Vilareal (Espanha), 0
                                       (ao intervalo: 1-0)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Ivan Marcano, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), André André, Corona, André Silva e Otávio. Jogaram mais: aos 72', Diego Reis, Rúben Neves, Miguel Layún, Ádrian Lopez. Aos 89' entraram: João Carlos Teixeira, Bueno, Silvestre Varela e Evandro. Suplentes não utilizados: Yassime Brahimi, Aboubakar e José Sá (g.r.).

Treinador: Nuno Espírito Santo.

Árbitro principal: Manuel Oliveira (AF Porto)

GOLO: aos 13' Alex Telles lança, pela esquerda, Otávio que ganha o lance na disputa com um defesa e,  na linha de fundo, controla a bola sobre o risco, serve André Silva que liberto de marcação emenda de pé esquerdo sem dificuldade. Grande mérito de Otávio.

     Já não restam dúvidas quanto às escolhas definitivas de Nuno Espírito Santo que ontem à noite num Dragão cheio de esperança repetiu a constituição da equipa que atuou em Guimarães, trocando apenas José Sá por Iker Casillas, ficando deste modo confirmada a intenção de criar uma equipa com nova atitude, capaz de produzir bons espetáculos e melhores resultados do que tem vindo a obter nas últimas épocas. Sem que se possa dizer que o FC do Porto logrou uma grande exibição contra o quarto classificado da primeira Liga espanhola, é incontestável a existência nesta equipa de sinais encorajadores que auguram excelentes perspetivas quanto ao êxito das prestações futuras. Encontradas as pedras certas e o modelo de jogo ajustado às intenções do novo técnico, a esta "nova" equipa precisará (apenas) de um maior asserto dos movimentos coletivos e rotinas consolidadas para atingir um nível competitivo de maior exigência e qualidade.

       O FC  do Porto experimentou dificuldades em assumir a liderança da partida conseguindo ultrapassar o melhor jogo coletivo do seu adversário através da garra, solidariedade entre todos os setores e uma entrega inexcedível dos jogadores à luta pela posse da bola. Marcou cedo num lance bem executado e melhor concluído, um tanto feliz e quiçá imerecido face ao que até ao momento tinha feito. A par de algumas jogadas bem gizadas com intervenção de vários jogadores, sucederam-se outras que nem sempre acabaram como seria desejável com perigo para os espanhóis, acabando anuladas por ação dos adversários mas,  também, por imprecisão de passes e más opções. Haja tempo (e sorte) para melhorar sem que a fatura a pagar seja dolorosa.

         Ao contrário do que tinha feito em Guimarães a defesa fez, agora, bem melhor. Quer Marcano, quer Felipe lograram não cometer erros de vulto e começam a entender-se nas posições que cabem a cada um. Maxi faz-se valer da experiência para superar algumas carências de princípio de época e, no lado oposto, Alex Telles afirma-se como candidato firme ao lugar. No meio campo esteve a virtude com a  tolerância devida nesta fase inicial, com Danilo Pereira a perseguir a melhor forma física, tal como André André. Hèctor Herrera é valor confirmado e dentro em breve estará ao seu melhor nível. Na frente, Jesùs Corona sacrificou ontem o brilho individual aos interesses da equipa e cumpriu muito bem. Quer Otávio, quer André Silva são a coqueluche do momento nesta equipa promissora, com o jovem português de apenas vinte anos a confirmar a sua classe de futuro grande ponta de lança da equipa, ao  nível de um Falcao ou Fernando Gomes.

         Entre os que entraram no jogo vindos do banco, Miguel Layún, Ádrian Lopes e Bueno, exibiram pormenores com a qualidade que lhes é reconhecida.

         Há um espírito novo que anima e transformou esta equipa. Para bem melhor. O Dragão recupera a alma, o ambiente desanuviou-se e os adeptos acreditam. Retomado o rumo, é a hora de unir esforços, acreditar, saber sofrer e ter esperança de alcançar os objetivos que hão de conduzir de novo o glorioso Futebol Clube do Porto ao caminho do sucesso que foi capaz de alcançar ao longo da sua História.

         Bom trabalho da equipa de arbitragem conduzida pelo árbitro portuense Manuel Oliveira.


   




segunda-feira, agosto 01, 2016

VITÓRIA DE GUIMARÃES, 0 - FC DO PORTO, 2 (Troféu Cidade de Guimarães)

O Jogo

Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Troféu Cidade de Guimarães
(Jogo particular)
2016.07.31

MARCAR E NÃO SOFRER...DÁ VITÓRIA E FAZ CRESCER.

               Vitória de Guimarães, 0 - FC do PORTO, 2
                              (Resultado feito na 1ª parte)

FCP: José Sá (90' João Costa) Maxi Pereira, Filipe, Marcano (80' Reyes) Alex Teles (80' João Teixeira) Danilo Pereira (Layún, 2ª parte) Herrera (Rúben Neves, 72') André André (Evandro, 72') Corona (Varela, 72') André Silva (Bueno, 72') e Otávio (Ádrian, 2ª parte).


Equipamento: Alternativo de cor amarela.

Treinador: Nuno Espírito Santo.

Golos: 0-1, por André Silva: Corona trabalha o lance pela esquerda, mete para o interior da área a bola onde um defesa vitoriano a desvia na direção de Douglas para este a rechaçar com os punhos para a frente e André Silva, colocado na posição certa, a emendar forte e rasteiro para o fundo da baliza.

0-2, aos 32', num estupendo serviço de Otávio a colocar a bola por alto no espaço entre a defesa da casa e Douglas, com André Silva a desmarcar-se com ligeireza a receber e a rematar de pé esquerdo por baixo do guarda redes.

A vitória do FC do Porto traduz a superioridade coletiva e individual demonstrada nesta partida,  obtida contra um adversário aguerrido e empenhado de princípio ao fim do jogo em contrariar a supremacia dos dargões.

          A pouco mais de quinze dias do começo das competições oficiais cujos  primeiros confrontos se enteveem muito difíceis e importantes para o êxito da época, o F C do Porto  vai em cinco jogos-treino sem ter apresentado ao mesmo tempo os jogadores  que poderão vir a formar o conjunto base. Sim, porque seria surpreendente que Nuno Espírito Santo preferisse para a baliza José Sá em vez de Iker Casillas, abdicasse de Miguel Layún ou Maxi Pereira e escolhe-se Alex Teles ou Silvestre Varela, mantivesse a incerteza quanto às escolhas para formar o miolo da equipa e hesitasse quanto aos titulares dos lugares da frente, partindo do princípio que neste momento não parece ter melhor alternativa para Marcano e Filipe. Não me parece que o novo treinador do FC do Porto não tenha já em mente a formação definitiva em que vai apostar. O que a mim me vem a causar alguma perturbação é que, antes dos confrontos "a contar", NES apenas uma vez, contra o Vila Real na apresentação no Dragão, poderá "fazer rodar"  a equipa que eleger, ao avesso de que outros treinadores têm vindo a fazer. Como leigo, embora, estranhei que ontem, porque o Vitória constituía um adversário forte, o jogo não fosse aproveitado para um teste sério ao atual valor do conjunto portista.

          Mas Nuno Espírito Santo é que é o responsável e certamente sabe o que está a fazer.

          Do que ontem se passou no estádio D. Afonso Henriques há que destacar a boa forma física do jogadores e a capacidade de disputa da bola que evidenciaram, apesar do natural retraimento numa ou noutra jogada a requerer mais agressividade. É natural. A aplicação foi excelente e os jogadores mostraram empenho e vontade de acertar. E de quando em vez aconteceram bons lances e excelentes pormenores técnicos individuais. E, apesar de o primeiro período ter sido bem melhor do que viria a ser a segunda parte, o futebol praticado foi algo confuso, pouco estendido no relvado, com faltas de parte a parte em excesso, livres mal executados e...demasiados falhanços. Individualmente, os jogadores do FC do Porto estiveram em nível razoável, com destaque para José Sá,  Alex Teles, Otávio e André Silva (estes últimos os maiores) e, noutro lote a seguir Ádrian (a revelar-se finalmente jogador), Máxi Pereira,  Bueno, André André, Danilo, Rúben  e Layún. 

           O FC do Porto poderia ter aberto o marcador logo no primeiro minuto de jogo mas André Silva chutou contra Douglas que saiu bem ao sei encontro a fazer a mancha. Depois foi o Vitória que aos 10' causou alguma fricção num livre de Tozé. Houve outros depois perto da área (demasiados direi) o que não deve ter escapado ao treinador. Aos 27' Otávio num passe soberbo dá oportunidade (mais uma) a André Silva mas foi Douglas que evitou o golo com nova boa defesa; aos 35' é Corona a desperdiçar um doce do baixinho Otávio. No reenício Corona lança para Adrian Lopez que recebe e caminha isolado para a baliza do Vitória, sendo travado em falta. Nem cartão amarelo lhe foi exibido quando o vermelho seria a punição da falta inequívoca. Aos 51' foi Layún a abastecer o canhão de André Silva mas a mancha de Douglas voltou a salvá-lo. Aos 59' excelente elevação e remate de Adrian de cabeça e Douglas defende; aos 68' José Sá anula com defesa a melhor jogada dos vimaranenses em toda a partida. E, aos 84', Varela manda bomba, Douglas defende e Ádrian de cabeça devolve-lhe a bola. Ao findar foi Marcano que negou a João Aurélio a hipótese do golo em corte com a cabeça.

          Coitado do Maicon Machado! Quem terá metido o homem nisto? Anedótico.

         



                            

quarta-feira, julho 27, 2016

BAYER LEVERKUSEN, 1 - FC DO PORTO, 1 (JOGO DE PREPARAÇÃO)

                          

FC Porto-B. Leverkusen, 1-1 (resultado final)
 (Foto Maisfutebol)

          ÚLTIMO ENSAIO DO ESTÁGIO NA ALEMANHA

           Estava à espera de ver Nuno Espírito Santo apresentar uma formação próxima daquela que seria a opção definitiva da escolha de jogadores para entrar nas provas oficiais que se aproximam. Sendo de crer que na primeira parte jogaram inicialmente a maioria dos jogadores que  poderão vir a fazer parte das primeiras escolhas, no segundo período foram quase todos substituídos logo no reinício ou no decorrer da etapa complementar.

       A primeira parte,  não sendo brilhante, longe disso, foi (muito) melhor jogada do que a segunda cuja avaliação do desempenho coletivo e individual torna-se difícil de fazer, tão incaracterístico  e confuso que foi o futebol praticado. Francamente, não dá para extrair ilações positivas sobre o valor do conjunto azul e branco, realidade que tem que ser dada à conta de que o encontro não foi mais do que um treino experimental de sistema de jogo e teste físico para os jogadores.

       O FC do Porto chegou ao golo logo aos 7' no aproveitamento de uma jogada de raça de Otávio pela esquerda, o qual ganhou em esforço uma bola para a ceder de bico a André Silva que sobre o guarda redes alemão a desviou para a baliza com a oportunidade que o caracteriza. Depois do Bayer ter criado duas boas oportunidades para empatar a partida, foi de novo André Silva que, aos 29' tentou  introduzir a bola na baliza levantando-a sobre a cabeça do g.r, mas o chapéu ficou largo e o lance perdeu-se sobre o travessão. Com mais uma boa jogada aos 36', a equipa portista chegou ao fim da primeira parte a jogar na área dos alemães. Como atrás referi, no segundo tempo quase nada aconteceu de relevante a não ser aos 85' numa investida individual de Varela ao correr com a bola até perto da área contrária e a rematar fraco e ao lado. O Bayer empatou aos 58' com  um golo de Chicharrito, numa troca de bola dentro da área portista, sem culpas para José Sá.

       NES fez alinhar: Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Filipe, Layún, Otávio, Herrera, André André, Corona, André Silva e Bueno; na segunda parte entraram: José Sá, Varela, Reyes, Alex Telles, Rúben Neves, João Teixeira, Ádrian Lopez, Evandro, Brahimi e Aboubakar. 

       Vamos ter que esperar pelo jogo próximo com o Vitória de Guimarães na esperança de poder conhecer o que Nuno Espírito Santo tem na cabeça quanto aos jogadores que merecem a sua confiança. 

       O estádio estava bem composto de público e a equipa portuguesa equipada com as camisolas tradicionais foi muito apoiada pela falange de adeptos que se fizeram ouvir durante toda a partida.