quinta-feira, abril 19, 2018

POSTE DECIDIU QUEM VAI AO JAMOR

 
 (Imagem O JOGO online)

Taça de Portugal
1/2 final - 2ª mão (1-0, no Dragão)
Estádio Alvalade XXI, Lisboa
Transmissão tv -Hora: 20:30
Tempo: bom
Relvado: bom
Assistência: estimada acima de 40000
Claques portistas: 2500 aprox.
2018.04.18 (4ª feira)


          Sporting CP, 1 - FC DO PORTO, 0 - Com prolongamento:5-4 em penaltis.
                                     (ao intervalo: 0-0)

SCP alinhou com: Rui Patrício, Piccini, aos 72 Ristowsky, Mathieu, Coates, Fábio Oentrão, aos 76' Montero, Gelson Martins, Brayn Ruiz, Accuña, Bruno Fernandes e Bas Dost, aos 105' Doumbia.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jorge Jesus

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 76' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, aos 83' Diego Reyes, Ricardo Pereira, Yacine Brahimi e Toquinho Soares, aos 66' Vincent Aboubakar. Suplentes não utilizados: Vaná, Diogo Dalot, Jesús Corona e Moussa Marega.
Equipamento: camisola tradicional e calção e meias brancos.
Treinador: Sérgio Oliveira

Árbitro: Jorge Sousa, AF do Porto. VAR: Hugo Miguel

MARCADOR: 1-0 aos 85' por COATES, na sequência de pontapé de canto onde  Iván Marcano dentro da área bate deficientemente a bola ao encontro de Mathieu, o qual remata de primeira ao interior do poste seguindo a bola ao longo da linha de baliza onde entrou no lado contrário, sem possibilidade de defesa para Iker Casillas. Na marcação de pontapés de grande penalidade para decidir o finalista da Taça, Iván Marcano iniciou a série rematando contra o mesmo poste donde resultou o golo do triunfo leonino no período dos primeiros 90'; todos os penaltis a seguir foram convertidos por Bruno Fernandes, Bryan Ruiz, Mathieu, Coates e Montero, pelo Sporting, e Alex Telles, Felipe, Óliver Torres e Diego Reyes, pelo FC do Porto.

        O poste onde a bola batida por Mathieu fez o resultado do jogo, foi o mesmo onde esbarrou o forte pontapé de Iván Marcano que concedeu ao Sporting CP a oportunidade de chegar à final da Taça no estádio do Jamor, em Oeiras,  dado que nenhum outro jogador falhou a marcação.  Ao longo dos 120' que a partida teve, o Futebol Clube do Porto terá estado mais perto de chegar à final, sobretudo pelo que a equipa produziu nas duas partes do tempo normal, nos quais conseguiu manter invulnerável a estratégia que escolheu para controlar o adversário e preservar a vantagem obtida na primeira mão. Ao contrário do que era previsível dado o anunciado desgaste que o treinador do Sporting fez questão de admitir, foi o SCP quem mais foi subindo de rendimento, ainda que algo desordenado e avulso, à medida em que o tempo ia escasseando, ao contrário do FCP que foi baixando a intensidade da pressão ao adversário na sequência das sucessivas substituições permitidas. 

       Um lance ocorrido na grande área da equipa de Alvalade no minuto seguinte ao golo que empatou a eliminatória, na sequência de um livre apontado por Alex Telles, Felipe elevou-se e rematou de cabeça à barra, e no ressalto sucederam-se outros dois remates idênticos, o último de Diego Reyes, cuja bola, depois de bater por baixo do travessão da baliza e transpor a linha de branca, foi o golo invalidado por ter sido assinalado (bem) fora de jogo "centimétrico"  a Felipe pelo auxiliar do árbitro confirmado pelo VAR. No derradeiro  lance da partida foi Yassine Brahimi a ver gorada a oportunidade de empatar a partida ao rematar rente à barra.

      A exibição do Futebol Clube do Porto não terá sido a que seria expectável esperar depois do que antes os beligerantes tinham mostrado ser capazes de fazer. No cômputo final, a passagem do Sporting CP  não é de todo imerecida porquanto foi capaz de resistir à melhor organização do adversário em largos períodos do primeiro tempo, e superiorizar-se nos momentos cruciais e decisivos da partida.

      Individualmente, sobressaíram no desempenho no Futebol Clube do Porto, Maxi Pereira e Felipe, na defesa, o capitão Hèctor Herrera (quiçá a exibição mais conseguida da equipa), Ricardo Pereira e Tiquinho Soares. Dos que foram a jogo, deu nas vistas Vincent Aboubakar, pela negativa, sendo indisfarçável  o mau momento de forma que atravessa.

      Neste jogo, as decisões do árbitro da AF do Porto, Jorge Sousa, bem como as dos seus auxiliares e até do VAR, não tiveram influência direta no resultado se levarmos em linha de conta que Tiquinho Soares não foi rasteirado por Coates, aos 53' e em condições de fazer golo, lance que para mim não ficou, no momento. devidamente esclarecido, e que a bola no braço de Mathieu, evidente, terá sido acidental.

       

      

         




 

segunda-feira, abril 16, 2018

AOS NOVENTA, A BOMBA REBENTA E APAGA A LUZ.

 O Jogo
Liga NOS 
3ª jornada
Estádio da Luz
Visionamento "à Inácio"
Tempo: s/ chuva. Relvado: bom
Assistência: 63526
2018.04.15

                         SL Benfica, 0 - FC DO PORTO, 1

                                             (ao intervalo: 0-0)

SLB alinhou com: Bruno Varela, André Almeida, Ruben Dias, Jardel, Grimaldo, Feiza, Pizzi, aos 87' Seferovic, Zivkovic, Rafa, aos 86' Salvio, Cervi, aos 84' Samaris e Raúl Gimenez. 
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Rui Vitória

FC Porto alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, aos 74' Óliver Torres, Otávio, aos 80' Jesús Corona, Yacine Brahimi, Tioquinho Soares, aos 83' Vincent Aboubakar e Moussa Marega. 
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto). VAR: Tiago Martins.

GOLO: aos 90' por Héctor Herrera batendo a bola de pé direito na cabeça da área fazendo com que ela fosse entrar como um missel teleguiado fora do alcance de Bruno Varela. Um golaço de deixar sentados e calados mais de sessenta mil nas bancadas (menos 3400 da claque portista) e atónitos 13 500 000 contabilizados pelo markting da marca eusebiana. 

   Até agora e desde que a anomalia existe, não acompanhei em direto pela tv um único jogo que tivesse decorrido no estádio da luz, salão preferido de festas portistas.  Nem faço a mínima intenção de o vir a fazer enquanto a exceção ilegal permanecer, como jamais subscreverei uma assinatura do canal que dali transmite os jogos em regime de exceção. Nem de "borla" a aceitaria.


   Tentei acompanhar "à Inácio" mas as condições não eram animadores e desisti. Decidi esperar pelo fim do jogo para obter informação credível que me habilitasse a compor um comentário ainda que sucinto sobre as incidências de maior relevo, tendo percorrido em zapping vários sítios onde os jogos são abordados. E apurei que 


              - O Futebol Clube do Porto foi a equipa que mais e melhor jogou para vencer e acabou por justificar o triunfo;


               - que a arbitragem de Artur Soares Dias foi excelente, imparcial, cega e surda à cor e ao ruído de antes e durante a partida;

               - que Sérgio Conceição levou para Lisboa uma tática e uma ideia de jogo para vencer, e que Rui Vitória contava muito com a sorte (e quiçá, não só...) para empatar e segurar a liderança;

               - que os jogadores do Futebol Clube do Porto superaram os adversários em qualidade e entrega ao jogo;


               - que, "last but not least" (último mas não de menor importância) o Futebol Clube do Porto está no topo da classificação geral e reforçou credenciais para vir a ser campeão. Contra um e contra tudo.


       Os comentadores avençados denunciaram grande parcimónia no recurso à  adjetivação qualificativa do decisivo, memorável e espetacular golo do mexicano capitão da equipa do Futebol Clube do Porto, Hèctor Herrera. Esperavam poder atribuí-los aos do costume, mas não tiveram oportunidade para isso...É a vida.

     Remígio Costa

              -

   
   

 


  


          

segunda-feira, abril 09, 2018

AVES ABATIDAS COM DOIS CARTUCHOS


 
 (Foto "O Jogo" online)

Liga NOS
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
TV - Hora: 16:00
Tempo: chuva permanente
Relvado: bom estado
Assistência: 39 213
2018.04.08


              FC DO PORTO, 2 - CD das Aves, 0
                                      (ao intervalo: 2-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Otávio, aos 77' Óliver Torres, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 61' Hernâni e Tiquinho Soares, aos 88' Gonçalo Paciência. Não utilizados: Vaná, Maxi Pereira, Diego Reyes e Paulinho.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

AOS 22', levantou-se nas bancadas a assistência, para homenagear com demorada salva de palmas o detentor da camisola azul e branca com o nº 22, DANILO PEREIRA, que estava presente, o qual se encontra em recuperação de intervenção cirúrgica recente ao tendão de aquiles.

Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro) - 4º árbitro: Helder Lamas. VAR: Vasco Santos. Auxiliar VAR: Luciano Maia.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 8' por ALEX TELLES, na conversão de pontapé de grande penalidade por falta de Sonny sobre Ricardo Pereira; 2-0 aos 11' por OTÁVIO, a aproveitar à entrada da área a tentativa de alívio de defesa do Aves em jogada que envolveu grande número de jogadores de ambas as equipas.

        Em três minutos, ficou decidido o resultado da partida. Nos oitenta e quatro minutos seguintes à obtenção do segundo golo foi, principalmente, Adriano Facchini, guarda redes da equipa do Desportivo das Aves, quem segurou os números finais do marcador com, pelo menos, mais meia dúzia de intervenções de grande qualidade a negar a possibilidade de uma goleada que, em boa análise, o Aves não merecia pela forma equilibrada como se exibiu e pelo empenho que mostrou para a obtenção do melhor resultado. 

      Com margem de segurança relativamente confortável, o Futebol Clube do Porto tentou estabelecer um ritmo pouco intenso no desenvolvimento das jogadas sem prejuízo de manter a toada ofensiva e procurar a dilatação dos números. Mas, tal como sucedeu nas últimas jornadas, a ineficácia no remate e a  inoperância na conclusão de lances passíveis de terminarem em golo ainda não foram superadas.

     Com a reconstituição da melhor dupla de centrais a jogar em Portugal e o regresso do melhor lateral esquerdo do campeonato e Iker Casillas na baliza, a equipa portista garantiu uma solidez defensiva de confiança. E maior e melhor presença na área contrária para tirar dividendos nos lances da dita "bola parada" (efetivamente, bola parada não aproveita ao jogo). Ao capitão Hèctor Herrera e Sérgio Oliveira juntou-se, agora, Otávio para dar mais criatividade e irrequietude ao coração da equipa; e no confronto de ontem, Ricardo Pereira fez (muito bem), na direita, o que Jesùs Corona em breve vai continuar...Yacine Brahimi participa, desdobra-se, movimenta-se mas enreda-se demasiado na própria teia que cria...Vincent Aboubakar e Tiquinho Soares apenas precisam de subir os números do ponteiro do conta-quilómetros...Dos suplentes que foram chamados a jogo, Óliver Torres e Hernâni, com mais tempo do que Gonçalo Paciência, foi o habilidoso jovem espanhol quem mais e melhor se integrou no andamento do jogo.

      O louletano Nuno Almeida teve a sorte de não se ter deparado com situações muito difíceis de julgar e logrou, desta vez, atingir nível suportável na atuação. Contudo, não evitou erros escusados, como o de não ter mandado a bola duas vezes para a marcação de cantos e deixar no bolso um cartão amarelo para Tiquinho Soares quando este pisou o calcanhar de um adversário mesmo que o lance tivesse carater acidental. Almeida não tem estilo, nem perfil de ajuizador e apenas é grande na medida da altura. Com a idade que tem já não terá tempo para crescer.

terça-feira, abril 03, 2018

DRAGÃO BATE DE FRENTE CONTRA A TORRE DE BELÉM.

 .

Liga NOS 
28ª jornada
Estádio do Restelo, Belém (Lisboa)
TV - Hora: 20:00
Tempo: estado de chuva. Temperatura: 14º
Relvado: bem tratado 
Assistência: predominância portista (cerca de 8000)
2018.04.02 (2ª feira)


   FC "Os Belenenses, 2 - FC DO PORTO, 0
                                  (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 52 Paulinho, Felipe, Osório, aos 72 Danilo Pereira, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera(C), Yassine Brahimi, Ricardo Pereira, Vincent Aboubakar, aos 56' Gonçalo Paciência e Tiquuinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná, Diogo Dalot, Diego Reyes e Óliver Torres.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Oliveira.

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa) - 4º árbitro - Fábio Filó; VAR: Artur Soares Dias.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 10' por NATHAN na sequência de desentendimento entre Felipe e Osório em que ambos procuraram ao mesmo ficar com a bola, de que beneficiou o médio da equipa de Belém para se isolar, e frente a Iker Casillas atirar para a baliza numa execução simples e eficaz; 2-0 aos 70' por MAURÍDES, acabado de entrar na partida, batendo a bola com a cabeça entre os centrais portistas, vinda de pontapé de canto.


    A exibição global da equipa líder do campeonato há 23 jornadas no decorrer de todo o tempo de jogo, esteve muito longe de corresponder à responsabilidade de um real candidato ao título de campeão. A partida antevia-se difícil, mas poucos portistas imaginariam que o Futebol Clube do Porto regressasse de Belém sem pontuar, e sobretudo sem ter conseguido produzir uma exibição que deixasse tranquilos os seus adeptos quanto ao que ainda falta cumprir até ao final da prova. Neste confronto em que ao FC do Porto era necessário dar, pelo menos, uma imagem de confiança e força anímica saudável e de coesão coletiva, ficou patente uma fragilidade individual e de conjunto incapaz de ultrapassar um adversário determinado, lutador e extremamente bem organizado, feliz sem dúvida, mas que justificou amplamente a vitória alcançada sem mancha nem favorecimento lesivo das regras do jogo.

    O FC do Porto não beneficiou da paragem da competição, apesar de ter recuperado de longas lesões Alex Telles, Tiquinho Soares e Danilo Pereira, e chamado à equipa pela primeira vez Osório, bem como os menos utilizados até agora, Paulinho e Gonçalo Paciência. Pouco acrescentaram (ou nada) ao valor do conjunto, e as exibições mais pareceram do princípio de época. Iván Marcano fez muita falta. Por outro lado, e não obstante o domínio territorial avassalador em quase todo o tempo de jogo (a maior parte decorreu dentro da área da equipa de Silas), as decisões na finalização das jogadas foram quase todas eles imprecisas, denunciadas e fora de tempo, e aquelas que chegaram à baliza foram (muito bem) resolvidas pela qualidade das defesas do guarda redes André Moreira.

    Nada há de melhor do que os reconhecer e aprender com os erros. O Futebol Clube do Porto já mostrou nesta época ser capaz de fazer mais e melhor. Tem ainda seis oportunidades para o provar. Já esgotou a quota para errar para poder manter a classificação de melhor equipa do campeonato.

    Finalmente, uma arbitragem que não influenciou um resultado altamente negativo para o Futebol Clube do Porto.  O árbitro lisboeta Hugo Miguel cumpriu a sua obrigação, julgou com imparcialidade o que entendeu punir, não complicou o que não era de complicar, e o seu trabalho não teve nenhuma influência no resultado. Salvo uma ou outra pequena picardia que em qualquer jogo acontecem, os jogadores também não se excederam no comportamento, e a falta de casos duvidosos deve ter constituído um tédio anormal para o Artur Soares Dias no VAR da Cidade do desporto. E compensou em tempo ajustado, as tentativas de atrasar o andamento do jogo por parte do guarda redes de Belém.


 

domingo, março 18, 2018

V.A.R. COM (MUITO) BOA VISTA.

Liga NOS
27ª jornada
Transmissão TV - Hora: 20:30
Tempo: bom. Relvado:excelente
Assistência: 45200 espectadores
2018.03.17 (sábado)


            FC DO PORTO, 2 - Boavista FC, 0
                                (ao intervalo, 1-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 85' Jesùs Corona, Felipe, Iván Marcano, Diogo Dalot, Héctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Otávio, aos 52' Óliver Torres (100º jogo) Ricardo Pereira,
Yacine Brahimi e Vincent Aboubakar (100º jogo), aos 80' Gonçalo Paciência. Não utilizados: Vanã, Diego Reyes, Hernâni, e Tiquinho Soares.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto) - V.A.R. Bruno Esteves. A.V.A.R. António Godinho.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 2' por FELIPE, em remate de cabeça na sequência de pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira no lado direito; 2-0 aos 62' por HÈCTOR HERRERA resultante da interceção de reposição da bola em jogo pelo guarda redes do Boavista, Wagner, a entrar na área e a bater sem remissão.
Aos 71' o árbitro Manuel Oliveira, por indicação do segundo auxiliar, mandou para penalti uma falta cometida sobre Maxi Pereira; Sérgio Oliveira, encarregado da execução do penalti, escorregou no pé (esquerdo) de apoio ao bater a bola com a bota do direito, fazendo golo. O árbitro validou o golo sem hesitar, mas Bruno Esteves, o VAR, deu-lhe indicação para confirmar a legalidade da execução no recetor do relvado, e Oliveira, após a visualização, alterou a decisão e invalidou o golo considerando que na execução do remate tinha havido dois toques.

         Aos 40' o jogador do Boavista Victor Hugo, que entrara no jogo poucos antes em substituição de um colega que se lesionara, entrou de modo violento na disputa da bola com Sérgio Oliveira, lance que em qualquer parte do mundo incluindo Lichenstein ou o Tibet seria punido com a pena de expulsão, pura e simples do agressor, o que Manuel Oliveira determinou parentoriamente puxando, lesto, do cartão vermelho, mas que o atento, vigilante, criterioso especialista instalado na Cidade do Desporto contestou e, de novo, "ordenou" a visualização ao juiz pusilâmine e obediente, que fez "marcha-à-ré" e recuperou o amarelo com os agradecimentos públicos do infrator e os aplausos entusiásticos do seu treinador e do seu séquito. Estou errado? Não é assim? Então compare-se a intensidade e grau de perigosidade da "agressão" a Sérgio Oliveira, com a obstrução a meio a campo de Hèctor Herrera a um jogador do Boavista numa jogada de contra ataque, esta muito bem punida com cartão amarelo.
Por coincidência, o Bruno Esteves, esteve (ou não Estebes?) na Vila das Aves, mas aí, ainda que a falta dentro da área cometida sobre Danilo Pereira tivesse sido tão à vista que até uma toupeira (honesta) a teria notado debaixo da terra mesmo que seja cega por natureza, ai, aí, não, aí, o senhor Esteves, não viu o corno nem a ponta.

     Em questão de eficácia do VAR o Futebol Clube do Porto é pioneiro: a) na reversão de um cartão vermelho para amarelo, e, b) anulação de um golo na conversão de penalti porque (acidentalmente) o marcador chutou a bola com um pé e esta bateu no outro no preciso momento em que ele escorrega. Sempre à frente, em tudo.

   Vamos lá ao jogo-jogado. O Futebol Clube do Porto iniciou a partida a vencer, com o golo de Felipe no 2' minuto. Contudo, um golo prematuro raramente conduz a goleada e a um domínio absoluto do jogo, como depois se veio a confirmar sobretudo no primeiro período em que a partida decorreu equilibrada, com o adversário a tentar aproveitar-se de algum entorpecimento com que o FC do Porto  estava a tentar, sem o conseguir, assumir o comando do encontro, tardando em responder com determinação à maior agressividade que o adversário usava na disputa da bola. No período complementar, com uma entrada mais vigorosa e assertiva, que depois se prolongaria até ao fim, a equipa portista subiu o nível geral do seu desempenho acelerando as movimentações ofensivas e mantendo a normal e habitual coesão e eficácia defensiva, criando várias situações para alargar o resultado sem permitir que o adversário tivesse chegado com real perigo a ameaçar Iker Casillas uma vez que fosse.

    Com a defesa a atuar ao nível do valor que lhe é reconhecido,nela incluindo IKer,  Felipe, subiu mais alto; no miolo, a recomposição a dupla Hèctor Herrera - Sérgio Oliveira oferece á equipa condições de sucesso. O mexicano é, de jogo para jogo, uma peça determinante para caldear o futebol da equipa reforçando o estatuto de pedra angular do seu rendimento. Na frente, saúdo o regresso de Vincent Aboubakar à sua maneira de atuar, desenvolto e participativo, terrível na querela um a um pela posse da bola. faltando-lhe ter obtido o golo para poder ser tido como o atleta mais destacado da noite. Também o Ricardo Pereira deu nas vistas pela soma de ações úteis que desenvolveu e pela aplicação com que o fez.

     O mais belo estádio de Portugal teve noite de casa cheia. Muitos adeptos fiéis, agora, levando os filhos e demais família para festejarem da melhor maneira "o dia do Pai", perto daqueles que se batem pelo emblema que os guia. Belo momento de confraternização de uma parcela da "nação" portista, ímpar manifestação de crença e de confiança quanto ao futuro vitorioso do Clube, distinta prova da empatia que se estabeleceu entre a equipa e os seus apoiantes.

     "Contra tudo e contra todos", seremos Campeões!
       

segunda-feira, março 12, 2018

JOGO DE ZARAGATA COM APITO DE LATA.

       COM PAIXÃO
Liga NOS
26ª jornada
Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
Tv - Hora: 20:15
Tempo: chuva intensa, vento forte e frio (8º)
Relvado: ensopado e com lama
Assistência: acima de 7000 (maioria "Onda Azul)
2018.03.11


     FC Paços de Ferreira, 1 - FC DO PORTO, 0
                                 (ao intervalo: 1-0)

FCPF alinhou com: Felgueiras, João Góis, Rui Correia, Miguel Vieira, Quiñones, Assis, Rúben Micael,aos 84' Vasco Rocha, Pedrinho, Filipe Ferreira, Xavier, aos 87' Ricardo e Luz Phellipe, aos 90' Bruno Moreira.
Equipamento: oficial tradicional de cor amarela.
Treinador: João Henriques.

FCPorto alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Diogo Dalot, André André, aos 63' Gonçalo Paciência, Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 75' Hernâni, Yacine Brahimi, Majeed Waris, aos 54' Otávio e Vincent Aboubakar. Não utilizados: José Sá, Maxdi Pereira, Paulinho e Diego Reyes.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal): VAR: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

GOLO: aos 34' 1-0, na conversão de assistência da ala esquerda feita por Assis com remate à boca da baliza de FILIPE FERREIRA, a concluir um lance criado na sequência de pontapé de canto.

       Neste campeonato ainda não tinha visto um jogo disputado sob condições atmosféricas tão desfavoráveis à prática de futebol: chuva constante e intensa, vento forte e temperatura a rondar os oito graus, que converteram o relvado num piso encharcado e enlameado propício a jogadas confusas, em numero elevado de faltas e interruções excessivas, agressividade se não mesmo  violência com risco da integridade física dos atletas, que prejudicam a prática de futebol transformando os jogos em zaragatas de arruaceiros quando tem a controlá-lo um árbitro incompetente e vai para o jogo inseguro e pressionado por fatores externos.

       O FC do Porto deve ter feito a pior exibição da época. A começar por Sérgio Conceição, cujas culpas ele assumiu como é timbre da sua personalidade. Não foi feliz na escolha dos jogadores para um jogo com as características do tempo que fazia e do momento que atravessa a equipa de Paços de Ferreira, nem com a atuação individual da maioria daqueles que mandou para o jogo. Também não pôde contar com uma réstia de fortuna que pode mudar o desfecho da partida quando a equipa cria oportunidades suficientes para ser feliz, quando o adversário também não o faz mas a sorte o premeia.

       Em situação de desespero na tabela classificativa, o Paços de Ferreira deu nesta partida o que tinha e o que não tinha e lhe foi oferecido. Pelo FC do Porto e pela dupla incompetência de Paixão & Xistra. Bateu-se bravamente até à exaustão, foi buscar capacidades que noutros jogos não usou, e sob estas premissas mereceu o triunfo. Beneficiou do estado do relvado, da apatia do adversário no primeiro período da partida e teve a seu favor a complacência e tradicional parcialidade de critério do falhado árbitro Paixão nas inumeráveis perdas de tempo em lesões simuladas e reposições de bola que ensombraram a os três pontos conquistados e desvalorizaram ainda mais o futebol português.

       Há vida para além de Paços de Ferreira. Não será um (mau) resultado que irá  desmoralizar e abater a "Onda Azul". Estou seguro de que no FC do Porto não haverá "gabinete de crise" para encarar os adversários de frente, nos estádios.

     

          

      

quarta-feira, março 07, 2018

"EU QUERO VER O PORTO CAMPEÃO, OLÉ"!


(o JOGO ONLINE)

Liga dos Campeões
1/8 final - 2ª mão
Estádio de Amfield Road, Liverpool (GB)
Transmissão RTP1 - Hora: 19:45
Tempo: frio (5º C) - Relvado: excelente
Lotação completa - 3000 apoiantes portistas
2018.06.03


           Liverpool F.C.,0 -FC DO PORTO, 0

Resultado da 1ª mão: FC Porto, 0 - Liverpool, 5
Na eliminatória: 5-0)

Liverpool FC alinhou com: Karius, Gomez, Matip, Lovren, Moreno, Henderson, Enre Can, aos 80' Klavan, Milner, Lalana, Firmino, aos 62' Ings e Nané, aos 74' Salan.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Jurgen Klopp

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe (C), Diego Reues, Diogo Dalot, André André, aos 62' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, Bruno Costa (FCP B em estreia absoluta), Jesùs Corona, Majeed Waris, aos 67' Ricardo Pereira e Vincent Aboubakar, aos 80' Gonçalo Paciência. Não utilizados: José Sá, Luís Mata (FCPB), Otávio e Yacine Brahimi.
Equipamento: oficial tradicional: camisola com listas azuis verticais e calção azul.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Félix Zloager (Alemanha)

    Três mil (espantosos) adeptos do Futebol Clube do Porto ocuparam uma bancada do mítico estádio Amfield Road, em Liverpool (Inglaterra) cantando incessantemente durante o jogo, "Eu quero ver o Porto campeão, olé", dando deste modo um voto de apoio e de confiança à equipa e aos seus técnicos que, no relvado, enfrentava uma das melhores equipas da atualidade do Reino Unido e da Europa com uma desvantagem de cinco golos a favor dos ingleses vinda da noite anormal da 1ª mão decorrida no estádio do Dragão.

   Estando teoricamente decidida a eliminatória e porque algumas das pedras mais utilizadas do plantel estão impedidas de jogar por força de lesões contraídas, e ainda para aliviar outras da intensa carga de jogos que até esta altura já somam nas provas internas e externa em que a equipa participa ou participou, Sérgio Conceição optou, em alternativa corajosa mas consciente, de chamar a jogo alguns jogadores até agora menos utilizados, recorrendo mesmo à formação do FC do Porto B, do mister António Folha, para completar o naipe mais valioso possível para fechar com dignidade e honra a participação na prova mais importante do calendário do UEFA, a Liga dos Campeões.

   E a equipa correspondeu de forma altamente elogiável à confiança do seu treinador e deixou os adeptos presentes bem como os milhões que seguiram o encontro pela tv (eu na estação oficial para não ter que cortar o som para não ouvir o Luís Freitas Lobo, como costumo fazer...) reconhecidos pelo esforço e pela entrega dos protagonistas que são os atletas, que mereceram inteiramente a homenagem recíproca que aconteceu no termo do jogo onde ficou demonstrada à saciedade a empatia que os jogadores e o seu treinador estão a viver e a manifestar.

   Relativamente à equipa do Liverpool FC não custa reconhecer que atravessa nesta fase um momento excecional de confiança baseada na categoria dos seus craques e no excelente futebol que pratica. Segue na terceira posição da melhor Liga do Mundo a escassa distância da equipa de Mourinho, ManUnited, que é segundo. Basta.

   No Futebol Clube do Porto foram os mais experientes que, pelo seu excelente desempenho, constituíram (bom) exemplo para o comportamento dos mais jovens. Na baliza esteve o enorme Iker Casillas, tomando como prova verídica a imagem inesquecível da defesa aos 88', em suspensão após a descolagem do relvado, para mandar "às urtigas" a bola orientada para sentenciar o desfecho da partida. Que honra pertencer Iker (171 jogos na Liga maior!) ao plantel do FC do Porto! Releve-se (também) Maxi Pereira e o capitão Felipe, como pedras fulcrais da solidez da defesa, da concentração diligente de Diego Reyes, do coração e da aplicação generosa de André André, da persistência e teimosia na luta de Jesús Corona, do trabalho generoso do aplicado Óliver Torres para se orientar no interior da floresta sem bússula mas com astúcia, ficando perto de ser o herói da noite quando o remate que fez dentro da área esbarrou na canela de um defesa e não passou o risco branco da baliza para o golo do triunfo por mera casualidade, e por fim, Vincent Aboubakar, cauteloso mas desperto na "rodagem" da máquina para o que aí vem.

   Mas quem encanta é Diogo Dalot! Quantos jogos leva na primeira equipa? Meia dúzia!? Não é possível, ele comporta-se como adulto predestinado, é "craque" de sobra!. Quem conhecia Bruno Costa, quem? Era preciso ir à equipa FC do Porto B, acompanhar os jogos no Porto Canal, saber quem fez golo ao Liverpool B, e está nos quartos da Young League, para fazer uma (pequena) ideia de quem é o que vale. Esteve melhor adiantado na segunda parte do que na primeira mais recuado.

   Majeed Waris não fez uma partida de "encher o olho" mas há que reconhecer a sua aplicação. Mais ambientado, tem qualidade para aproveitar; conseguiu um remate à entrada da área com intenção mas defendido por Karius, perto do poste. Ricardo Pereira, entrou fogoso na ação como nos habituou, Sérgio Oliveira deu vigor e reforço à linha intermediária faltando-lhe um livre para marcar a seu jeito.

   O alemão Félix Zloager (presumivelmente amigo de Klopp) é árbitro de qualidade e ajuiza com critério. Deixaram, porém, dúvidas a entrada ao calcanhar de Jesùs Corona, e um "aperto" dentro da área ao mesmo jogador. 

  A terminar, registe-se que Hèctor Herrera e Iván Marcano assistiram à partida na bancada (por opção do mister), Alex Telles, Danilo Pereira, Tiquinho Soares e Moussa Marega estão em recuperação de lesões sofridas no campeonato. 

  Contando com todos, incluindo o apoio dos sócios e simpatizantes

      "EU QUER VER O PORTO CAMPEÃO, OLÉ"!