segunda-feira, fevereiro 27, 2017

PORTO VENCEU O VERÍSSIMO DERBY DA INVICTA CIDADE.

 

Liga NOS
23ª JORNADA
Estádio do Bessa, Boavista, Porto
Sport tv - 20:15 horas
Espectadores: 13549 (maioria de apoiantes portistas)
2017.02.26

                    Boavista FC, 0 - FC do PORTO, 1
                                      (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Boly, Iván Marcano (C), Danilo Pereira, André André, aos 84' Miguel Layún, Óliver Torres, Jesùs Corona, na segunda parte, Diogo Jota, Tassine Brahimi, aos 71' Otávio e Francisco Soares.
Equipamento: alternativo amarelo
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Àrbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLO: aso 7' obtido por Francisco Soares na conclusão dentro da área de uma sensacional jogada da equipa, com Óliver Torres na linha média a lançar à direita para Jesús Corona com o mexicano a cruzar tenso para a entrada de rompante do marcador.


             O derby portuense merecia ter tido um árbitro. Não um pretenso candidato a árbitro. Fábio Veríssimo, veio de Leiria até à cidade Invicta sabe-se lá com que intenções para protagonizar um desempenho a todos os títulos de má qualidade, objetivamente persecutório contra os jogadores e equipa do Futebol Clube do Porto. Dando roda livre aos boavisteiros na agressividade com que usavam na recuperação da bola, foi André André a ver o primeiro cartão amarelo em lance em que chega atrasado com o pé à bola, absolutamente casual. Mantendo uma dualidade de tratamento na apreciação de entradas idênticas sempre rigoroso para os Dragões e complacente para os Panteras, Veríssimo viria a negar no decorrer da partida duas grande penalidades em que intervieram Francisco Soares, primeiro e, no segundo período, Maxi Pereira, sendo o defesa direito punido com cartão amarelo por simulação vindo depois a ser expulso com a amostragem de um segundo em jogada absolutamente corrente na disputa da bola, mais parecendo querer equilibrar em número de jogadores as duas equipas uma vez que os boavisteiros estavam reduzidos a dez por expulsão por jogo jogo violento e acumulação de faltas de um jogador. Jesùs Corona ficou no balneário lesionado no tendão de Aquiles por uma entrada "assassina" e o agressor ficou em campo com uma advertência amarela. Mas Verísimo considerou dever penalizar o avançado quando este se dirigia para o túnel no fim do primeiro tempo porque empurrou o seu agressor sem resquícios de violência. Seguiu-se a habitual cena do banco do Estádio do Bessa quando querem armar confusão e lá apareceu o inefável Alfredo a querer abater meio mundo. Nuno Espírito Santo apontou-lhe o dedo ao nariz e o árbitro Veríssimo entendeu que é feio apontar e expulsou o treinador do Porto ficando eu a cogitar a razão por que o terá feito.

             Maxi Pereira foi amarelado em nove anos equipado de vermelho menos de meia dúzia de vezes. Desde que veste de azul e branco já lhe perdi a conta! Não significa nada, é apenas estatística...

             Veríssimo protagonizou um papel de trapalhão de um corso carnavalesco e apenas não estragou um grande espetáculo de futebol porque apesar de perseguido e prejudicado a equipa do Futebol Clube do Porto foi valente, abnegado, estóico e brilhante em todo o jogo, com ênfase para o primeiro período do encontro em que produziu uma das melhores exibições já vistas neste campeonato.

             Não querem que se fale de arbitragens!? Pois não. Mas, se são os árbitros os principais protagonistas dos jogos como calar os protestos dos lesados? 

 

             Claro que foi um excelente derby. Evidentemente que houve momentos de grande espetáculo. Certo que o Boavista FC deu luta até à exaustão. Todos puderam constatar que o Futebol Clube do Porto está em excelente momento, logrou atingir um nível nunca viso esta época no primeiro período, mostrou ter argumentos para disputar o título e vencer a prova mesmo que tenha de vencer também o Conselho de arbitragem, que nomeia o algarvio vermelhão Nuno Almeida para garantir a vitória à equipa da Dona Victória e cumpriu. Viva o Carnaval de Loulé!

            Com Iker Casilhas a brilhar, Maxi e Telles a encantarem, Marcano a comandar e Boly a (bem) assimilar, a defesa menos batida da europa é de espantar. André André, sempre em pé, confia tanto na segurança de Danilo Pereira, como no estilo e precisão de passe d Óliver Torres, á sua beira; Yassine Brahimi, faz com o bola o que que um encantador de serpentes árabe faz da música da flauta, Jesùs Corona, rabisca uns desenhos e deles nasce um quadro de Almada; Francisco Tiquinho Soares joga a bola com um  puto da rua e não lhe interessa mais nada: a sua obcessão é o golo, a sua paixão a baliza "do outro". E o banco do Porto é mais seguro que o NB ou a CGD. Paga juros altos e a tempo, com Diogo Jota, Otávio e Miguel Layún, a trabalhar em conjunto como se fossem só um. E há André Silva, podem ter a certeza que ele aparecerá.

             Grande apoio dos adeptos portistas no Bessa. É muito bom constatar que os apoiantes acreditam.

RC. 

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

TELLES TRAÇOU DESFECHO DO JOGO.

 
(O JOGO online)

Liga dos Campeões
Oitavos de final - 1ª mão
Estádio do Dragão, Porto "Cidade Melhor Destino Europeu" 2017
Sportv1 - 19:45h
2017.02.22
Tempo frio e seco
Relvado excelente
Lotação esgotada (49200 esp.)
Apoiantes italianos: cerca de 3000.


   FC do PORTO, 0 - JUVENTUS (Turin - Itália), 2
                                    (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Maxi Pereira, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Rúben Neves , aos 65' Jesùs Corona, Hèctor Herrera (C), Yassine Brahimi, aos 73' Diogo Jota, André Silva, aos 30' Miguel Layún.
Equipamento: alternativo preto
Treinador: Nuno Espírito Santo

JUVENTUS alinhou: Buffon, Lichteiner, aos 73' Dani Alves, Chiellini, Barzagui, Alex Sandro, Khedira, Pyanic, Quadrado, aos 67´Biaca, Dybala, aos 85' Marquízio, Mandzukic e Higuain.
Equipamento; branco com listas pretas
Treiandor: Maximiniano Allegro

Árbitro: Félix Britch (Germânico)

GOLOS: 0-1 aos 72' por Biaca no aproveitamento de lance em que a bola ressalta em Miguel Layún para a zona central da área onde o italiano surge sem marcação e atira para o golo; 0-2 aos 74' por Daniel Alves o qual recebe a bola no lado direito da área do FC do Porto onde não está Layún, e com tempo para dominar, remata forte sem hipótese para Iker Casillas.

        O resultado do encontro fica marcado pela expulsão de Alex Telles aos 27' por acumulação de amarelos a castigar duas faltas sucessivas sobre Quadrado (25' e 27'). Tendo que jogar mais de uma hora em inferioridade numérica contra um colosso do futebol mundial, as possibilidades do Futebol Clube do Porto alcançar um resultado positivo ficaram reduzidas aos caprichos da fortuna.

      É impossível demonstrar se as alterações que a equipa técnica entendeu fazer no escalonamento da equipa teriam resultado se o defesa esquerdo Alex Telles não tivesse sido expulso. Contudo, ninguém terá deixado de pensar face ao rendimento da equipa que a equipa técnica prescindiu de Jesùs Corona que entrou na partida aos 30', Óliver Torres, no banco e Diogo Jota foi chamado para substituir Yassine Brahimi aos 73', os quais vinham a ser utilizados mais regularmente nos jogos internos.

               O Futebolo Clube do Porto fez o jogo possível contra um adversário que neste momento lhe é claramente superior. Os jogadores foram inexcedíveis no esforço jogando no limite das suas capacidade e mereceram a enorme manifestação de solidariedade dos assistentes ao jogo. Para além de tudo, não teve o benefício positivo das incidências ocasionais de um confronto para a qual se parte sem ser favorito, isto é, a vaca é nova ainda não tem leite.
              De Iker Casillas a Maxi Pereira, Iván Marcano teve ação de grande nível. Danilo Pereira, no meio, Yassine Brahimi, em todo o espaço foram gigantes. Soares deu luta de um contra cinco ou mais. André Silva vai levar tempo a recompor-se da frustração da saída extemporânea do palco do jogo. Foi pena.

               A arbitragem "à europeia" do alemão Félix Brych teria merecido elogios se o critério inicial que usou na avaliação de faltas tivesse sido igual para as duas equipas. Neste capítulo, esteve ao lado do mais forte. Estava, além do mais, com provisão da amarelos excessiva.
               

sábado, fevereiro 18, 2017

ELES QUE PENSEM QUE A LIDERANÇA É SURREAL.





 Capitão Neves descongelou à bomba a resistência surreal dos pupilos do sonhador Pepa (Foto O JOGO online)


Liga NOS
22ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
20:30h - sportv1
Tempo: frio, s/ chuva
Espectadores: + 35000

           FC do PORTO, 4 - GD Tondela, 0
                                      (ao intervalo: 1-0)

 FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 70' Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Ruben Neves (C), André André, Otávio, aos 64' Diogo Jota, Jesùs Corona, André Silva e Soares, aos 64´Óliver Torres. Não utilizados: José Sá (gr) Boly, Yassine Brahimi e Hèctor Herrera.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Luís Ferreira, AXF Braga. 

GOLOS E MARCADORES:  1-0, aos43' por André Silva, na conversão de penalti; 2-0, aos 54' por Rúben Neves; 3-0 aos 63' por Soares e aos 90'+2' por Diogo Jota.

     De modo mais ou menos previsível a equipa do Futebol Clube do Porto realizou uma exibição típica da antevéspera de um importantíssimo confronto para a Liga dos Campeões. Tendo podido adiantar-se no marcador nos primeiros lances do desafio e desperdiçado algumas claras oportunidades depois, a equipa pareceu disposta a esperar que mais tarde e com mais fortuna outras boas ocasiões criaria para compor o resultado. Quem não pareceu conformado com o ritmo que os locais pretendiam dar à partida foi a equipa do Tondela, a qual, bem organizada defensivamente e agressiva na recuperação da bola, conseguia chegar à frente com vários elementos obrigando a defesa portista a manter-se ocupada em desfazer as investidas contrárias, o que conseguiu com sucesso não permitindo a aproximação a Casillas em condições de concretização iminente. Aos 4', 19', 22', 24', 27' e 41', o Porto ameaçou marcar, enquanto os tondelenses apenas uma vez aos 39' obrigaram Iker a defender um remate forte mas à mancha do famoso espanhol. Aos 43' ocorreu o penalti que André Silva transformou, com a bola a entrar forte e rente ao poste no lado contrário ao voo de Cláudio. Aos 46'+1' Osório travou Soares perto da área e é expulso por acumulação de amarelos, e na conversão do livre Otávio remata por cima da barra.

      No segundo tempo o FC do Porto regressou do balneário disposto a imprimir maior velocidade no desenrolar das jogadas de ataque e até aos 63' quando Soares apontou o terceiro golo, a partida fez-se em ritmo de competição aceitável. Rui Neves fez aos 54' o 2-0 num grande remate a alguns metros da linha da grande  área, e com a vitória à vista e em superioridade numérica a equipa da casa foi gerindo o tempo e as operações exigidas para coartar as veleidades dos comandados do intranquilo Pepa, deixando-o a cogitar na "surreal" injustiça da derrota (mais) que provável.

      A equipa do FC do Porto continua bem e recomenda-se e em ascensão visível a cada partida. Começa a assustar e o facto de estar em primeiro lugar incomodam à concorrência as cócegas que faz. A boa forma individual dos jogadores concede a Nuno Espírito Santo a faculdade de tomar opções e fazer a equipa jogar conforme as intenções e valor do antagonista. A defesa continua sólida sem sofrer golos, o meio campo que ontem foi a jogo esteve bem, o ataque brilha com Jesùs Corona, André Silva e Niquinha Soares, émulo de Hulk na genialidade , e tem à mão Yassine Brahimi, Diogo Jota, João Teixeira, Rui Pedro, etc e tal, e todos são poucos para assegurar a liderança até ao fim. Quem está a mais e já  incomoda até ao tutano e terá de ser despedida com justa causa, é a madraça da D. Eficácia, porque se isso não se fizer poderá acontecer uma..,.desgracia.

      Ora bem, também estou de acordo em que o lance entre Soares e Osório não deveria ter sido penalizado com falta máxima. Os jogadores agarram-se mutuamente e Luís Ferreira foi iludido pela rapidez da queda. Mas há penaltis...e penaltis, tivesse sido assinalado ou não a vitória do FC do Porto poderia acontecer no muito tempo que ainda faltava para o fim da partida. Por outro lado, o senhor Pepa, para preparar a visita à fortaleza do Dragão, deve ter visto o vídeo do jogo realizado na primeira volta em Tondela, e melhor ficará a entender o alcance do termo "surreal".. Para os "outros", aqueles que afirmam que todas as equipas são prejudicadas e no fim a balança estará com ambos os braços ao mesmo nível, levem esta erro à conta do prato que ainda está no fundo tantos têm sido os roubos de que o FC do Porto tem sido espoliado, tanto pelos árbitros do norte como do sul. E somem lá ao rol mais um porque aos 91'+1' André Silva já dentro da área foi travado por uma rasteira de jogador adversário que nem o Ferreira nem o ajudante viram.

        Estamos na luta e continuaremos a incomodar. Essa, é que é essa!
      

       

domingo, fevereiro 12, 2017

VITÓRIA, VITÓRIA... E CONTINUA A HISTÓRIA.


(O Jogo online)

Liga NOS
21ª jornada
Estádio D. Afonso Henriques, Guimarães
sportv1 - 20:30 horas
Tempo sem chuva - Relvado normal
Espectadores: +-27000 ( record da época)
(Grande apoio da claque dos dragões)
2017.02.11


       Vitória SC, Guimarães, 0 - FC do PORTO, 2
                                  (ao intervalo: 0-1)


FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), André André, aos 83' Óliver Torres, Yassine Brahimi, aos 75' Diogo J, André Silva, aos 55' Jesùs Corona e Tiquinho Sores.
Equipamento: alternativo de cor preta

Treinador: Nuno Espírito Santo.

Árbitro; Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

GOLOS: 0-1 aos 36' por Tiquinho Soares, com a jogada a nascer pelo corredor esquerdo onde Alex Telles se liberta de um defesa para centrar para a entrada da área onde está André Silva que a domina e mete de seguida para Soares que se desmarca e remata com serenidade sem chances para Douglas; 0-2 aos 85' por Diogo J que entrara no jogo dez minutos antes em substituição de Yassine Brahimi e já antes tinha criado uma boa oportunidade de marcar, depois de a bola ter sido recuperada por Alex Telles aproveitando uma deficiente reposição do guarda redes vitoriano, e a remeteu para Diogo J em movimento para a baliza, e frente a Douglas que saía ao seu encontro, bateu a bola rente à relva a passar sob o corpo do guarda redes da casa.


       Excelente jogo de campeonato em Guimarães entre duas equipas viradas para o ataque determinadas a lutar pela vitória até ao último lance e última gota de combustível no tanque. Triunfo merecido de quem mais e melhor produziu em todos os momentos da partida e de quem mais vezes soube criar lances para golo, perante um adversário lutador, empenhado e muito bem organizado que deu o máximo das suas reais capacidades para não sair derrotado do confronto.

       No período inicial a partida decorreu com equilíbrio territorial e a equipa portista teve que recorrer ao fato macaco para suster o ímpeto vitoriano, cerceando todas as tentativas de abordagem à baliza de Iker com perigo graças à coesão da defesa azul e branca, sobretudo à extraordinária ação de Ivàn Marcano, a viver um momento de grande forma e total confiança. Neste período o FC do Porto deparou-se com muitas dificuldades em ultrapassar com êxito a defesa da casa, mas soube tirar proveito da mobilidade e argúcia de Soares para se adiantar no marcador.

        Na segunda parte a disposição táctica dos dois conjuntos permitiu maior espaço de manobra aos jogadores, e o Futebol Clube do Porto, tendo travado com sucesso a reação do Vitória nos minutos iniciais, assumiu por inteiro o domínio e controle total da partida até ao fim, explorando com muito acerto de passes e jogadas bem delineadas os espaços abertos na defensiva da casa. Quando Diogo J fechou as contas da loja aos 85' já antes o Vitória tinha sido perdoado e beneficiado do alargamento do prazo do encerramento.

        O mérito do triunfo cabe primeiramente aos atletas que se revelam em boa forma, moralizados e determinados em cumprir o primeiro objetico da época. Contudo grande parte do êxito nesta operação perigosa cabe ao seu comandante, Nuno Espírito Santo. As alterações na equipa que levou para Guimarães resultaram em absoluto e as modificações no decorrer do encontro foram felizes a assertivas. 

        Individualmente achei que Ivàn Marcano foi a maior exibição entre os portistas, bem secundado pelos companheiros do formidável bloco defensivo com menos golos sofridos em toda a Europa. Iker, voltou a mostrar toda a sua classe noutra grande defesa a evitar que a bola transpusesse o risco da baliza mesmo que o lance estivesse anulado por fora de jogo. Diga-se que o Vitória não conseguiu criar uma única ocasião para golo em toda a oartida e tudo o que Iker fez foi segurar bolas e repô-la em jogo. Danilo Pereira é a coluna mestra da equipa, André André foi bem chamado a jogo pela luta que dá e por conhecer o ambiente em Guimarães. Hèctor Herrera protagonizou uma das suas melhores exibições desta época, Yassine Brahimi mostra-se diferente no empenho e na luta e até já incita os colegas. André Silva amadurece a cada jogo e tem papel relevante na frente de ataque. Com a melhoria de entendimento com Tiquinho Soares, mais uma estupenda exibição e novo golo importante para o ganho final, a dupla promete. Diogo J soube aproveitar magnificamente a descoordenação da defesa da casa tornando-se a figura dos últimos quinze minutos da partida, Jesùs Corona, foi útil sem ser decisivo e Óliver Torres teve tempo curto para se evidenciar.

        Carlos Xistra apita a tudo quanto mexe. À portuguesa. Gosta de apitar a faltas e faltinhas e deixa-se enrolar pelas fitinhas, mariquinhas, ridiculazinhas. Quebra o ritmo do andamento das jogadas, trava o que merecia continuar acelerado a bem do jogo. Não basta acompanhar as jogadas de perto, isso consegue-se com preparação física. É indispensável saber ajuizar, julgar, decidir e Xistra jamais o conseguirá fazer porque virtudes inatas não têm alternativas.

        Aí está, continuamos na luta!


      

domingo, fevereiro 05, 2017

SOARES VEIO PARA MARCAR.


O Jogo

 PARTICIPA
 Votação Melhor Destino Europeu - VotePorto.com‎

Liga NOS
20ª jornada
Estádio do Dragão, Porto 
20:30 horas . sportv1
Tempo: chuva e vento
Relvado: impecável
Assistência: 48329
2017.02.04

                  FC do PORTO, 2 - sporting cp, 1
                                     (ao intervalo: 2-0)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 83' João Carlos Teixeira, Yassine Brahimi, aos 70' Diogo J, André Silva, aos 64' André André e Soares, ex-Vitória de Guimarães, em estreia.
Equipamento: oficial tradicional
 Treinador: Nuno Espírito Santo 

scp: Rui Patrício, Schelotto, Coates, Rúben Semedo, Marvin Zeeglaar, aos 57' Ricardo Esgaio, João Palhinha, Gelson Martins, Adrian Silva, Matheus Pereira, 2ª parte Allan Ruiz e Matheus Pereira.
EquipamentoO opficial tradicional
Treinador: Jorge Jesus

Árbitro: Hugo Miguel (AFL)

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 7', por Soares: André Silva ganha a bola a meio campo e dá à direita para Jesùs Corona, que, depois de tirar da frente um defesa leonino cruza para Soares bater de cabeça ao segundo poste; aos 40' de novo Soares, que, recebendo a bola de Danilo Pereira num lançamento de rotura magistral, escapa entre os centrais contrários, deriva para a direita dentro da área, e contornando Rui Patrício remata enviezado fora do alcance do guarda redes internacional português. O 2-1 foi obtido por Allan Ruiz em remate sem oposição à entrada da linha de grande área, a meia altura forte e colocado, de nada valendo a estirada de Iker Casillas.

    O Futebol Clube do Porto encarou a partida com muita garra e determinação, surpreendendo a equipa alfacinha com um golo quando apenas estavam jogados sete minutos. Sem alterar o esquema que tem vindo a implantar, a entrada de Soares para o ataque foi a novidade esperada e que se veio a revelar decisiva. Taticamente, Nuno Espírito Santo preocupou-se em retirar importância ao papel que Jorge Jesus atribui a  Adrian Silva e Gelson , e obteve o êxito pretendido no primeiro tempo mantendo alguma supremacia no jogo a meio do relvado aproveitando a incapacidade de Palhinha e Matheus Pereira, uma nulidade absoluta para a sua equipa, para travar a ação de André Silva e Soares muito ativos em recuperar a bola naquela zona. Jesus tentou emendar os erros que habitualmente comete quando joga no Dragão, mandando para a disputa Allan Ruiz em substituição de Matheus. Como lhe competia e em desespero, o sporting lançou-se ao ataque obrigando o Porto a retrair-se na sua metade do relvado e a tentar explorar o posicionamento da defesa contrária e o maior espaço livre mais desafogado, o que de todo não conseguiu por ação acertada dos componentes da defesa forasteira. Num período de cerca de 10 a 15 minutos do tempo complementar, os visitantes acometeram insistentemente  a baliza de Casillas sem conseguir criar flagrantes oportunidades de golo a não em remate de Adrian, à distância com a bola a raspar no travessão. Já no tempo de compensação e na sequência dos dois cantos da partida, Bas Dost desviou de cabeça a bola de cima para baixo e junto ao poste direito, mas IKer Casillas em estirada fantástica esticou a luva da mão direita impedindo o golo garantindo a justa vitória da equipa que mais vontade e determinação mostrou para a obter.

      O Futebol Clube do Porto jogou como equipa e todos atuaram com uma vontade incrível de vencer. Foi o triunfo da garra, da determinação, do suor e do coração. Soares foi o elemento que mais esteve em destaque por ter feito dois belos golos e restituir eficácia que faltava ao ataque, mas Iker Casillas valeu dois pontos e a liderança da prova a segundos do termo da arrasante partida. A defesa continua em alta, Brahimi e Corona muito motivados, André Silva sempre generoso no esforço não dá descanso aos adversários. Diogo J,, André André e João Carlos Teixeira talvez devessem ter sido chamados a ajudar a equipa um pouco mais cedo, mas Nuno Espírito Santo não entendeu assim e terá as suas razões.

     Sem ter tido influência direta no resultado da partida, o árbitro alfacinha esteve longe de realizar trabalho de elevada nota como é habitual. Há muitas maneiras de interferir no desenrolar dos jogos com o julgamento de faltas, como fechar os olhos à sequência  com que as faz o mesmo jogador, casos de Marvin Zeeglaaar e João Palhinha que delas usaram e abusaram sem sequer uma advertência verbal,  e de poupar expulsão evidente por falta de coragem em punir  infrator com segundo amarelo. Não tem categoria e já não vai a tempo de a adquirir.

    

terça-feira, janeiro 31, 2017

LIBERALIDADES PESSOAIS

 

                                        LIBERALIDADES

Ai que prazer 

O benfica perder

Duas vezes seguidas

é de morrer !

Jogar é maçada

correr estopada

esperar a golpada

pode dar em nada.

O jogo correu, bem ou mal,

etc.& tal;

E a música, essa, 

de tão descaradamente vertical

tocou ao som de trombeta celestial.

Jornais são papéis pintados com tinta

entendê-los é uma coisa que está indistinta 

a distinção entre nada e coisa nenhuma!

Quanto é melhor, quando se esfuma,

a esperança num Gavião

quer seja real ou não!

Grande é o Moreirense, o Setúbal e o Inácio primeiro

mas o melhor de todos é o Couceiro.

 Colombianos, kits, vouchers, camisolas e claques  não é mal

que manche o prestígio do futebol em Portugal.

 

Mais do que isto

É o Evaristo

Que nada sabe de finanças

Mas ha de chegar a ministro!

 

 (Decalque do poema Liberdade - Fernando Pessoa)

 


 

 

 




 

 

 


 


domingo, janeiro 29, 2017

ARRISCAR DEU JACKPOT


 

Liga NOS
19ª jornada
Estádio António Coimbra da Mota, Amoreira, Estoril
Estado do relvado: aceitável. Tempo: chuva moderada
Assistência: acima de 5000, maioritariamente afeta ao FC Porto
18:15 horas - sportv1
2017.01.28


          GD Estoril Praia, 1 - FC do PORTO, 2
                                    (ao intervalo: 0-0) 

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Hàctor Herrera (C), aos 66' Jesùs Corona, Óliver Torres, aos 66´Rui Pedro, André Silva e Diogo J, aos 36 Yassime Brahim.
Equipamento: oficial tradicional.

Treinador:Nuno Espírito Santo

Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)

GOLOS: 0-1 aos 81' na conversão de uma grande penalidade a castigar derrube claro do guarda redes do Estoril Moreira a André Silva e por ele executado com um remate a entrar no centro da baliza e com o guarda redes a lançar-se para o lado do poste esquerdo: 0-2 aos 90'+1' por Jesùs Corona após receção à direita e ter sentado um opositor em finta perfeita e executar um remate de pé esquerdo forte e colocado ao poste contrário, na sequência de uma assistência perfeita de André Silva: 1-2 aos 90'+3' por Dankler sem marcação à entrada da área rematando fora do alcance de Iker Casillas a bola rechaçada no corte de pontapé de canto.

             Morno até à hora de jogo, a equipa do FC do Porto despertou para a vitória com a mexida feita por Nuno Espírito Santo. Vitória inquestionável da equipa que jogou para vencer sobre um conjunto apenas preocupado em anular a ação da equipa do Porto através de faltas (31 no total!!!); a entrada em jogo de Brahim, Corona e Rui Pedro foi fundamental para chegar a um triunfo necessário e imperioso para as contas da prova.

            Arbitragem aceitável até ao momento da aceleração do jogo por parte do Futebol Clube do Porto, deixando-se depois perturbar na última meia hora cometendo lapsos no julgamento de lances na área do Estoril, negando aos 88´um penalti a Rui Pedro puxado pela camisola para além do risco da grande 
área.

           Ao modo e ritmo com que se comportou no primeiro período do jogo o Futebol Clube do Porto dificilmente sairia do Estoril candidato ao primeiro lugar da classificação geral. Com alguma surpresa Nuno Espírito Santo preferiu reforçar o banco com Jesùs Corona e Yassim Brahimi preferindo adensar o meio campo escolhendo André André contra um Estoril  previsivelmente predisposto a imitar Donald Trump levantando um muro à entrada da sua área. NEs cedo se apercebeu do falhanço da opção ao fazer entrar Yassim aos 36' para substituir Diogo J mas o benefício da alteração não resultou de imediato porque a equipa manteve a sua toada pouco acutilante no assalto à fortaleza estorilista A entrada de Jesùs Corona aos 66' deu mais amplitude aos movimentos atacantes dos dragões e aumentaram os buracos do muro com o reforço de Rui Pedro ao lado de André Silva. Assim, aos 53' um remate de longa  distância de André Silva onde não estava Moreira fez balançar o marcador; aos 57' na sequência de um livre apontado por Hèctor Herrera, Rui Pedro foi impedido de se fazer ao lance porque foi agarrado pela camisola; aos 71' em excelente jogada foi anulado (bem) o golo de Rui Pedro e, aos 80', o mesmo jogador deslumbrou-se e o excelente remate perdeu-se rente à barra; a seguir vieram os golos, dois para o visitante e um para os anfitriões, os dois últimos já no período de compensação de 5' concedidos por Manuel Oliveira.

         Com Maxi Pereira muito comedido na gestão da ação, Iker, Felipe, Marcano e Telles comportaram-se à altura das necessidades; Danilo Pereira menos exuberante em relação ao que nos vem habituando  foi de uma utilidade fulcral na contenção dos ataques contrários e uma ameaça dentro da área nos livres a seu favor; na frente André Silva não deu folga aos defensores da equipa da casa, Brahimi foi um problema acrescido para toda a defesa, mas quem efetivamente mexeu com o jogo foram Jesùs Corona e o miúdo maravilha Rui Pedro.

         Manuel Oliveira até estava a realizar um bom trabalho porque a falha maior na primeira parte foi do seu auxiliar ao cortar uma jogada de ataque por fora de jogo inexistente ocorrida aos 45'+1'. Teve que sancionar muitas faltas cometidas pelos jogadores do Estoril que estavam a recorrer à falta sistemática sempre que o Porto entrava na posse da bola e partia para o ataque. Deveria ter ido ao bolso mais cedo ou feito advertências verbais aos infratores. Depois, com a velocidade do jogo a subir, alterou o critério de julgamento nos lances divididos, não considerou faltoso o já referido puxão de camisola a Rui Pedro e decidiu-se tarde pela amostragem do segundo amarelo. Bem, há que reconhecer, na sinalização da falta de Moreira e a correspondente amostragem do cartãoi amarelo.