segunda-feira, maio 22, 2017

NEM BRILHO NEM BRIO

 

Liga I
34ª jornada (última)
Estádio Conselheiro Joaquim de Almeida Santos
Moreira de Cónegos
Sportv1 - Hora: 18:00
Assistência: 5 000 (aprox.)
Bom tempo

                 SC Moreirense, 3 - FC do PORTO, 1
                                    (ao intervalo: 2-0)

FCP: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Perera, Hèctor Herrera (C), na 2ª parte Jesùs Corona, André André, Otávio, na 2ª parte André Silva, Tiquinho Soares, aos 67' Rui Pedro e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo azul-preto
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLOS: 1-0 aos 16' por Boateng na conclusão de um centro preciso para a entrada fulgurante do marcador rematar de cabeça. 2-0 aos 37' por Francisco Maciel que passou por Felipe com facilidade e rematou fora do alcance de José Sá; 2-1 aos 66' por Maxi Pereira, no melhor lance criado pela equipa em toda a partida, com a bola a ser jogada por Tiquinho Soares, J. Corona, André André, concluída por Maxi sobre a marca de penalti com um toque de arte a fazer um chapéu ao guarda redes local; 3-1 aos 83' por Alex, beneficiando de mais uma borla de Felipe, a isolar-se e a rematar fora de alcance de José Sá.


                  "Ó Senhor de Matosinhos
                   Ó Senhora da Boa Hora
                   Ensinai-nos o caminho
                   P'ra sair daqui p'ra fora"
                   .....................................      
               (Sem mais comentários....)

Remígio Costa

quarta-feira, maio 17, 2017

FC DO PORTO B CAMPEÃO EM INGLATERRA.


     (Imagem O JOGO online)       GALENO

      O Futebol Clube do Porto B venceu hoje a equipa inglesa do Sunderland A.F.C. no Stadiun of Light, pela sensacional marca de 0-5, na final da Premier League International Cup, vencendo a prova na segunda final em que participou em três anos em que nela competiu e onde apenas sofreu um golo. Para além da relevância do triunfo obtido na própria casa do valoroso adversário, está a sensacional exibição da equipa de António Folha, designadamente no período inicial, e a expressão dos números alcançados no resultado só pode causar espanto a quem não assistiu ao sensacional show de bola da formação portuguesa.

         Os golos foram apontados por Galeno aos 5' e aos 37', e aos 45'+2' por André Pereira, e aos 51' e 54' por Keymbée e Chidozie, respetivamente, todos resultantes de jogadas de grande espetacularidade e magnífica técnica individual. Keymbée que protagonizou quiçá a maior exibição individual de todos os intervenientes, viu aos 29' o guarda redes do Sunderland executar uma portentosa  defesa a um pontapé de grande  penalidade por ele apontada negando-lhe o golo.

        Quer nas substituições quer no final do jogo, os 18 317 assistentes onde se encontrava uma representação da Casa do FC do Porto em Londres, que gastou sete horas no trajeto até Sunderland, perto de Newcasel, os atletas, a equipa e os técnicos receberam aplausos e festejaram o inédito triunfo do FC do Porto B, uma equipa feita para vencer que soma nos últimos dois anos um título de campeã da II Liga portuguesa e, agora, vencedora de uma importante prova internacional da sua categoria.

         O FC do Porto B, alinhou com: Gudiño, Fernando Fonseca, Chidozie, Rui Moreira, Inácio, Omar Goveia, Francisco Ramos, Fede Varela, aos 64' F. Graça, Kayembe, aos 78' Verdasca,  André Pereira, aos 89' Francisco Dias e Galeno.

         Estupenda arbitragem do inglês P. Wrigth.

       

        

segunda-feira, maio 15, 2017

FANTÁSTICO! JÁ SE MARCAM PENALTIS A FAVOR DO FC DO PORTO!

 

Liga I
33ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Sportv - 18:00 horas
Bom tempo. Excelente relvado
Espectadores: meia casa
2017.05.14


        FC DO PORTO, 4 - CF Paços de Ferreira, 1
                                      (ao intervalo: 2-1)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Boly, Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), André André, Otávio, Jesùs Corona, na 2ª parte Diogo J, Yassine Brahimi, aos 63' Danilo Pereira, e Tiquinho Soares, aos 63' André Silva.

Equipamento: oficial tradicional

Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Artur Soares Dias, AF Porto.

MARCADOR: 0-1 aos 31', por Andrezinho, resultante de remate à boca da grande área, com a bola a fazer tabela num jogador do Paços a trair Iker Casillas lançado no sentido oposto; 1-1 aos 35', por Hèctor Herrera, que iniciou a jogada pelo corredor central, deu a bola a Jesùs Corona à sua direita, este executa um centro ao primeiro poste onde aparece Herrera a bater de cabeça em antecipação do ao guarde redes: 2-1 aos 39' por Yassine Brahimi, na conversão de uma grande penalidade por derrube a ele próprio. O guarda redes Mário Felgueiras lançou-se na direção do remate tocando ainda no esférico mas não o segurou. 3-1 aos 47' por Diogo J que entrou na segunda parte, no desenvolvimento de jogada iniciada com um lançamento longo de Maxi Pereira, a chegar a H. Herrera, e este de costas para a baliza contrário remeteu em arco para Jota, o qual entrando na área com a bola controlada rematou rasteiro para o golo. 4-1, aos 89' por André Silva, que entrou na partida para sair Tiquinho Soares, na conversão de uma segunda (!!!) grande penalidade por falta cometida sobre Diogo J, executada com remate forte e colocado.

        DUAS GRANDES PENALIDADES, DUAS (!!!),  num único jogo, a favor do Futebol Clube do Porto, se não é fenómeno milagroso que dá vista a cegos de nascença é, pelo menos,  acontecimento de igual imprevisibilidade de que se revestiu o triunfo de Portugal no festival da canção europeia! E, para mais valorizar a graça obtida, o beneficiado Futebol Clube do Porto lutava para sair da situação de desvantagem em que o marcador se encontrava (0-1), e tendo logrado a transformação do primeiro castigo e virado a seu favor o sentido do jogo, pôde consumar a superioridade na partida e vencer folgadamente o complicado adversário. Se se fizer uma retrospetiva honesta e criteriosa de situações similares que aconteceram nesta fraude que foi a "liga salazar" da época de 2016/2017, quer nas participações do FC  do Porto quer da equipa que o regime apadrinha, não deixará de reconhecer que tivesse havido igualdade de tratamento e verdade desportiva, a celebração do título legítimo estaria a ser feita a norte na Avenida dos Aliados.

       Não terá sido fácil aos jogadores e à equipa técnica entrarem e jogar esta partida no Dragão contra o Paços de Ferreira. Sem objetivos ou metas a atingir de ambos os lados, estar no relvado para "cumprir calendário" é, sem dúvida, lamentável e frustrante. No entanto, a equipa do FC do Porto comportou-se com dignidade, reagiu, ferida, à desvantagem inicial, lutou pelo melhor resultado e obteve a vitória garantindo a invencibilidade nos jogos realizados esta época no Dragão. E venceu, justamente, sem favorecimento, por mérito próprio, sem controvérsias ou motivo de especulação.

      Otávio, Boly, H. Herrera, André André, Danilo Pereira, e, destacadamente, André Silva, mantiveram o nível correspondente ao valor que possuem. Mas, Casillas, Maxi, Telles, Marcano, Corona, Brahimi, Diogo J, talvez menos esfuziantes nos seus desempenhos, empenharam-se em fazer o melhor. Tiquinho Soares aparentou algum desgaste.

      O melhor árbitro português da atualidade, do Porto, Artur Soares Dias!? Talvez, talvez, talvez....

Remígio Costa

     

        

domingo, maio 07, 2017

DECISÃO DO QUE (HÁ MUITO) ESTAVA DECIDIDO


(O JOGO online)

Liga NOS
Estádio dos Barreiros, Funchal
32ª jornada
Sportv1 - Hora: 20:30
Bom tempo
Estado do relvado: bom
Espectadores: 10400
2017.05.06

                  SC Marítimo, 1 - FC do PORTO, 1
                              (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Fernando Fonseca, aos 84' Rui Pedro, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Ruben Neves, aos 70' André Silva, Hèctor Herrera (C), André André, Otávio, aos 70' Jesùs Corona, Yassine Brahimi e Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: José Sá, Boly, Diogo J, Óliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Jorge Sousa (AFP)

MARCADOR: 0-1 aos 28' por Otávio. Jogada iniciada por Yassine Brahimi, prosseguida por Hèctor Herrera que remata contra as pernas de um defesa do Marítimo, com a bola a sobrar para Otávio que remata para o golo; 1-1, aos 69' por Djoussé, num remate de cabeça de cima para baixo na sequência de pontapé de canto.

    Jorge Sousa e os seus auxiliares, da AF do Porto, tiveram um prestação de excelente nível, honesta e profissional. Talvez a melhor de todas em  jogos em que o FC do Porto participou. Pudesse dizer-se o mesmo de outras, com outros protagonistas e noutros estádios.

    Mais relevante do que pretender explicar o indesejado empate ontem verificado no Funchal, que pode ter custado ao Futebol Clube do Porto o título de campeão, é realçar os antecedentes atropelos a que a equipa foi sujeita em muitos dos jogos antes realizados, que roubaram à equipa a possibilidades de estar a três jornadas do fim com uma vantagem confortável de pontos em relação ao adversário direto, e ultrapassar com sucesso a previsível difícil deslocação à Madeira, 

    Os erros que a equipa e os seus responsáveis tenham cometido, apenas dizem respeito ao Clube e as responsabilidades deverão ser  assumidas consoante o grau das competências exercidas. Os fatores externos onde as arbitragens e os órgãos da estrutura desportiva do futebol  jogaram por fora e condicionaram a ascensão do Futebol Clube do Porto nesta temporada, em favorecimento insolente e descaradamente impune do clube do regime, serão do foro das entidades públicas administrativas e judiciais que regem a Nação, que se diz democrática e igualitária.

    Este, é o campeonato da vergonha, jogado mais fora do que dentro dos estádios, sem escrúpulos de toda a ordem, sob o patrocínio de uma comunicação social capturada, enleada nos tentáculos do polvo vermelho, capada e cobarde.

domingo, abril 30, 2017

TENHAM PACIÊNCIA, AINDA ESTAMOS VIVOS.


Na Liga Salazar só um destes lances é vermelho.



Liga NOS
31ª jornada
Estádio Manuel Branco Teixeira, Chaves
Sportv - Hora: 20:30
Bom tempo
Relvado. razoável
Espectadores: cerca de 6500 
2017.04.29

         GD de Chaves, 0 - FC DO PORTO, 2
                                (ao intervalo: 0-0) 

FCP alinhou: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Ruben Neves, André André, , aos 81' Hèctor Herrera, Otávio, aos 76' João Carlos Teixeira, Jesùs Corona, aos 66' Óliver Torres, Tiquinho Soares e Diogo J.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco) 

GOLOS: 0-1aos 52' por Tiquinho Soares. Em jogada corrida, André André remata à entrada da área com bastante força na direção do guarda redes A. Filipe que a rechaça a bola para a frente onde estava solto Soares para a enviar para a baliza; 0-2 aps 72' por André André, numa saída rápida para o ataque da equipa portista, desmarcando-se a propósito solicitado por uma excelente abertura de Otávio, e dentro da área apertado por um defesa dos locais atirou rasteiro para o poste contrário.


             A vitória do Futebol Clube do Porto no sempre difícil reduto flaviense é totalmente clara e justificada. Os portistas foram a equipa que mais e melhor fez para vencer nos 90'+4', tendo estado ao seu alcance um resultado ainda mais confortável.

             Não vi que a equipa portista tivesse iniciado o jogo com a ansiedade e  pressão que a exigência de uma vitória poderia causar. Contudo, estava à espera de um começo em velocidade mais alta com vista a mostrar determinação e capacidade para se adiantar no marcador. 

             Aos poucos, a movimentação dos jogadores e a circulação da bola  foi aumentando e melhorando e os azuis e brancos assumiam o controle da partida obrigando o adversário a refugiar-se no seu meio campo e a recorrer à falta para travar o jogo,  e a tentar chegar à frente em lançamentos longos para aproveitar alguma desatenção ou falhanço da sólida defesa à frente de Iker Casillas. Otávio aos 60' já tinha sido travado em falta sete vezes (!!), sendo clara a intenção de o afastar do jogo e eliminar o jogador que mais estava a influenciar o bom desempenho da equipa a par de André André infatigável na luta pela posse da bola.

             Com o golo de Tiquinho Soares, o GD de Chaves mudou de atitude e intentou jogar taco a taco, o que levou ao abandono da defesa super reforçada com que jogara até ali e a ceder mais campo onde a criatividade e a categoria dos artistas dragões prevaleceram e impuseram o domínio total do jogo até ao fim, premiado com o golo do Melhor em Campo, André André.

             Quando a defesa não sofre qualquer golo merece aplauso. Casillas não teve um único susto no decorrer de toda a partida, Felipe e Marcano dominaram com alguma facilidade as investidas dos avançados locais. Maxi e Telles também não passaram por grandes embaraços. No miolo, juntos pela primeira vez nesta época, André André mais subido na sua posição, Otávio a fazer de pivot e o capitão Ruben a pautar o conjunto com a precisão de maestro, davam a graça que o jogo passou a ter: não perderam, o português AA e o pequeno-enorme médio brasileiro, tantos passes como tinham errado no primeiro tempo e o nível das respetivas exibições subiu para nota de excelência. Corona pareceu ter jogado algo condicionado fisicamente, Soares mais limitado do que é costume no seu raio de ação; Diogo J esteve a bom nível. Dos que entraram na partida no decorrer dela, Óliver muito bem, tranquilo e preciso no passe; Herrera, participou no jogo com o à vontade de um experiente e João Carlos Teixeira com manifesta intenção de querer dar a conhecer as suas muitas qualidades técnicas.

             Carlos Xistra tem a cartilha bem decorada e não perde a mínima oportunidade para mostrar que tem prazer em cumpri-la. Erra, vezes de mais, para quem anda há tanto tempo a soprar no apito, mas aponte-se um único em que o FC do Porto ficou favorecido na sua decisão mal ajuizada. Ninguém lhe pede que assinale o que não é infração, exige-se-lhe que sancione o que, claramente é, seja qual foi a camisola que o infrator use. São exemplos dos seus juízos no jogo em Chaves, a expulsão de Maxi Pereira no último minuto do tempo regular da partida com o vencedor decidido, dois lances faltosos ocorridos na área dos flavienses sobre atletas do Porto e cartões negados por entradas violentas dos locais. Mais do mesmo.


             Continuámos na luta por nove pontos a ganhar.



             

segunda-feira, abril 24, 2017

SEQUELAS DO GOLPE DE BRAGA AFETARAM A CRENÇA DO DRAGÃO.



Liga ELES
29ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1 - Hora: 20:15
Tempo: bom
Expetadores: cerca de 40000
2017.04.23


                 FC DO PORTO, 0 - FC Feirense, 0

FCP alinhou: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C ) Alex Telles, André André, aos 66' Héctor Herrera, Danilo Pereira, Óliver Torres, na 2ª parte Otávio, Diogo J, Tiquinho Soares e André Silva, aos 66' Rui Pedro.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador Nuno Espírito Santo

Árbitro: Rui Costa, AFP

SÍNTESE DO JOGO:

                      A defrontar uma equipa do meio da tabela classificativa no seu próprio estádio,  e tendo oportunidade de encurtar para um ponto a diferença pontual em relação ao líder, a equipa do Futebol Clube do Porto comportou-se no decorrer do primeiro período da partida como um convalescente a sair do hospital a recuperar de um atropelamento. Para agravamento da debilidade mental demonstrada, o Dragão teve que enfrentar um adversário combativo, incómodo no trato agressivo nas entradas e prática persecutória de bulling sobre os seus jogadores, as costumeiras cenas de anti-jogo, e a complacência de uma arbitragem sem personalidade e de inferior categoria.

                A reação, que se tornaria asfixiante nos últimos trinta minutos da partida com o acréscimo de cinco da compensação arbitral, adivinhava-se em função do que se vira no primeiro tempo. Quanto mais tardasse a fratura da muralha defensiva Feirense, que chegou a ter dentro da área todos os seus elementos, mais crescia a ausência de discernimento e de clareza na conclusão das inúmeras situações para o conseguir, apesar dos efeitos positivos resultantes da tardia chegada ao jogo de Hèctor Herrera e de Rui Pedro.

                Registe-se mais uma partida com a defesa inviolável, as prestações esforçadas de Alex Telles, Maxi Pereira e Danilo Pereira. O apagamento de André Silva e a solidariedade de Tiquinho Soares para com ele no rendimento que ontem (não) se notou.

                Nem sei de outras desmotivações que possam explicar a quebra da equipa treinada por Nuno Espírito Santo que justifiquem os falhanços em momentos decisivos além da frustração causada pela tocaia do estádio municipal de Braga, na jornada anterior. O irrisório afastamento federativo de Yassine 
Brahimi da equipa foi um trunfo a menos no plantel, tal como a ausência de Jesùs Corona, em excelente momento de forma, por lesão contraída no treino no Olival.

               O futebol (?) português bateu no fundo. Está convertido num charco de lodo pestilento e num antro de crimes de toda a ordem. Não tem dignidade nem honra. Vale (Azevedo) tudo numa guerra suja (na verdade nenhuma guerra é limpa)  sem quartel, num jogo viciado praticado às claras nos bastidores a coberto de impunidade criminal desafiadoramente consentida senão apadrinhada.

Remígio Costa
                

              

domingo, abril 16, 2017

COMPASSO...DE ESPERA.


 
 (foto O JOGO online)                   
                                             Vermelho me confesso.

Liga NOS
29ª jornada
Estádio Municipal de Braga
Sportv - Hora: 20:30
Tempo: bom
Estado do relvado: bom
Espectadores: 21000+-
2017.04.15  


           SC Braga, 1 - FC DO PORTO, 1
                                      (ao intervalo: 1-0)

SCB alinhou: Matheus, Artur Jorge, Baiano, Ricardo Ferreira, Djaan, Gamboa, Bataglia, Vuceviic, aos 80' Rodrigo Pinto, Cartábia, aos 75' Alan, Pedro Santos, aos 69' Ricardo e Rui Fonte.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Jorge Simão.

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C) Alex Telles, Danilo Pereira, André André, aos 83' Hèctor Herrera, Óliver Torres, aos 55' Jesùs Corona, Yassine Brahimi, aos 83' Otávio, Tiquinho Soares e André Silva.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Nuno Espírito Santo (NES)

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

GOLOS: 1-0 aos 6', por Pedro Santos, obtido na sequência de um centro de Cartábia executado do lado direito para o centro da área onde não estavam nem Felipe nem Marcano, batendo de cabeça sem hipótese de defesa, O golo do FC do Porto resultou de pontapé de canta apontado no lado direito por Alex Telles, com Tiquinho Soares a rematar de cabeça de cima para baixo com a bola a entrar junto ao poste.

         SÍNTESE DO JOGO:


         Quando deu conta de que o jogo já tinha principiado há cinco minutos, a equipa do Futebol Clube do Porto já tinha Felipe com cartão amarelo e sofrido um golo apontado com a CABEÇA (!!!) pelo "gigante" de pouco mais de 1,60 centímetros de altura, Pedro Santos. Até ao primeiro remate falhado à baliza do Braga feito por Yassine Brahimi aos 11', quem mais trabalhou foi Hugo Miguel a apitar faltas aos jogadores locais. Pedro Santos, que noutras partidas é vítima preferida dos adversários, neste jogo tomou a forma de lenhador de serviço e a lenha sobrou para os jogadores do Porto, anulando as tentativas para estes conseguirem qualquer jogada com mais de dois toques na bola. Felipe foi amarelado na primeira falta que cometeu e Pedro Santos fez, talvez, uma boa meia dúzia no tempo em que esteve em campo passou incólume. No somatório das apitadelas do músico alfacinha no final do primeiro tempo. o Braga somava VINTE faltas (!!!) e o Porto DEZ (!!!) e, cada uma das equipas contemplada com um cartão amarelo. É obra!

        O "gás" dos bracarenses deu sinais de estar a esvaziar-se a partir da meia hora, mas a equipa do Porto não conseguiu pegar nas rédeas da partida e apenas chegava perto da baliza de Matheus em lances esporádicos individuais de Y. Brahimi e pouco mais, e foram raros os lances de verdadeiro perigo para aquele  que vai ser campeão em menos de três anos. Já no período de compensação de 3', com Óliver Torres em cima da marca de grande penalidade a tentar dominar a bola, esta bate-lhe no braço e o senhor agente em serviço de compromisso não treme e dá ao Braga a oportunidade de por fim ao jogo sem necessidade de se cansar na segunda parte a fazer faxina. Valeu que Santos, perturbado de tanto ter esgalhado nas canelas dos adversários sem ver pelo menos um cartão, atirou ao poste para afinar a pontaria para o tempo que faltava para terminar a partida.

        No segundo período só uma equipa tentou praticar futebol, porque este Braga nem ao de Peseiro se pode comparar e está abaixo do nível das que jogam para uma lugarzinho na Liga europeia. A tática do "intelectual" Jorge Simão para aguentar o 1-0 era básica e adequada ao perfil da arbitragem: pontapé para onde a bola se afastasse, bater de "olhos fechados" em tudo que vestisse de azul e branco, e seja o que o são Miguel quiser! Vá lá, em cerca de 49' do período complementar, conseguiram que Iker Casillas interviesse uma vez!

        Mais do que o desconsolador empate que coloca a maior distância o ambicionado título, o que mais me dececionou foi a exibição individual (com uma ou duas exceções)  e coletiva da equipa do FC do Porto. É ridículo pensar que com tal postura e com tão baixo nível o FC do Porto aspire a vencer "as cinco finais" que vai ter que disputar na competição. Nem nesta, nem nas duas últimas provas em que não poderia ter falhado, o Futebol Clube do Porto tropeçou nas seus medos e nas suas próprias incapacidades e falhou, ficando cada vez mais exposto a novos desaires por falta de crença e agarrado ao que acontecer ao seu mais próximo rival que ajudou a moralizar.

      Para piorar o que já estava péssimo, a cena final junto ao banco portista é inconcebível. Yassine Brahimi, já no banco, foi expulso com cartão vermelho e vai estar afastado no(s) próximo(s) jogo(s). Espanta-me como os os dirigentes, técnicos e atletas se deixaram envolver numa esparrela que só interessava aos locais. É mais uma prova de que o repetido discurso dos responsáveis da equipa é inócuo, inconsequente e, já agora, monocórdico e cansativo.   

      Redijo este comentário sem ter conhecimento de quaisquer comentários sobre o que foi esta partida, além das entrevistas no painel publicitário do costume e da conferência de imprense em relação ao NES, que me entedia por demais com o gasto uso do apelo aos adeptos, os quais, como eu, já esgotaram a paciência e a margem de tolerância que lhe era devida.