segunda-feira, fevereiro 19, 2018

PORTO (COM) SENTIDO


(Imagem Google-Record)

Liga NOS
23ª jornada 
Estádio do Dragão, Porto
TV - Hora: 18:00 - 
Tempo: seco e frio
Relvado: bom
Assistência: 42 127
2018.02.18


          FC DO PORTO, 5 - Rio Ave FC
                                       (ao intervalo: 3-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, aos 74' Diogo Dalot, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, aos 72' Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 80' Hernâni,  Yacine Brahimi, Moussa Marega e Tiquinho Soares. Convocados não não utilizados: José Sá, Diego Reyes, André André, Gonçalo Paciência

Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

RIO AVE SC alinhou com: Cássio, Lyon, Marcelo, aos 83 Manuelzinho,  Monte, Yuri Medeiros, Tarantini, Pelé, João Novais, aos 83' Pedro Moreira, Geraldes, Barreto, aos 68' Nuno Santos e Guedes.
Equipamento: alternativo laranja/vermelho
Treinador: Miguel Cardoso

Árbitro: Carlos Xistra, AF Castelo Branco

VAR: Rui Oluveira - Adj.: Paulo Vieira

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 2' por SÉRGIO OLIVEIRA, em remate rente à relva à entrada da área, na sequência de jogada pela ala esquerda que envolveu Alex Telles, Yacine Brahimi e Tiquinho Soares: 2-0 aos 22' por TIQUINHO SOARES, a bater de cabeça fortíssimo numa excelente elevação com a bola a roçar por baixo a barra e a bater na relva para além do risco da baliza, na conclusão de um canto apontado à esquerda por Alex Telles; 3-0 aos 34' por Marcelo (a.g.) ao tentar cortar um passe para o centro da área de Moussa Marega, com a bola a ressaltar na canela da perna do defesa vilacondense estirado no chão, e a entrar em arco na baliza; 4-0 aos 72' por MOUSSA MAREGA, concluindo um jogada iniciada com um livre a castigar uma falta sobre Tiquinho Soares na ala esquerda apontado por A. Telles, com o marcador a desviar para ao primeiro poste para dentro da baliza; 5-0 aos 85' por TIQUINHO SOARES, a bisar, em lance onde Hernâni rompe entre dois defesas para a área sendo derrubado, o árbitro deixa que a jogada prossiga, da direita a bola volta ao centro da área onde estão três avançados do Porto, com o marcador a controlar e a mandar sem oposição para o fundo da baliza. O auxiliar assinalou fora de jogo, Xistra recorreu ao VAR durante cerca de 2' e sancionou o golo. Na 1ª repetição e com a linha traçada é confirmada a posição correta de Tiquinho Soares, pelo que antes da aprovação do VAR já havia a certeza (para mim)de que o golo foi legal.

           O Rio Ave é uma das boas equipas da I Liga. Tem uma ideia e estilo de jogo próprios e executantes de qualidade capazes de interpretar e tentar concretizar no relvado o que o treinador Miguel Cardoso, uma das boas surpresas desta época na área técnica segue e pretende implementar. A posição que atualmente ocupa na tabela classificativa o Rio Ave, confirma a qualidade e as potencialidades do conjunto vilacondense.


           Com um golo obtido na primeira iniciativa de ataque da equipa, o Futebol Clube do Porto eliminou, à partida, qualquer ideia que o adversário pudesse levar para o jogo de adiar ou impedir a alteração do marcador ao máximo de tempo possível, e com isso poder vir a criar ansiedade e nervosismo nos jogadores e no ambiente no Dragão. Pelo que a seguir ficou amplamente demonstrado no decorrer de toda a partida, a jogar como se viu, com mais um ou menos um golo, a vitória não escaparia aos portistas porque em tempo algum se verificaram os pressupostos atrás referidos. Excelente produção do conjunto, belas exibições individuais dos elementos chamados a jogo e apoio constante e exemplar do preenchido e entusiástico ambiente do Estádio mais belo de Portugal.


         O Futebol Clube do Porto, continua bem e recomenda-se.


          Iker Casillas regressou à baliza onde José Sá titulava há várias jornadas do campeonato, numa atitude muito sensata e oportuna do treinador, com vantagens para os dois grandes guarda redes. Maxi Pereira seria, provavelmente, titular mesmo que Ricardo Pereira estivesse em condições físicas para alinhar por razões de gestão física, e o uruguaio é letal como um raio a destruir intenções dos adversários ; Felipe regressou à titularidade e recompôs a "muralha d'aço" com o seu par Iván Marcano; à esquerda, Alex Telles, persiste em corporizar o maior problema que as equipas adversárias têm que resolver ao manter o programa exclusivo de atuação que faz dele um elemento fundamental na finalização vitoriosa dos ataques portistas, que não tem comparação com qualquer outro jogador no seu posto ao nível português e equiparado aos melhores de outros campeonatos europeus; Sérgio Oliveira, o capitão Hèctor Herrera, e ontem, Jesùs Corona, pautam a música que a orquestra executa; Yacine Brahimi, baralha e troca os olhos aos adversários que fazem roda à sua volta; Moussa Marega rebenta com as barricadas e gera pânico nas hostes contrárias, e Tiquinho Soares quer tanto ter a bola como uma criança deseja um balão, e quando a ele chega já só dentro das redes se encontra. 


        Lá desperdiçou outra vez Carlos Xistra a sorte de poder passar por árbitro, que não é, nunca foi ou virá a ser. E tão fácil que o jogo foi de arbitrar, Carlinhos Xistrazinho! Reporto (apenas) dois dos maiores erros que mancham a nomeação para esta partida o rapaz de Castelo Branco: o perdão de cartão vermelho a Tarantini aos 14' ao "travar" em falta visível "a olho nú" Tiquinho Soares à entrada da área, quando o avançado do FC do Porto seguia isolado e apenas tinha na frente Cássio que saia ao seu encontro; na jogada que terminou no 5º golo, Hernâni foi "apertado" dentro da área por dois defesas do Rio Ave e foi derrubado, pelo que não havendo nestes casos "benefício ao infrator" Xistra teria de mandar marcar grande penalidade, pondo fim à jogada que deu o golo, e o fiscal anulou e o VAR repôs, uma verdade que todos, pelo menos na tv, conheciam.

        PS. Eu até acho piada que se fale em "lideres à condição", na Liga, quando o comandante da prova ainda não cumpriu o jogo da jornada que tem fixado e esta está a decorrer. Líder, amigos, só é líder quando tiver sido cumprido todo o calendário dos jogos que compõem a jornada. Pois, La Palisse, mas é assim.


         



          

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

FIVEXIT INCONDICIONAL.


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Liga dos Campeões
1/8 final ~1ª mão
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
RTP1 - Hora: 19:45
Tempo: chuva e vento moderados
Relvado: bom estado
Assistência: 47718 (3200 sporters ingleses)
2018.02.14 (quarta-feira)


  FC DO PORTO, 0 - Liverpool FC (Ing.), 5
                        (ao intervalo: 0-2)

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Diego Reyes, Iván Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Otávio, na 2ª parte Jesus Corona, Yacine Brahimi, aos 62' Majeede Waris, Moussa Marega e Tiquinho Soares, aos 74' Gonçalo Paciência. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira, Osório, Oliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

LIVERPOOL FC alinhou com: Karius, Alexnader-Arnold, aos 80' Jõe Gomez, Wanddjuk, Lovren, Robertson, Hentenson, aos 75' Matith, Milkler, Wigneghen, Mane, Galath e Firmino, aos 80' Danny.
Equipamento: alternativo cor de rosa
Treinador: ¨Jürgen Kloop

Árbitro: Daniele Orsato (Itália)

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 25' por MANÉ na sequência de lance ocorrido dentro da área, com a bola a chegar ao avançado do Liverpool sem marcação, com este a rematar rente â relva com José Sá a deixar que a bola lhe escapasse das mãos e passasse por baixo so corpo; 0-2 aos 29' Marega perde a bola a pedir falta, há um primeiro remata ao poste com a bola a regressar ao encontro de SALAH, isolado, a dominar José Sá fazendo a bola passar poer cima dele e atirar de cabeça para o segundo:
0-3 aos 53' numa saída veloz em contra-ataque numa situação de quatro avançados para três defesas, o remate forte e colocado pertenceu a MANÉ sem hipótese de defesa para José Sá; 0-4 aos 70' na conclusão de triangulação de passes do ataque a equipa inglesa, com FIRMINO a rematar forte e colocado; 0-5 aos 85' por MANÉ, em remate obtido fora da área a meia altura.

      O Liverpool FC, atual terceiro classificado da Premier League a apenas dois pontos do Manchester United de Mourinho, que segue a (muito) custo em segundo, apresentou-se nesta eliminatória ainda mais forte do que se poderia concluir do grande valor que lhe é reconhecido neste momento. O modo como encarou esta partida, a personalidade da equipa e o valor individual dos seus jogadores e a eficácia nos passes e nos remates à baliza (concretizou cinco em seis enquadrados, cada tiro cada melro), bem como a intensidade e ritmo imposto ao jogo segundo as ocorrências, banalizou de modo surpreendentemente inequívoco o FC do Porto, a melhor equipa portuguesa da atualidade e líder isolado da Liga portuguesa.

     A noite foi negativa para este Futebol Clube do Porto em vias de recuperar o estatuto de equipa vitoriosa que o passado recente demonstra, desde o volume dos números que expressam a derrota, mas, principalmente, até ao desnível inimaginável que se verificou na exibição relativamente à que o adversário produziu. Tudo o que desportivamente possa ser considerado negativo num jogo de futebol se conjugou nesta partida contra as esperanças do conjunto portista e dos seus fieis seguidores. Só não está em causa o empenho dos jogadores e a determinação da equipa técnica para obter uma resultado menos castigador das falhas havidas, quer ao nível do desempenho coletivo da equipa quer no que respeita às exibições individuais.

    A partida  decorreu de modo leal e correto, sem picardias ou agressividade excessiva  por parte dos atletas envolvidos. A arbitragem do senhor Daniele Orsato, italiano, foi excelente tendo resolvido com autoridade e competência alguns lances menos claros na transmissão televisiva em tempo real, sem ter recorrido à amostragem de um único cartão (!), tendo sido do mesmo modo impecável o trabalho dos seus auxiliares.

    

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

DE UM A CINCO, A EXIBIÇÃO VALEU QUATRO.


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Liga NOS 
22ª jornada
Estádio Engº Manuel Branco Teixeira, Chaves
Sportv - Hora: 16:00
Relvado: boas condições
Tempo: estado de chuva que não houve no decorrer da partida.
Assistência: 6900 (maioria adeptos portistas)
2918.02.11 (domingo)


                 GD de Chaves, 0FC DO PORTO, 4 
                           (ao intervalo: 0-2)

GD Chaves alinhou com: António Filipe, Paulinho, Domingos Duarte, Nicoloa Maras, Djavan, Filipe Melo, Bressan, aos 62' Stephan, Pedro Tiba, aos 81' Platiny,m William e Davidson, aos 58' Perdigão.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Luís Castro

FCP alinhou com: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Diego Reyes, Ale Telles, Otávio, aos 67' Óliver Torres, Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 7u3' Ricardo Pereira, Mouss Marega, ais 63 Majeed Waris e Tiquinho Soares. Não utilizados: Iker Casillas, Osório, Yacine Brahimi e Gonçalo Paciência.

Equipamento: oficial tradicional: camisola de duas faxas azuis e calção e meias brancos.
Treinador: Sérgio Conceição

Equipa de arbitragem: Artur Soares Dias, com os auxiliares Paulo Soares e Bruno Rodrigues. 4º árbitro: Pedro Campos. VAR: Manuel Mota.

GOLOS E MARCADORES. 0-1 aos 15', em jogada corrida iniciada numa recuperação de bola a meio campo por Otávio, entregue a seguir a Sérgio Oliveira para este assistir TIQUINHO SOARES a desmarcar-se para a área e a ematyar cruzado e rente à relva para o lado do poste mais afastado; 0-2 aos 28' numa assistência do lado direito da área com a bola a chegar a TIQUINHO SOAREGS que criou o remate sem deixar que ela batesse na relva e a fez entrar como um bólide sem hipótese de defesa para António Filipe: 0-3 aos 57' por MOUSSA MAREGA, que em cima da pequena área encaminhou para a baliza um toque de calcanhar de Otávio, concluindo mais uma jogada do ataque portista com envolvência de vários jogadores. 0-4 aos 90'+1' por SÉRGIO OLIVEIRA em remate potente de pé direito, à meia volta, já dentro da área a finalizar uma assistência feita de mel do capitão Hèctor Herrera. Belo lance de futebol, antes tentado da mesma forma pelos mesmos intervenientes mas sem o mesmo sucesso, concretizando o objetivo de oferecer ao Sérgio Oliveira a estreia a marcar.

       Com uma primeira parte muito bem jogada pelas duas equipas lançadas para um jogo de toada ofensiva em busca do golo, o Futebol Clube do Porto foi quem mais jogadas criou passíveis de obter sucesso. Converteu duas, de cinco ou seis situações ocorridas, contra uma particularmente perigosa em remate de Matheus Pereira aos 22' travado por José Sá numa excelente intervenção e outra aos 36' pelo mesmo jogador, num lance de alguma confusão dentro da área do Porto com José Sá em dificuldade e Maxi Pereira a desfazer de modo prático.


       No segundo período o ritmo baixou de intensidade mas não o interesse pelo resultado porquanto o FC do Porto manteve o domínio e controle da partida mesmo depois de feitas, progressivamente, as três substituições legais; dos lances ocorridos neste período com probabilidades reais de serem convertidos em golos, destacam-se um remate aos 59' de Tiquinho Soares ao poste e outro de Majeed Waris à barra, um forte pontapé à distância de Tiba feito aos 74' a sair ao lado da baliza, e a assistência de Hèctor Herrera num lançamento em arco por cima da defesa da casa que descrevi antes da jogada do golo obtido por Sérgio Oliveira que este não converteu. Mas outros mais sucederam porque o Futebol Clube do Porto, descontraído e dono da bola, não deixou de olhar para a baliza do Chaves e de causar problemas à defesa dos locais, podendo ter chegado a números que, pela forma com jogaram no primeiro período e lutaram até ao fim, não mereciam fosse mais ampliado.


      A deslocação a Chaves era, previsivelmente, complicada na antevéspera do jogo contra o Liverpool para a Liga dos Campeões. Acabou sem dano para a soma dos pontos em jogo por força da exibição coletiva da equipa e dos jogadores utilizados, onde não entraram Iván Marcano, Danilo Pereira e Vincent Aboubakar, às voltas com diferentes problemas físicos, estando presentes mas na situação de suplentes, Yacine Brahimi (não utilizado) e Ricardo Pereira e Óliver Torres, chamados a jogo aos 73' e 67' respetivamente.


     Com a já habitual segurança na defesa, mais um jogo de zero golos consentidos, Diego Reyes e Maxi Pereira tiveram trabalho de eficácia; a linha intermediária constituída por três predestinados de espetáculo e em forma -Otávio, Sérgio Oliveira e Hèctor Herrera, jogam, fazem jogar a equipa e dirigem a orquestra; Jesùs Corona, amadurece paulatinamente e não passa despercebido, Moussa Marega seria uma ofensa dizer que deu indícios de desgaste porque não parou enquanto andou no jogo e apontou o golo que o levou ao topo do melhor marcador da equipa. Tiquinho Soares mostra-se intratável para os defesas contrários, parece obcecado por ter a bola e mandá-la, furiosamente,  para o fundo dos redes. Marcou dois, podiam ser (alguns mais). Pelos importância dos golos, os dois primeiros da partida, pela luta que dá, e pelo empenho que põem em cada lance, terá o direito a ser considerado o  jogador mais valioso. Mas, quem a mim mais impressiona sobretudo na (nova) era desta equipa, dá pelo nome de Hèctor Herrera, o capitão da proa à popa do navio. Dentro do relvado, entende-se tão bem como como se falasse português desde menino. Waris, Ricardo Pereira e Óliver Torres, entraram bem na partida.


     Artur Soares Dias é uma caso à parte entre os seus colegas quanto aos procedimentos que toma no julgamento das faltas. Não há nenhum igual a ele a atuar com o mesmo critério  em Portugal, é um juiz out-side. Por quê, não há uma linha de conduta a seguir por todos os árbitros? Mal comparado, ontem pareceu querer arbitrar "à inglesa", mas imitou mal porque (regra comum) na terra de Sua Majestade britânica o que é falta é sancionado consoante a gravidade e a evidência, princípio que Soares Dias não assimilou como se pode certificar em lances acontecidos no decorrer da partida. Ele sabe, que contato físico é uma característica permitida no jogo, mas não lhe é permitido perdoar o que a lei manda punir. Falta é falta, e acabou!  E alternar o critério quando lhe dá na veneta confirma o seu ego de árbitro prepotente e avesso à sujeição das regras com o devido rigor. Com fundamento no que atrás fica dito, tenho muitas dificuldades em discernir se houve, ou não, falta no lance ocorrido cerca dos 5' de jogo na área do FCP de Maxi Pereira, uma vez que os jogadores envolvidos se agarravam mutuamente na disputa pela posse da bola.

       Ah! Não houve intervenção, neste jogo, do VAR onde estava Manuel Mota. Para onde o enviaria Artur Soares Dias, desta vez, se o Mota quisesse apontar-lhe um erro? 
     

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

SO ARES DE TEMPESTADE NA NOITE DO DRAGÃO.


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5 / 14
Taça de Portugal
1/2 final - 1ª mão (2ª mão: 18 de Abril em Alvalade)
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
Sportv - Hora: 20:15
Tempo: seco e frio
Relvado: bom estado
Assistência: 32855 (1800 da claque dos leões)
2018.01.07 (4ª feira)


            FC DO PORTO, 1 - Sporting CP, 0
                                         (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Diego Reyes, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 71' Otávio, Yacine Brabimi, aos 80' Hernâni, Moussa Marega e Tiquinho Soares, aos 83 Gonçalo Paciência. Convicados não utilizados: José Sá (g.r), Maxi Pereira, Osório e Oliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
Nota: Iker Casillas realizou o centésimo jogo ao serviço do FC do Porto.

SCP alinhou com. Rui Patrício, Piccini, Mathieu, Coates, Fábio Coentrão, aos 84' Montero, Battaglia, aos 87' Bruno César, Bruno Fernandes, Ristowiky, aos 74' Rúben Ribeiro e Doumbia. Não utilizados: Salim (g.r) Bryn Ruiz e João Palhinha.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jorge Jesus.

Equipa de arbitragem: João Pinheiro, com os auxiliares Rui Licínio e Nuno Eiras, AFE de Braga. 4º árbitro, Jorge Sousa. VAR; Carlos Xistra.

            O terceiro dos cinco jogos previstos no calendário da presente época entre o Futebol Clube do Porto e o Sporting Clube de Portugal, que ontem decorreu no estádio do Dragão, terá sido o melhor de quantos tinham sido realizados em Alvalade para o campeonato e em Braga na final da Taça da Liga. E se em nenhum deles o FC do Porto tendo sido a melhor equipa logrou vencer, neste terceiro confronto justificou amplamente o triunfo, embora a clara superioridade demonstrada sobre a equipa alfacinha não tivesse tido no resultado final a expressão que merecia. A diferença mínima é excessivamente lisonjeira para a equipa de Jorge Jesus e premeia uma atitude calculista negativa baseada na anulação do maior potencial do opositor e deixar à sorte do jogo o menor dano no desfecho final.

           Correu bem a Jesus, porque foi tal a superioridade dos azuis e brancos e tantas os reais momentos de golo criados no decorrer da partida pelo FC do Porto que a eliminatória, que, fossem convertidos em golos, a eliminatória teria ficado decidida e a 2ª mão uma mera formalidade.

          Aos 7' já Soares tinha marcado presença ao rematar de cabeça uma assistência para a área que passou por cima da barra; aos 16' foi Ricardo Pereira que na ala direita sentou o Fábio e assistiu para a área com o lance a ser anulado com dificuldade; aos 21' Yacine Brahimi  pôs â prova os reflexos de Rui Patrício não conseguindo concluir uma grande jogada do ataque portista; o Sporting rematou enquadrado à baliza pela primeira vez aos 24' mas Iker Casilas defende sem dilficuldade  o remate executado fora da área; aos 30' Tiquinho Soares inicia uma jogada de ataque e é travado numa rasteira indecente; aos 30' na conjversão de um livre direto à entrada da área do Sporting é Sérgio Oliveira que leva a bola a bater com estrondo no poste, com Yacine Brahimi a tentar concluir e a bola a seguir para canto; logo, logo é Hèctor Herrera a falhar isolado dentro da área uma assistência magistral de Jesùs Corona; aos 39' os visitantes conseguem levar uma jogada completa até perto da área do Porto, concluída com forte remate dirigido ao centro da baliza que Iker sacode com a ponta de luna por cima da barra, com o lance a ser precedido de uma mão na bola por parte de Acuña: aos 42' é Battaglia a executar sobre Moussa Marega um golpe de rugby impedindo que ele se isolasse; aos 45' Diego Reyes anula com um corte oportuno um lance de ataque sportinguista.

           O SCP ao iniciar o período complementar pareceu querer (finalmente) enfrentar sem receio a chama do Dragão. Doumbia, faz Casillas desviar para a linha de fundo um remate mal intencionado; aos 53' Coates vê amarelo por entrada violenta, o livre apontado por Alex Telles tem defesa de Rui Patrício. aos 56' na cobrança de um livre por falta sobre Sérgio Oliveira nada resulta, o mesmo acontece aos 58' com Bruno Fernandes a executar idêntica falta; era o período em que o Sporting estava a tentar reagir, mas aos 60' Sérgio Oliveira serve com centro preciso Tiquinho Soares que se eleva e bate de cabeça deixando Rui Patrício a ver o filme. Enorme passe, grande elevação e golpe de Tiquinho!; aos 65' em mais uma ataque perfeito de novo Sérgio assiste T. Soares, que volta a bater com a cabeça e faz brilhar o Patrício; aos 67', é Accuña a  "calçar" o tanque Moussa Marega; aos 72' é Coentrão a tentar bloquear o maliano Marega, falta que qualquer árbitro puniria com amarelo mas o Fabinho já tinha visto um antes; aos 79' Hector Herrera assiste Yacine Brahimi, Patrício arrisca a cabeça mas fica com a bola, aos 85' Gonçalo Paciência experimenta a mira e a bola não acerta no alvo; aos 88' a defesa do Porto tem o maior "aperto" do jogo mas safa-se e aos 89' é Gelsonn Martins a agarrar A. Telles, com o Pinheiro a perdoar a cartolina amarela; aos 90+2 um lance que me fez recuar anos e lembrar o golpe do Toni no anterior estádio da Luz a partir em fratura dupla a perna de Marco Aurélio, médio do FC do Porto, que lhe pôs fim à carreira, com uma entrada muito idêntica à que Accuña fez a Ricardo Pereira! Punida com cartão amarelo, sendo expulso porque que foi o segundo ! Só visto.

        No jogo de treinadores, Sérgio Conceição só não deu uma lição ao "mestre" porque a sorte não esteve com o "aluno". Mas andou perto daquela noite dos 5Zero em que Jesus "ajoelhou" e...rezou.

      Em termos de exibição gostei acima de tudo da determinação e garra da equipa do Futebol Clube do Porto, da "fome" dos seus jogadores em se banquetearem com uma vitória farta. Há jogadores em forma excecional a merecer vigilância especial por parte do adversário, que nem sempre usa armas limpas.

      Cada treinador faz a análise dos jogos que mais lhe interesse para diluir os estragos ou justificar o que não é fácil pela evidência dos factos. Ontem Jesus não precisou de recorrer ao vento , a não ser pelo que os jogadores do FC do Porto faziam ao passar pelos da sua equipa. As suas apreciações finais ao jogo, são as mais humorísticas e hilariantes de que me recordo alguma vez o ter ouvido fazer. Ai,Jesus, quando perdes tens mesmo graça. Espero rir-me mais algumas vezes...

       Fiquei abismado quando soube da nomeação do Pinheiro para arbitrar uma partida com a relevância desta. E com a designação do Xistra para responsável do VAR. Foi uma risco temerário (ou provocação?)dos nomeantes e um perigo emergente para o futuro do Futebol Clube do Porto. Sendo um jogo com características especiais, a sorte favoreceu os juizes porque os jogadores se contiveram nos limites da legalidade e os casos surgidos não tiveram influência relevante no desfecho final, dando de barato que as falhas havidas imputáveis ao árbitro são mais consequência da sua incompetência inata do que intencionais.
                

domingo, fevereiro 04, 2018

PORTO SUPERIOR DOS PÉS Á CABEÇA






Liga NOS 
21ª jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
Sporttv - 20:30 horas
Tempo: frio (7º) e seco
Relvado: bom estado
Assistência: +42 000-1000 claque do Braga)
2018.02-03 (sábado)


        FC DO PORTO, 3 - SC Braga, 1
                                   (ao intervalo: 2-1) 

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Diego Reyes, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 64' Paulinho, Yacine Brahimi, aos 80' Majeed Waris, Vincent Aboubakar. aos 85' Gonçalo Paciência e Moussa Marega. Não utilizados: Iker Casillas, Osório, Maxi Pereira, Óliver Torres.

Equipamento: oficial tradicional

Treinador: Sérgio Conceição 

SC Braga alinhou com: Mateus, Diogo Figueiras, Bruno Viana, Raul Silva, Jefferson, Danilo, aos 87' Diogo Sousa, Vuckcevic, Esgaio, Ricardo Horta, aos 61' André Horta, Wilson Eduardo e Paulino, Hassan aos 68' . Não utilizados: Tiago Sá, Rosik, Xadas e Fábio Martins. 
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Abel Teixeira

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa) - VAR - Nuno Almeida

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 14' por SÉRGIO OLIVEIRA, rematando de cabeça no sentido inverso da trajetória da bola vinda da esquerda, servida com conta peso e medida por Alex Telles; 1-1 aos 31' num toque com o calcanhar e de costas para a baliza na sequência de pontapé de canto, com a bola a bater na parte interior do poste mais distante e a passar o risco de baliza: 2-1 aos 38' por DIEGO REYES, ainda com a cabeça e assistência de Alex Telles que apontou o canto, numa bela elevação a levar a bola a entrar no canto contrário sem hipótese de defesa para Mateus. 3-1 aos 74' por Vincent ABOUBAKAR entrando de cabeça a nova assistência de Alex Telles.

         Foi um jogo de fortes emoções e excelente espetáculo o que opôs ontem no estádio do Dragão o Futebol Clube do Porto e o S C de Braga. Defrontaram-se dois conjuntos com argumentos fundamentados e legítimas ambições, amplamente comprovados pelo bom nível do futebol praticado pelos dois conjuntos, variação e incerteza no marcador durante grande parcela de tempo de jogo, bem como pelas destacadas exibições individuais de elevado número dos jogadores.

       Para os que já anunciavam, velada ou expressamente, uma quebra das grandes potencialidades até agora demonstradas pelo FC do Porto, tiveram nesta partida oportunidade de rever os prognósticos pessimistas que prematuramente anteviram quanto ao futuro dos azuis e brancos nesta época, porquanto a equipa demonstrou amplamente as suas reais capacidades técnicas e força moral coletiva com que pretende alcançar os seus primeiros objetivos da época, não obstante impedimentos pontuais de alguns jogadores e o escasso tempo de ambientação das contratações recentes. 

      Pessoalmente, não pensava que o Braga mostrasse tanta ambição e otimismo para derrotar no Dragão a que deverá ser a atual melhor equipa do futebol nacional. Já assisti a alguns dos jogos dos bracarenses em provas internas e internacionais, e em nenhuma delas dei conta de tanto arreganho, agressividade e ambição, além da basófia do discurso do seu treinador, como neste confronto. Lamento, por eles, tão ambiciosos e sonhadores que são com conquistas fora da playstation, que o Futebol Clube do Porto tenha outras armas, justificadas ambições e provas dadas, que não são palavras ou jogos folclóricos que ganham jogos e troféus. Vou,  dora avante, "torcer" pelos arsenalistas ambiciosos, convicto de que se baterão ainda mais e melhor do que neste confronto com o Futebol Clube do Porto, mostrando a mesma raiva, espumem saliva de sangue, batam na bola ou nas canelas, se enfureçam com os guarda redes adversários que impeçam com defesas magistrais os golos que vislumbram em dois ou três remates que venham a fazer em noventa minutos, e sejam (finalmente!) campeões de Portugal quando a "mãe" Dona Victória voltar a sair vencedora de Liga dos Campeões.

      José Sá teve neste jogo oportunidade de mostrar a qualidade que tem, bastando recordar a defesa que realizou no remate de Paulinho. Ricardo Pereira fofi o TVG da ala direita exclusiva, Felipe sem falha nem falta, Diego Reyes, mais alto e melhor no golo belo, Allex Telles  geométrico e tri-métrico nas assistências, Hèctor Herrera, o capitão L'Inspector, Sérgio Oliveira a içar a bandeira a anunciar o fim da brincadeira, o Jesùs Corona, émulo de Maradona e baralhar e dar as cartas, com o maior fornecedor dos oftalmologistas de Portugal e da Argélia, Yacine Brahimi, a abacinar os olhos aos defesas para lhe  acertarem nas canelas, Vincent Aboubakar, espera lá que de ti irei tratar antes do árbitro apitar, e o tanque-boldozer arrastador (ou arrasador?) que de mousse não é mas Marega, melhor em relva do que no mar. Depois, mais tarde, ouvireis aqui falar de Majeed Waris como da Mona Lisa no Louvre, de Paulinho melhor do que Maomé ouve do toucinho e...havei Paciência que o Gonçalo tem raça de Dragão e igual resiliência.

      Já nenhum árbitro se preocupa em disfarçar que segue uma cartilha com um princípio comum: "tudo contra o Futebol Clube do Porto, a favor do Futebol Clube do Porto, nada!" Seguindo os usuais trâmites da lusitana arbitragem,  Hugo Miguel, não tem critério único no julgamento das faltas; porque não julga de acordo com a irregularidade praticada, mas em função de quem a comete. Posso não saber a estatística, mas fiquei com a sensação que no jogo que não foi a equipa que menos faltas passíveis de sanção cometeu que, na estatística final, somou maior número delas. Contribuíram para tal, seguramente, as "faltinhas" que se veem com lentes de fundo da garrafa, e se alargam a visão até ao infinito quando um Danilo que não veste de azul e branco, bate forte e feio com mão e pé num adversário, um feroz Jesùs Corona é travado e impedido de concluir jogada perigosa dentro da área adversária e Moussa Marega é travado por uma mina clandestina. 

      Ó Miguel Hugo, assim, estragas tudo.

      PS- Abel Ferreira, a tua equipa fez um bom jogo criou dois lances que podem ser considerados de risco para os adversários, mas José Sá é guarda redes do FC do Porto porque tem classe. Querer com isso insinuar que não fora o guarda redes barbudo, terias vencido esta partida em que o teu Mateus carrancudo só não foi buscar a bola uma dezena de vezes ao fundo das redes porque o Bom Jesus o poupou, é mesmo de quem é pequeno e gostaria de ser grande. Cresce, e parece, moço. Diz-me, foi tua a escolha de Raúl Silva? Se sim, parabéns. É jogador, Salvador.

(a editar, se me der na bola, perdão, bolha.)

       

      

      
       

quarta-feira, janeiro 31, 2018

PADRES CHEGAM CÓNEGOS.





Liga NOS 
20ª jornada
Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas
Moreira de Cónegos
Sportv - Hora: 21:00
Tempo: frio (6º) sem chuva
Relvado: irregular
Assistência: Cerca de 3000 (maioria portista)
2018.01.31 (3ª feira)


             Moreirense FC, 0 - FC DO PORTO, 0

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Diego Reyes, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Óliver Torres, aos 81' Sérgio Oliveira, Paulinho, ex-Portimonense, em estreia, aos 67 Tiquinho Soares, Yacine Brahimi, Moussa Marrega e Vincent Aboubakar,m aos 74' Majeed Waris, ex-Florent (França). Nãom utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira, Jorge Fernandes, central do FC Porto B, André André e Hernâni.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

 Equipa de arbitragem da AF de Braga, com Luís Ferreira, auxiliares Inácio Pereira e Paulo Miranda, 4º árbitro Fábio Nunes, e
VAR: Manuel Oliveira e Pedro Ribeiro.

       O empate com que terminou o confronto em Moreira de Cónegos é um resultado com consequências negativas para as aspirações do Futebol Clube do Porto. Não tem qualquer relevância referir, porque outra coisa diferente seria excecional considerando a diferença do valor e objetivos dos beligerantes, (estavam em confronto uma equipa a lutar pela sobrevivência na I Liga e o atual líder da prova), que a formação portista superou o antagonista sob todos os pontos de análise que o jogo da bola permite, porque a única razão pela qual não somou os três pontos da vitória se deve aos erros praticados pelos responsáveis pela arbitragem do jogo.

     Luís Ferreira, árbitro principal, o auxiliar Paulo Miranda e os seus confrades destacados no VARatos, reforçaram escandalosamente a super defesa do Moreirense FC, e consentiram irregularidades grosseiras com consequências diretas no resultado final.

    Para além de ter pactuado no decorrer do jogo com sucessivas entradas a jogadores fulcrais da equipa portista, se ter alheado do controle do tempo de reposição de bola em jogo nas interrupções por faltas, lançamentos da linha lateral e, muito particularmente, quando na posse do guarda redes dos locais, os árbitros no relvado e os meios virtuais que por fenomenal observância apenas confirmam em relação do FC do Porto os lances de que ninguém tem dúvidas, estes, em Moreira de Cónegos, acharam normal um soco na cabeça  seguido de abalroamento do guarda redes dos locais, Jhonatan, a  Felipe, fora da pequena área bem sobre a marca de grande penalidade, aos 54', tendo aos 90'+5´anulado a Majeed Waris por decisão instantânea do auxiliar, o golo que valeria três pontos alegadamente por este estar em posição de fora de jogo, quando deveria ter esperado a conclusão da jogada e recorrer à visualização permitida, uma vez que o francês estava em linha com o defesa que se opunha a Ricardo Pereira.

   Não pode passar sem referência, porque é relevante como se comprovou num jogo da véspera no Restelo, lucrativo para evitar a derrota do clube do regime, o tempo concedido por Luís Ferreira para compensação: 1' (!!!) no primeiro tempo e 5'  (???) no segundo. Acontecerem SEIS substituições, no período complementar, três entradas da equipa médica para assistir o guarda redes, dois cartões amarelos (um ao guarda redes e outro ao jogador expulso no período da compensação com perda de quase dois). SÓ visto!

   Não há em parte nenhuma do mundo, nem a FIFA nem a UEFA, nem Federação ou Liga, que ratifique uma norma que se está a praticar em Portugal em relação ao Futebol Clube do Porto, uma mui digna Instituição criada em 1893, que honra e prestigia o país e o futebol, que obrigue a equipa ter que  marcar em todos os jogos um, dois, três, quatro ou mais golos para ultrapassar os erros de arbitragem, porque, como ontem ficou provado à saciedade, um apenas tinha sido bastante se as regras fossem aplicadas a todos os concorrentes sem discriminação persecutória descarada e impunemente praticada.

   Mas, quem se admira, atendendo aos factos que têm vindo a ser denunciados desde  junho do ano transato e às intervenções  que a Polícia Judiciária tem vindo e estão ainda neste momento a executar? 

Remígio Costa

    

       


         

quinta-feira, janeiro 25, 2018

QUEM NÃO APROVEITA NÃO SE ALEITA



 (O Jogo online)

TAÇA DA LIGA
Final four - meia final
Estádio municipal de Braga
RTP1 - Hora: 20:45
Estado do tempo: chuva esparsa pouco intensa
Relvado: bom estado
Assistência: cerca de 26 000 espectadores
2018.01.24 (4ª feira)

                   Sporting CP, 0 - FC do PORTO, 0
                     (4-3 na decisão por grandes penalidades) 

Sporting CP alinhou com: Rui Patrício, Piccini, Mathieu Coatesm Fábio Coentrão, Bruno Fernandes, Wiliam de Carvalho (C) Accuña, aosa 78' Montero, Ruben Ribeiro, aos 78' Bryen Ruiz, Gelson Martins, aos 43' Bataglia e Bas Dost.
Equipamento; oficial tradicional
Treinador: Jorge Jesus

FC do PORTO alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcanom Alex Telles, Danilo Pereira, aos 11' Óliver Torres, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, aos 80' Majeed Waris, Yacine Brahimim aos 68' Vincent ASboubakar e Moussa Marega. Não utilizados: José Sá, Miguel Layún, Diego Reyes, André André, Maxi Pereira e Jesùs Corona.
Equipamento: oficial tradicional com calção e meias brancos
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro) 
            VAR: Artur Soares Dias.

MARCADORES DOS PENALTIS: pelo SCP marcaram Bas Dost, Bruno Fernandes, Mathieu e Bryn Ruiz; Coates e Willian foram defendidos por IKer Casillas; FC do Porto, marcaram Alex Telles, Iván Marcano e Majeed Waris; Hèctor Herrera e AXboubakar, foram defendidos por Rui Patrício e Yacine Brahimi atirou ao poste.
Iniciou a marcação Alex Telles e terminou Bryn Ruiz.

      Não foi uma grande partida de futebol a que ontem à noite se realizou no estádio municipal de Braga, para apuramento do segundo finalista da Taça da Liga ou CTT, considerando que estiveram em confronto a primeira e a segunda  melhores equipas do futebol português da atualidade, o Futebol Clube do Porto e o Sporting Clube de Portugal, respetivamente  Não fora a dúvida sobre a alteração do resultado inicial que se manteve nos 90'+4' que durou o confronto, as inúmeras interrupções que aconteceram por faltas cometidas  pelos jogadores para anular lances de contra ataque, excesso de agressividade na disputa pela posse da bola e a (surpreendente) retração tática adotada por Jorge Jesus, a ponto da a sua equipa apenas por uma vez ter criado uma oportunidade de golo com uma bola no poste, a par da intervenção duvidosa no julgamento dos "casos do jogo" pelo VAR, e o confronto não teria passado de uma peleja irritante, insossa e pouco entusiasmante.

       Sem jogar ao seu melhor nível. o Futebol Clube do Porto foi o melhor conjunto da eliminatória. Foi a equipa que mais lutou e jogou para vencer, que mais procurou e conseguiu atacar, quem mais oportunidades criou para acionar o placard e a que menos proveito recolheu das situações fortuitas que ocorreram na conclusão dos lances mais bem conseguidos. Marcou um golo por Tiquinho Soares numa jogada de grande recorte, sancionado pelo algarvio Nuno Almeida e pelo auxiliar no relvado, e "desmarcado" por Artur Soares Dias, segundo o seu "especializado e selecionado" critério.

       Sabendo-se da qualidade do árbitro de Loulé, a nomeação para uma partida com esta importância só pode ser compreendida como "prémio de carreira" justa pela provecta idade de 42 anos que possui. Trabalhou, de facto, bastante, e quem muito se esforça nem sempre erra. Como não possui estatura (apesar da altura) para se impor pela personalidade, recorre ao apito naquilo que é (ou parece) evidente. Faltas, faltinhas, carícias e rasteirinhas, vá lá que as aponta. Comportamentos desbragados e ostensivos como o de um Fábio Coentrão trapalhão e zangão, quezilento provocador, não senhor, é da casa faz favor.. o "mau da fita" é o Felipe e o povo a pedir que o estripe é comovedor.

       O VAR está a converter um jogo de regras simples e acessíveis a iletrados e a doutores, num complexo emaranhado de interpretações jurídicas e de análises ao "microscópio e ao bisturi" próprias de laboratório de investigação científica. O futebol que se popularizou na rua é finito. O tempo de jogo no campo com noventa minutos, está atualmente dilatado (e sem consenso nem proveito) nos media com duração ilimitada. Quem está nas bancadas não entende o que acontece no relvado, Já não é "ópio do povo" mas droga real que não mata os mensageiros mas desvirtua a genuinidade que tornou aliciante o jogo da bola. .